RESUMO:
- Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, foi preso em flagrante suspeito de matar a ex-companheira a facadas em Americana (SP)
- O crime aconteceu no domingo (11), durante a festa de aniversário de 15 anos do filho do casal
- Jeane Cristina Mattes, de 43 anos, sofreu sete perfurações pelo corpo e morreu no Hospital Municipal de Americana
- A vítima tinha uma medida protetiva contra o ex, que já havia sido preso em junho deste ano por violência doméstica
- Os dois filhos do casal, de 15 e 8 anos, presenciaram o crime, segundo testemunhas ouvidas pela imprensa
Um feminicídio em Americana, no interior de São Paulo, chocou moradores neste domingo (11). Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, homem que se apresentava nas redes sociais como pastor itinerante, foi preso em flagrante suspeito de matar a facadas a ex-companheira, Jeane Cristina Mattes, de 43 anos, durante a festa de aniversário de 15 anos do filho mais velho do casal. Segundo uma testemunha, os dois filhos estavam no local e presenciaram o ataque.
COMO ACONTECEU O CRIME DURANTE A FESTA?
O crime aconteceu por volta das 12h19, durante o almoço de comemoração do aniversário, em uma casa na Rua Nereu Seleghini, em Americana. De acordo com relatos de familiares que estavam no local, o suspeito teve uma crise de ciúmes, por suspeitar que a vítima estivesse em um novo relacionamento. Após uma discussão na sala de estar, ele atacou Jeane com uma faca de cozinha.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao endereço, encontrou o suspeito imobilizado no chão por vizinhos e populares, com os braços e as pernas amarrados e escoriações no rosto. Diante da aglomeração e da ameaça de linchamento, os policiais algemaram o homem e o retiraram rapidamente do local. Dentro da casa, os agentes perceberam um forte odor de gás de cozinha e interromperam o fornecimento para evitar uma explosão. A faca usada no crime e o celular da vítima foram apreendidos e encaminhados para a perícia.
Jeane foi socorrida e levada ao Hospital Municipal de Americana, mas não resistiu. Segundo o médico que a atendeu, a vítima tinha sete perfurações pelo corpo, quatro delas na região do peito. A publicação do g1 Campinas sobre o caso, com a foto do suspeito pregando, é esta:
QUEM SÃO O SUSPEITO E A VÍTIMA?
Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, se apresentava nas redes sociais como “pastor itinerante”. Jeane Cristina Mattes, de 43 anos, era a ex-companheira dele. Os dois tinham dois filhos, de 15 e 8 anos, e a família estava reunida na casa do suspeito para comemorar o aniversário do filho mais velho, com a presença de parentes, incluindo os pais e a irmã de Jonatã.
O histórico do casal já era de violência. Segundo a polícia, Jonatã havia sido preso em junho deste ano por violência doméstica contra Jeane, que tinha uma medida protetiva de urgência em vigor contra ele. Uma pessoa próxima à família relatou que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e ficava agressivo quando usava drogas.
O QUE O SUSPEITO DISSE E QUAL É A SITUAÇÃO DELE AGORA?
Aos policiais, Jonatã admitiu ter consumido drogas e bebidas alcoólicas entre a noite de sábado (10) e a manhã de domingo (11). Ele apresentava escoriações no rosto e sangramento no nariz, resultado da contenção feita pelos moradores, e foi retirado do local pelos policiais para atendimento e prisão.
O caso foi registrado como feminicídio, e o suspeito permaneceu preso. Até a publicação desta matéria, a defesa de Jonatã de Jesus Batista não havia sido localizada pela imprensa que cobre o caso. A investigação segue com a Polícia Civil, que deve ouvir as testemunhas que estavam na festa, entre familiares e vizinhos.
POR QUE O CASO REACENDE O ALERTA SOBRE MEDIDAS PROTETIVAS?
Jeane tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, instrumento criado justamente para manter o agressor afastado da vítima. Mesmo assim, foi morta dentro da casa dele, na frente dos filhos, durante uma festa de família. Casos como este reacendem o debate sobre a fiscalização do cumprimento das medidas protetivas e sobre a rede de proteção às mulheres que denunciam a violência doméstica.
Quem sofre ou presencia violência contra a mulher pode denunciar pelo Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona de forma gratuita e sigilosa em todo o Brasil. Em situações de emergência, o número é o 190, da Polícia Militar. O Hugo Gospel acompanha o caso e atualiza esta matéria com as informações oficiais da investigação.
CRÉDITOS
IMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Instagram @g1.campinas (EPTV), imagem recortada para o formato de capa
FONTE: g1 Campinas (EPTV) e Polícia Militar de São Paulo; cobertura original: g1 e Metrópoles
NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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