RESUMO:
- Um alerta do evangelista J. John expôs o desequilíbrio: igrejas do Reino Unido gastam menos com evangelismo do que com qualquer outra frente da vida da igreja.
- Pesquisa da Philo Trust com mil igrejas evangélicas achou apenas 36 que deram treinamento de evangelismo na década anterior ao levantamento.
- Segundo J. John, mais de 95% do tempo, da energia, do dinheiro e das pessoas vão para o culto e o bem estar dos membros, e menos de 5% para o testemunho.
- Ele pede treinamento anual de evangelismo e líderes que pensem no rebanho, na margem da igreja e além da margem, onde estão os sem nenhum vínculo com a fé.
Um alerta vindo de dentro da própria igreja britânica movimentou o debate cristão nesta semana. Ao falar na Church Resources Exhibition, o evangelista cônego J. John afirmou que as igrejas do Reino Unido gastam menos com evangelismo do que deveriam e apresentou números para sustentar a crítica: menos de 5% de todos os recursos vão para o testemunho.
O evento reuniu líderes e iniciativas voltadas ao futuro da igreja no Reino Unido, e a fala de J. John não ficou isolada. Outros participantes, como Phil Stokes, da rede REACH, Bejoy Pal, da Ascension Trust, e Andy Flannagan, dos Cristãos na Política, defenderam caminhos práticos para alcançar jovens e pessoas que dificilmente entrariam em um culto tradicional.
POR QUE IGREJAS DO REINO UNIDO GASTAM MENOS COM EVANGELISMO, SEGUNDO J. JOHN?
A frase central da palestra foi um convite ao constrangimento. Em inglês, J. John afirmou: “Research indicates that we spend over 95% of all of our time, energy, money, resources and manpower on worship and wellbeing. We spend less than 5% on witness.” Em tradução livre: “Pesquisas indicam que gastamos mais de 95% de todo o nosso tempo, energia, dinheiro, recursos e pessoas com culto e bem estar. Gastamos menos de 5% com testemunho.”
O dado que sustenta a crítica vem de uma pesquisa da Philo Trust com mil igrejas evangélicas. Apenas 36 delas disseram ter oferecido treinamento de evangelismo na década anterior. O número ajuda a explicar o diagnóstico de que igrejas do Reino Unido gastam menos com evangelismo: sem treinamento, os membros não se sentem preparados para compartilhar a fé com quem está fora.
Para J. John, apenas mandar as pessoas testemunharem não resolve. Em inglês, ele insistiu: “We’ve got to equip people. We’ve got to help people.” Em tradução livre: “Precisamos equipar as pessoas. Precisamos ajudar as pessoas.” A proposta prática é que cada igreja faça um curso de treinamento de evangelismo todos os anos, como parte normal da vida da comunidade, e não como evento raro.
O QUE J. JOHN PEDE QUE OS LÍDERES MUDEM NA MENTALIDADE DA IGREJA?
O pedido mais direto foi dirigido a quem lidera. Em inglês, ele desafiou: “I want you to lead the church as if you were an evangelist”. Em tradução livre: “Quero que você lidere a igreja como se fosse um evangelista”. Segundo ele, é uma questão de mentalidade: pensar no rebanho, pensar na margem e pensar além da margem. É essa virada que ele propõe ao afirmar que igrejas do Reino Unido gastam menos com evangelismo por falta de intencionalidade.
No mesmo evento, Phil Stokes, fundador da REACH, contou a experiência de uma microigreja criada para millennials em busca de comunidade cristã. Um casal desse grupo se mudou para Manchester e começou outro grupo semelhante. Em inglês, ele resumiu: “So we haven’t grown much, but we have multiplied.” Em tradução livre: “Não crescemos muito, mas nos multiplicamos.” Para Stokes, há uma fome espiritual crescente entre os mais jovens.
Bejoy Pal, diretor da Ascension Trust, falou da experiência como pastor de rua em Croydon, conversando com adolescentes de madrugada porque eles sentiam não ter para onde ir com as próprias perguntas. Segundo ele, os jovens querem ser vistos e ouvidos, e a igreja precisa ir aos espaços onde eles estão. O testemunho dele reforça o alerta de que igrejas do Reino Unido gastam menos com evangelismo justamente onde a demanda aparece.
COMO AS IGREJAS PODEM ALCANÇAR QUEM ESTÁ FORA DELAS HOJE?
Andy Flannagan, diretor da organização Cristãos na Política, defendeu relacionamento no lugar de confronto, principalmente na internet. Em inglês, ele afirmou: “It’s very hard to challenge something online because people double down and get very defensive”. Em tradução livre: “É muito difícil confrontar algo online porque as pessoas se fecham e ficam na defensiva”. Para ele, conversas pessoais e até um telefonema produzem resultados melhores do que a vergonha pública nas redes.
O debate sobre o futuro da igreja britânica não é novo no portal, que já mostrou uma igreja britânica que contestou a proibição de pregação em espaço público. Nos dois casos, a questão de fundo é a mesma: como a igreja se relaciona com uma sociedade que mudou. Não por acaso, o tema de que igrejas do Reino Unido gastam menos com evangelismo encontrou eco entre líderes de diferentes tradições.
Stokes afirmou ainda que a nova geração quer algo que a igreja tem, desde que esse algo seja vivido de forma atraente e coerente. Pal completou que é preciso orar pelas pessoas e permitir que o Espírito Santo convença, em vez de apenas vencer discussões. É o retrato resumido pelo dado de que igrejas do Reino Unido gastam menos com evangelismo.
O alerta britânico também conversa com a realidade de igrejas de outros países, incluindo o Brasil, onde boa parte da energia das comunidades se concentra nos cultos e no cuidado interno. A pergunta deixada pelo evento é incômoda e prática: se igrejas do Reino Unido gastam menos com evangelismo mesmo com estrutura e recursos, o que explica comunidades tão voltadas para dentro?
No fim, o recado de J. John é um chamado à reordenação de prioridades, com treinamento anual, líderes com mentalidade de evangelista e atenção a quem está na margem e além dela. Enquanto as igrejas do Reino Unido gastam menos com evangelismo, o evangelista pede comunidades dispostas a investir gente, tempo e dinheiro em quem ainda está fora.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Mãos segurando uma Bíblia com uma cruz de madeira diante de um mapa do mundo, imagem de divulgação do The Christian Post.FONTE: The Christian Post, matéria sobre a fala de J. John na Church Resources ExhibitionNOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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