RESUMO:
- O repórter da Jovem Pan hostilizado ao vivo é João Vitor Revedilho: ele fazia uma entrada no Jornal Jovem Pan durante ato pró-Lula no Largo da Batata, em São Paulo, na noite desta terça-feira (13)
- Manifestantes jogaram objetos, comida e bebida na direção da equipe e gritaram ofensas; a transmissão foi interrompida e seguranças do evento retiraram o repórter e o cinegrafista Fabiano Araújo do local
- A Jovem Pan divulgou nota de repúdio, classificou o episódio como violência contra a imprensa e informou que os dois profissionais estão bem
- Minutos depois, Fernando Haddad ligou para o repórter em solidariedade, e a organização do ato também repudiou as agressões
SÃO PAULO — A cobertura da reta final do segundo turno terminou em violência contra a imprensa na noite desta terça-feira (13). João Vitor Revedilho, o repórter da Jovem Pan hostilizado durante um ato pró-Lula no Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, teve a entrada ao vivo interrompida depois que manifestantes passaram a jogar objetos em sua direção e a gritar ofensas contra a equipe da emissora.
COMO FOI O ATAQUE AO REPÓRTER DA JOVEM PAN AO VIVO?
Revedilho fazia uma passagem ao vivo para o Jornal Jovem Pan, apresentado por Thiago Uberreich, quando o clima pesou ao redor da posição da equipe. Segundo a própria emissora, manifestantes que participavam do ato de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva cercaram os profissionais, arremessaram comida e bebida e passaram a ofender a equipe, até que seguir no ar ficou impossível.
Ao perceber que não conseguiria continuar, o repórter da Jovem Pan hostilizado avisou ao âncora, ainda no ar, que a equipe estava sendo muito hostilizada e que estavam “tacando várias coisas” no local. A transmissão foi interrompida, e agentes de segurança responsáveis pelo evento conduziram Revedilho e o cinegrafista Fabiano Araújo a um local coberto e protegido, longe do tumulto.
O QUE DIZ A NOTA DE REPÚDIO DA JOVEM PAN?
Horas depois, a Jovem Pan divulgou uma nota de repúdio oficial. No texto, a emissora afirma repudiar com veemência a violência contra o repórter da Jovem Pan hostilizado, João Revedilho, e o cinegrafista Fabiano Araújo durante o ato realizado em São Paulo por correligionários do Partido dos Trabalhadores. A nota registra que o repórter teve o trabalho interrompido de forma hostil e precisou ser assistido por seguranças no local.
“Privar a imprensa de trabalhar é em si uma violência contra toda a sociedade”, diz a emissora, que classificou o episódio também como uma violência contra os valores que sustentam a democracia, por ter ocorrido em pleno período eleitoral. A Jovem Pan informou ainda que o repórter e o cinegrafista estão bem e lamentou a postura “nada republicana e antidemocrática” de parte dos eleitores que estavam no ato. O caso do repórter da Jovem Pan hostilizado repercutiu rapidamente nas redes sociais e foi noticiado por veículos como a Revista Oeste.
COMO REAGIRAM HADDAD E A ORGANIZAÇÃO DO ATO?
A reação do campo petista ao episódio do repórter da Jovem Pan hostilizado foi imediata. Segundo a Jovem Pan, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ligou para o repórter minutos após o ocorrido e se solidarizou com o profissional. Na ligação, Haddad disse, em nome da coordenação da campanha de Lula em São Paulo e da organização do evento, que não compactua com atos contra a imprensa e contra profissionais que cobrem de forma digna as campanhas eleitorais.
De acordo com a cobertura da TMC, o presidente do PT, Kiko Celeguim, foi pessoalmente até o profissional para manifestar apoio, e o coordenador Marco Aurélio Carvalho também se posicionou em solidariedade. A organização do ato divulgou nota repudiando os atos contra a equipe da Jovem Pan, afirmando que atitudes que cerceiam a liberdade de imprensa são inaceitáveis, que o ato é pacífico e democrático e que os responsáveis pelas agressões não tinham relação direta com a militância partidária.
O QUE O REPÓRTER CONFIRMOU ANTES DO TUMULTO?
Mesmo diante do tumulto, a entrada ao vivo rendeu uma informação de peso para a reta final da campanha. Antes de ser interrompido, o repórter confirmou, com fontes da campanha, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve comparecer ao debate eleitoral agendado para este domingo, encontro realizado pela Band em parceria com a Jovem Pan. Será mais um capítulo de uma semana decisiva: a campanha de Lula também lançou uma carta às famílias evangélicas em busca do voto religioso, tema que já rendeu atritos públicos, como no episódio do vídeo de Juliette e a repercussão envolvendo Flávio Bolsonaro.
O segundo turno das eleições de 2026 está marcado para o dia 25 de outubro, e o ataque ao repórter da Jovem Pan hostilizado em ato de campanha acende um alerta sobre o clima da disputa na reta final. Até o momento, não há registro de feridos no episódio do Largo da Batata, e a Jovem Pan agradeceu as manifestações de apoio e o respaldo oferecido pelos organizadores do evento aos seus profissionais.
IMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Jovem Pan News (frame da transmissão ao vivo, via Revista Oeste) | Publicação: Reprodução | YouTube @jovempannews
FONTE: Cobertura original: nota oficial da Jovem Pan e publicações da emissora nas redes sociais; demais fontes: TMC e Revista Oeste.
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