RESUMO:
- Segundo o Wall Street Journal, EUA e Israel preparam planos contra o Irã para uma nova rodada de ataques depois das eleições de meio de mandato.
- A operação desenhada seria curta e intensa, de duas a três semanas, concentrada no programa de mísseis e em alvos nucleares, sem buscar troca de regime.
- O desenho pouparia os bombardeiros B-2, usados em junho de 2025, e daria aos Estados Unidos o protagonismo militar da campanha.
- Trump diz que o Irã quer um acordo e não descarta ser mais duro, enquanto Netanyahu afirma que o programa iraniano não desapareceu.
A trégua entre Washington, Jerusalém e Teerã pode ter prazo para acabar. Segundo o Wall Street Journal, EUA e Israel preparam planos contra o Irã para retomar os ataques depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em uma operação desenhada para ser curta, intensa e focada no programa de mísseis iraniano.
A reportagem, repercutida pela Breitbart News nesta quinta-feira (22), descreve planejamento, e não decisão tomada. Ainda assim, o detalhamento do desenho, duração estimada, alvos prováveis e até o cuidado de poupar os bombardeiros B-2, mostra que a hipótese em que EUA e Israel preparam planos contra o Irã saiu do campo retórico e entrou no campo operacional.
COMO EUA E ISRAEL PREPARAM PLANOS CONTRA O IRÃ PARA DEPOIS DAS ELEIÇÕES?
De acordo com o Journal, os dois países trabalham com a avaliação de que o Irã vem reconstruindo o programa de mísseis depois dos ataques de junho de 2025. A nova operação ficaria para depois das eleições de meio de mandato, o calendário político americano funcionando como uma trava temporária sobre a decisão militar.
O desenho descrito é o de uma campanha de duas a três semanas, intensa desde o início e concentrada em alvos do programa de mísseis e em instalações nucleares. Diferentemente de uma guerra longa, a lógica seria a de um golpe rápido e pesado, capaz de atrasar de novo a capacidade iraniana sem arrastar os Estados Unidos para um conflito aberto e prolongado no Oriente Médio.
Um detalhe técnico chama atenção: o plano pouparia os bombardeiros furtivos B-2, as aeronaves usadas nos ataques de junho de 2025 contra instalações nucleares iranianas. Preservar a frota pequena e estratégica do B-2 indica que o protagonismo ficaria com outros meios americanos e israelenses, e que a operação em que EUA e Israel preparam planos contra o Irã foi pensada também para não desgastar o ativo mais raro do arsenal.
O QUE TRUMP E NETANYAHU DIZEM SOBRE O IRÃ NESTE MOMENTO?
Publicamente, os dois líderes mantêm a pressão verbal enquanto o planejamento avança. Trump tem afirmado que o Irã quer um acordo e, ao mesmo tempo, não descarta uma postura mais dura se Teerã não ceder. A combinação de porta aberta para negociar e ameaça de força é a assinatura do estilo dele de negociação sob coerção.
Do lado israelense, Netanyahu sustenta que o programa iraniano não desapareceu com os ataques de 2025, avaliação que sustenta a necessidade de manter a opção militar sobre a mesa. Entre os alvos que especialistas associam a uma nova rodada estão Fordow e Natanz, instalações conhecidas do programa nuclear, e a chamada montanha da picareta, Pickaxe Mountain, complexo subterrâneo citado em análises sobre a reconstrução iraniana.
O portal acompanha a tensão na região desde o plano de paz de Trump para Gaza, e os dois tabuleiros se comunicam: qualquer nova campanha contra o Irã repercute em Gaza, no Líbano e nas rotas de energia do Golfo. É por isso que o plano em que EUA e Israel preparam planos contra o Irã interessa muito além dos três países diretamente envolvidos.
UMA NOVA OPERAÇÃO BUSCARIA TROCAR O REGIME DE TEERÃ?
Segundo a reportagem, não. O objetivo descrito é militar e delimitado: atingir o programa de mísseis e a infraestrutura nuclear, sem a meta de derrubar o regime dos aiatolás. A distinção importa porque define o tamanho da operação, o tipo de alvo e o limite político do que Washington estaria disposto a sustentar diante do Congresso e da opinião pública depois das eleições.
Também importa o que não está no plano. Sem objetivo de troca de regime e sem os B-2, a campanha dependeria de saturação rápida de defesas aéreas e de precisão contra instalações conhecidas, com o risco permanente de retaliação iraniana contra bases americanas e contra Israel. Cada rodada dessas, desde junho de 2025, elevou o custo do erro de cálculo dos dois lados.
Por enquanto, trata-se de planejamento atribuído a fontes do Journal, sem confirmação oficial de data ou de decisão. Mas o recado estratégico já foi enviado: se EUA e Israel preparam planos contra o Irã para depois das eleições, Teerã tem um prazo conhecido para negociar, e o mundo, um calendário para observar.
Para os países da região e para as comunidades judaicas e cristãs que acompanham o Oriente Médio, o planejamento tem um significado imediato: a janela entre as eleições americanas e uma eventual operação vira um período de diplomacia intensa, em que cada declaração de Trump e de Netanyahu será lida como sinal.
Teerã, por sua vez, tende a acelerar justamente o programa que os dois países querem atrasar, o dilema clássico de quem negocia sob ameaça. O tabuleiro está montado, e o relógio eleitoral dos Estados Unidos passou a marcar também o tempo do Oriente Médio, enquanto EUA e Israel preparam planos contra o Irã e o regime iraniano calcula a própria resposta ao cenário em que EUA e Israel preparam planos contra o Irã.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Mural com retratos de líderes iranianos em via pública no Irã, reprodução da Breitbart News.FONTE: Breitbart News, reportagem sobre os planos dos EUA e de Israel contra o Irã, publicada em 22 de outubro de 2026, com base em reportagem do Wall Street JournalNOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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