RESUMO:
- A Meta lançou o Muse Spark Open, modelo de inteligência artificial de pesos abertos com 816 bilhões de parâmetros e janela de contexto de 1 milhão de tokens
- O modelo foi otimizado em parceria com a Apple para rodar localmente em dois Mac Studio com chip M5 Ultra, ligados por Thunderbolt 5
- Zuckerberg agradeceu publicamente ao CEO da Apple, John Ternus: as duas empresas eram rivais históricas e não colaboravam em público desde 2017
- Os pesos estão disponíveis no Hugging Face e nas principais nuvens, sob a licença Muse, com regras especiais para empresas com receita acima de US$ 20 milhões
A guerra da inteligência artificial produziu nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, a aliança que ninguém esperava. A Meta lançou o Muse Spark Open, o seu novo modelo de pesos abertos, apresentado como o mais capaz já lançado por uma empresa dos Estados Unidos nessa categoria. E o palco escolhido para a estreia diz tudo: o modelo foi otimizado em parceria com a Apple para rodar localmente nos computadores mais poderosos da rival histórica. A história foi adiantada pelo perfil @thenews.cc e confirmada pela imprensa especializada americana.
Publicação original | Instagram @thenews.cc
O QUE É O MUSE SPARK OPEN E POR QUE ELE IMPORTA?
O Muse Spark Open é um modelo gigante: são 816 bilhões de parâmetros no total, dos quais 42 bilhões ficam ativos a cada tarefa, na arquitetura conhecida como mistura de especialistas. A janela de contexto chega a 1 milhão de tokens, o equivalente a bibliotecas inteiras de texto processadas de uma vez. Ele é multimodal nativo, ou seja, entende e trabalha com texto, imagem, vídeo e áudio na mesma estrutura.
O foco declarado é programação, engenharia de software e tarefas agênticas de longo prazo, aquelas em que a IA executa sozinha sequências compridas de trabalho. Nas demonstrações da Meta, um agente usando o modelo corrigiu e compilou o aplicativo Ice Cubes, cliente da rede social Mastodon, e chegou a controlar o editor de vídeo DaVinci Resolve. No Artificial Analysis Intelligence Index, um dos rankings mais acompanhados do setor, o modelo marcou 39 pontos e assumiu o primeiro lugar entre os modelos abertos dos Estados Unidos.
MUSE SPARK OPEN NO MAC STUDIO: COMO A PARCERIA COM A APPLE FUNCIONA?
A parte mais improvável do anúncio é a sociedade com a Apple. O Muse Spark Open foi otimizado para o MLX, o framework de aprendizado de máquina da Apple, e roda localmente em dois Mac Studio com chip M5 Ultra de 512 GB, somando 1 terabyte de memória unificada, ou em quatro máquinas de 256 GB, todas ligadas por Thunderbolt 5. Os pesos do modelo ocupam cerca de 493 GB comprimidos, e a banda de memória de 1,2 TB/s do M5 Ultra é o que permite respostas na casa de 25 tokens por segundo com duas máquinas e 37 com quatro, nos testes em 4 bits.
Mark Zuckerberg agradeceu publicamente a John Ternus, o CEO da Apple, pela colaboração de meses, que, segundo a imprensa americana, contou com a ajuda de Daniel Gross, ex-executivo da própria Apple. A cena é histórica porque as duas empresas passaram a década em guerra aberta: disputaram a privacidade dos usuários no episódio das regras de rastreamento do iPhone, brigaram pelas taxas da App Store e, segundo a CNBC, não colaboravam em público desde 2017.
QUANTO CUSTA RODAR A IA MAIS PODEROSA DO MUNDO EM CASA?
Poder local tem preço, e ele é alto. O Mac Studio de 256 GB parte de US$ 10.799 nos Estados Unidos, e a versão de 512 GB chega ao mercado no fim de outubro. Uma configuração com quatro máquinas passa de US$ 40 mil. Ainda assim, o lançamento muda a conversa: até aqui, um modelo dessa classe só existia dentro dos data centers das gigantes. Agora, uma empresa, uma universidade ou um estúdio pode rodar a IA na própria sala, sem mandar dados para a nuvem de ninguém.
Para quem prefere a nuvem, os pesos estão disponíveis no Hugging Face e em plataformas como Amazon SageMaker, Google Cloud Model Garden e Microsoft Foundry, com APIs de empresas como Baseten, Fireworks AI, Groq, Modal, Nebius, OpenRouter e Together AI. O mercado reagiu em cima do lance: as ações da Meta subiram 0,55% no dia, para US$ 741,60.
O QUE MUDA NA GUERRA DAS IAS ABERTAS?
O modelo é distribuído sob a licença Muse, que exige a atribuição “Built with Muse Spark Open” e impõe uma regra para os gigantes: empresas com receita acima de US$ 20 milhões precisam notificar a Meta e assinar um acordo comercial para oferecer o modelo como serviço. É a Meta tentando liderar o campo aberto sem entregar de graça a arma para os maiores concorrentes.
O movimento também pressiona o restante do setor. Se o modelo aberto mais forte do mundo roda num computador de mesa, a vantagem dos sistemas fechados fica mais estreita, e a parceria entre Meta e Apple mostra que, na era da IA, até os inimigos históricos preferem dividir o palco a ficar fora dele.
CRÉDITOS
IMAGEM E VÍDEO: Mac Studio e Studio Display: foto CC0, via Wikimedia Commons.
FONTE: Anúncio oficial da Meta sobre o Muse Spark Open; AppleInsider; MacRumors; publicação original do @thenews.cc no Instagram.
NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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