RESUMO:
- Uma igreja britânica contesta proibição de pregação com amplificação no centro de Colchester, na Inglaterra, imposta por uma ordem de proteção comunitária emitida em março.
- A Bread of Life Community Church, de Clacton, afirma que a ordem funciona na prática como uma proibição de pregar mensagens religiosas e nega ter mirado crianças com advertências sobre o inferno.
- O pastor Stephen Clayden entregou uma petição com mais de 27 mil assinaturas contra a proibição e alerta que uma derrota pode incentivar outras prefeituras a fiscalizar até sermões dentro das igrejas.
- Um tribunal de magistrados decide o recurso da igreja em audiências marcadas para os dias 22 e 29 de outubro.
Um microfone desligado virou símbolo de uma disputa sobre liberdade religiosa no Reino Unido. Uma igreja britânica contesta proibição de pregação com som amplificado nas ruas do centro de Colchester, em Essex, depois que a prefeitura local emitiu uma ordem de proteção comunitária contra o trabalho evangelístico semanal da congregação. A Bread of Life Community Church, sediada na vizinha Clacton, afirma que a ordem equivale, na prática, a proibir a pregação de mensagens religiosas em espaço público.
A ordem, chamada de Community Protection Notice, foi emitida em março pela parceria Safer Colchester, ligada à prefeitura, com base na lei britânica de comportamento antissocial de 2014. Quem descumpre uma ordem desse tipo comete uma infração criminal. No documento, a prefeitura afirmou que a pregação amplificada da igreja fez barulho excessivo, perturbou moradores e comércios e foi intimidadora, e acusou membros da congregação de dizer a transeuntes, incluindo crianças, que eles estavam indo para o inferno.
POR QUE A IGREJA BRITÂNICA CONTESTA PROIBIÇÃO DE PREGAÇÃO EM COLCHESTER?
A igreja nega ter mirado crianças e classifica a ordem como algo sem precedentes. Para a congregação, o ponto central não é o volume do som, mas o conteúdo da mensagem: a ordem se apoia em expressões como comportamento de engajamento ou intimidação, o que, segundo o pastor, limita a capacidade de pregar como a Bíblia apresenta, incluindo os avisos sobre inferno e juízo para quem rejeita a salvação em Cristo.
O pastor Stephen Clayden, de 44 anos, fundou a congregação há seis anos e faz um alerta que amplia o alcance do caso em que a igreja britânica contesta proibição de pregação: se a igreja perder o recurso, outras prefeituras podem se sentir autorizadas a reprimir pregadores de rua e até a fiscalizar sermões dentro dos templos. Ele chamou essa perspectiva de um dia muito sombrio para o país. É também por isso que a igreja britânica contesta proibição de pregação como uma questão de conteúdo da fé, e não apenas de volume do som.
A prefeitura apresentou outra leitura. Um porta-voz afirmou que a autoridade recebeu queixas repetidas sobre uma conduta que alarmava e afligia as pessoas, que agentes explicaram as expectativas aos envolvidos e que, como as queixas continuaram, foi emitida primeiro uma advertência de proteção comunitária e depois a ordem formal. O mesmo porta-voz confirmou que a igreja recorreu e que um tribunal de magistrados vai decidir o caso.
O QUE A ORDEM DA PREFEITURA PROÍBE A IGREJA DE FAZER?
Na prática, nenhum membro da igreja pode usar amplificação no evangelismo semanal realizado no centro de Colchester. Os pregadores passaram a cumprir a ordem falando sem microfones, enquanto o recurso tramita. A defesa jurídica da congregação é feita pelo Christian Legal Centre, braço jurídico da organização Christian Concern.
Na quarta-feira, Clayden entregou na prefeitura de Colchester uma petição pelo fim da proibição que reuniu mais de 27 mil assinaturas. Apoiadores se juntaram à congregação na principal rua comercial da cidade, onde o pastor pregou a partir do livro de Romanos e fez questão de registrar a nova condição imposta à equipe. Ele disse: “We’re not using amplification, so abiding by the CPN. But the Gospel belongs on the streets”. Em tradução livre: não estamos usando amplificação, então estamos cumprindo a ordem. Mas o Evangelho pertence às ruas.
A executiva-chefe do Christian Legal Centre, Andrea Williams, afirmou que as prefeituras não devem usar poderes criados para combater comportamento antissocial de verdade para calar um trabalho cristão legítimo nem para impedir cristãos de falar da própria fé em público. Segundo os organizadores da petição, a igreja pregou nas ruas de Colchester por mais de seis anos sem receber queixas antes da ordem, mantém uma coleta regular de alimentos para necessitados e já comprou roupas de frio para pessoas em situação de vulnerabilidade. O trabalho de rua da congregação é liderado por Tony Needs.
QUANDO A JUSTIÇA DECIDE O CASO DA IGREJA QUE CONTESTA A PROIBIÇÃO?
Segundo o Christian Legal Centre, as audiências do recurso estão marcadas para a próxima semana, nos dias 22 e 29 de outubro, em um tribunal de magistrados. A decisão vai dizer se a ordem continua valendo, com a proibição de amplificação e o risco criminal para quem a descumprir, ou se a igreja recupera o formato original do evangelismo de rua.
O caso britânico se soma a uma série de disputas recentes sobre fé em espaço público acompanhadas pelo portal, de processos sobre liberdade religiosa em julgamento no Supremo Tribunal Federal a debates sobre a presença da religião na vida pública americana, como o levantamento com pastores que rejeitam apoiar candidatos no púlpito.
Para a congregação de Clacton, o que está em jogo é maior do que um microfone. A igreja britânica contesta proibição de pregação porque entende que, se uma prefeitura pode desligar a caixa de som de um pregador por causa do conteúdo da mensagem, o próximo passo pode ser regular o que se diz dentro dos templos. Enquanto a decisão não sai, a igreja britânica contesta proibição de pregação pregando sem microfone, nas mesmas ruas de Colchester. A resposta, agora, está com os magistrados.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Pregador com microfone diante de faixas com o nome de Jesus durante evangelismo de rua da congregação em Colchester, na Inglaterra. Reprodução.FONTE: Cobertura original: The Christian Post; demais fontes: Christian Concern e Christian Legal Centre, conforme o relato da fonte.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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