RESUMO:
- O arcebispo-mor Sviatoslav Shevchuk entrega lista de prisioneiros ao Papa Leão XIV em audiência no Palácio Apostólico, no Vaticano, neste sábado (24).
- A lista reúne os nomes de centenas de prisioneiros de guerra ucranianos detidos na Rússia, para ação da diplomacia humanitária da Santa Sé.
- Shevchuk levou presentes de Kiev, agradeceu os apelos do Papa pela paz e pediu apoio para o inverno que a Ucrânia enfrentará com a infraestrutura bombardeada.
- É o quinto encontro do líder greco-católico com Leão XIV, que agradeceu o testemunho de fé da Igreja ucraniana em tempos de guerra.
O líder da Igreja Greco-Católica Ucraniana voltou ao Vaticano com uma missão que mistura fé e diplomacia. Neste sábado (24), o arcebispo-mor de Kiev, Sviatoslav Shevchuk entrega lista de prisioneiros ao Papa Leão XIV durante audiência na Biblioteca do Palácio Apostólico, segundo a Canção Nova Notícias. A lista traz os nomes de centenas de prisioneiros de guerra ucranianos detidos na Rússia, e a expectativa é que a mediação da Santa Sé ajude a libertá-los.
Não é a primeira vez que esse gesto acontece. Desde o pontificado de Francisco, o Vaticano mantém uma diplomacia humanitária voltada a aliviar o sofrimento da população civil ucraniana, obter a libertação de prisioneiros e o retorno de crianças levadas para a Rússia. Quando Shevchuk entrega lista de prisioneiros ao Papa uma nova relação de nomes, o arcebispo renova, na prática, o canal que já produziu trocas e libertações em etapas anteriores da guerra.
SHEVCHUK ENTREGA LISTA DE PRISIONEIROS AO PAPA NO VATICANO?
Shevchuk chegou a Roma carregado de presentes e de gratidão. Levou ao Papa selos postais, livros e álbuns de fotos de Kiev, incluindo um selo especial com a imagem do próprio Leão XIV, emitido na Ucrânia como sinal de proximidade entre os dois países e a Santa Sé. Em todos os momentos da conversa, segundo o relato, a palavra mais repetida pelo arcebispo foi “obrigado”: pelos apelos públicos do Papa pelo fim da guerra e pela ação humanitária vaticana.
Shevchuk também apresentou ao Papa o último Sínodo dos Bispos greco-católicos, dedicado às vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Em um país esvaziado pela guerra e pela emigração, formar novos padres virou questão de sobrevivência para a Igreja local. E pediu apoio e solidariedade da comunidade católica internacional para o inverno que se aproxima, com temperaturas rigorosas e a infraestrutura de energia bombardeada.

Do outro lado da mesa, Leão XIV agradeceu, segundo o relato de Shevchuk, pelo testemunho especial de fé dos bispos, padres, monges e fiéis greco-católicos em tempos de guerra. O arcebispo assegurou ao Papa as orações de sua Igreja neste período de recuperação do pontífice após a cirurgia torácica.
QUAL É O PAPEL DA SANTA SÉ NA GUERRA DA UCRÂNIA?
A audiência acontece em um momento de intensa movimentação diplomática em torno da guerra. Nos últimos dias, o próprio Papa telefonou aos presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky pedindo uma trégua humanitária em Oleshky, cidade ucraniana ocupada pelos russos onde a população enfrenta falta de alimentos, água e medicamentos. Quando Shevchuk entrega lista de prisioneiros ao Papa, os dois gestos se somam: o da lista, que trata de nomes concretos, e o das ligações, que tratam de corredores de ajuda.
A engrenagem dessa diplomacia inclui nomes conhecidos. No verão europeu passado, Leão XIV enviou a Kiev e a Moscou o cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana, e dom Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados. Foram quatro viagens de encontros institucionais e pastorais, na linha da missão humanitária iniciada por Francisco e relançada pelo atual pontífice.
O primeiro encontro oficial entre Leão XIV e Shevchuk ocorreu em 15 de maio de 2025, dias após a eleição do Papa. Em 28 de junho daquele ano, o pontífice participou, na Basílica de São Pedro, da celebração do Jubileu da Igreja Greco-Católica Ucraniana. A audiência deste sábado é a quinta entre os dois, um ritmo que mostra o lugar da Ucrânia na agenda do Vaticano.
O QUE PODE ACONTECER COM OS PRISIONEIROS DA LISTA?
Listas como essa são a matéria-prima das trocas de prisioneiros mediadas por terceiros. Com nomes e locais de detenção, a Santa Sé e parceiros humanitários conseguem cobrar informações, pedir visitas e negociar libertações em pacotes. Não há prazo anunciado para resultados, e o Vaticano tradicionalmente trabalha em silêncio nesses casos, anunciando apenas o que já foi cumprido.
Para as famílias dos detidos, cada nome na lista é uma pessoa com rosto, história e uma casa esperando. É por isso que o gesto deste sábado, em que Shevchuk entrega lista de prisioneiros ao Papa pessoalmente, tem peso pastoral além do diplomático: o arcebispo funciona como a voz de centenas de famílias que não podem bater à porta do Vaticano sozinhas.
A Igreja Greco-Católica Ucraniana é a maior Igreja católica oriental do mundo, em comunhão com Roma, e virou, desde 2022, uma das vozes morais mais ouvidas do país. A cobertura do Hugo Gospel sobre o Vaticano acompanha esse protagonismo, como na recente posse de Montse Alvarado em dicastério do Vaticano.
Diplomatas que acompanham o tema observam que gestos públicos e gestos discretos caminham juntos nessa frente. Quando Shevchuk entrega lista de prisioneiros ao Papa diante das câmeras, o Vaticano sinaliza ao mundo que a questão dos detidos segue no topo da agenda humanitária, enquanto os canais reservados tratam dos detalhes de cada caso. E cada vez que Shevchuk entrega lista de prisioneiros ao Papa, a Igreja ucraniana reafirma seu papel de ponte entre as famílias e as instituições que podem, de fato, mover o processo. Por isso, a audiência em que Shevchuk entrega lista de prisioneiros ao Papa foi registrada pela imprensa católica como um dos momentos mais importantes da relação entre Kiev e a Santa Sé neste ano.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa: arcebispo Sviatoslav Shevchuk em visita ao Senado da Polônia, Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 pl); imagem do meio: Papa Leão XIV em maio de 2025, Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). A foto da audiência divulgada pela fonte é da Vatican Media via Reuters e não foi utilizada.FONTE: Canção Nova Notícias (audiência no Vaticano em 24/10/2026).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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