RESUMO:
- A Rússia liberta professor americano Stephen Hubbard, aposentado de Michigan condenado em 2024 a quase sete anos de prisão sob acusação de atuar como mercenário na Ucrânia.
- O anúncio foi feito nesta quarta-feira (21) pelo enviado americano Steve Witkoff, um dia depois de Donald Trump dizer que vinha pedindo a soltura diretamente a Vladimir Putin.
- Hubbard, que tinha 72 anos na condenação, foi capturado em 2022, cerca de dois meses depois de assinar contrato com uma unidade militar ucraniana, segundo a acusação russa.
- A libertação ocorre em meio às negociações entre Washington e Moscou sobre a guerra na Ucrânia.
A Rússia liberta professor americano Stephen Hubbard após meses de apelos do presidente Donald Trump ao presidente russo Vladimir Putin. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (21) pelo enviado especial americano Steve Witkoff e repercutido pela Fox News, que tratou o caso como notícia urgente em atualização.
Hubbard é um professor aposentado nascido em Michigan, nos Estados Unidos. Ele morava na Ucrânia quando a Rússia invadiu o país em fevereiro de 2022 e, segundo a acusação russa, assinou contrato com uma unidade militar ucraniana na cidade de Izyum. Cerca de dois meses depois, ele foi capturado por forças russas.
Na terça-feira (20), Trump já havia sinalizado publicamente que o caso estava em negociação direta com Putin. No original em inglês, o presidente afirmou: “I’ve been talking to President Putin about Mr. Hubbard. I’ve been talking to him at length. I’ve asked him to release him”. Em tradução livre: “Tenho conversado com o presidente Putin sobre o senhor Hubbard. Tenho conversado longamente com ele. Pedi que ele o soltasse”.
O anúncio coube a Witkoff porque o enviado virou o principal canal de Trump com Moscou para temas humanitários e de negociação. Diplomatas americanos tratam gestos como este, em que a Rússia liberta professor americano Stephen Hubbard, como sinais práticos de que as conversas seguem abertas, mesmo quando os comunicados oficiais dos dois governos mantêm tom duro sobre os rumos da guerra.
Hubbard não era o único americano detido na Rússia, mas o caso dele reunia dois fatores que pesam em Washington: a idade avançada e uma condenação ligada ao início da invasão, quando estrangeiros se apresentaram como voluntários na Ucrânia. A expectativa da família era de que a pressão direta de Trump destravasse a soltura, e foi o que a Rússia liberta professor americano Stephen Hubbard confirmou nesta quarta-feira, segundo o relato do próprio enviado americano.
POR QUE A RÚSSIA LIBERTA PROFESSOR AMERICANO STEPHEN HUBBARD AGORA?
O momento em que a Rússia liberta professor americano Stephen Hubbard coincide com a retomada dos contatos diretos entre a Casa Branca e o Kremlin sobre o futuro da guerra na Ucrânia. Solturas de americanos detidos têm sido usadas pelos dois governos como gesto de boa vontade em meio a negociações maiores, e o caso de Hubbard era um dos nomes conhecidos na lista de cidadãos dos Estados Unidos presos em território russo.
Segundo a Fox News, Trump acrescentou na terça-feira um “Let’s see what happens”, que em tradução livre significa “vamos ver o que acontece”, ao comentar o pedido feito a Putin. Menos de um dia depois, Witkoff confirmou que a libertação havia se concretizado. Para o leitor, o episódio mostra que o canal pessoal entre os dois presidentes segue ativo, mesmo com as tensões públicas sobre o envio de armas e mísseis à Ucrânia.
O portal já mostrou como a diplomacia em torno da guerra mobiliza também lideranças religiosas, na matéria sobre o telefonema do papa Leão XIV a Zelensky pedindo cooperação humanitária entre Ucrânia e Rússia.
QUEM É O PROFESSOR E QUAL ERA A ACUSAÇÃO CONTRA ELE?
A condenação ajuda a entender por que a Rússia liberta professor americano Stephen Hubbard só agora, quase dois anos depois da sentença. Em 7 de outubro de 2024, um tribunal de Moscou condenou Hubbard a quase sete anos de prisão por atuar como mercenário, crime previsto na lei russa para estrangeiros que combatem ao lado de forças de outro país. Na época do julgamento, ele tinha 72 anos.
Pela versão da acusação, Hubbard recebia pagamento mensal da unidade ucraniana e participou das hostilidades até ser capturado, em abril de 2022. O caso correu na Justiça russa sem acesso consular pleno durante parte do processo, segundo relatos da imprensa americana ao longo dos últimos anos, o que aumentou a pressão de Washington pela libertação por razões humanitárias, dada a idade avançada do professor.
Familiares e autoridades americanas vinham tratando Hubbard como um dos detidos prioritários. A idade, o estado de saúde incerto após mais de três anos de detenção e o fato de ele não ser militar de carreira pesaram na campanha pela soltura, agora concluída.
O QUE A SOLTURA MUDA NAS RELAÇÕES ENTRE TRUMP E PUTIN?
Quando a Rússia liberta professor americano Stephen Hubbard, o gesto entra para a conta das concessões humanitárias que acompanham as conversas sobre um possível acordo de paz. Trump tem repetido que pretende encerrar a guerra e já usou libertações anteriores como prova de que o diálogo direto com Moscou produz resultados concretos, linha semelhante à que adotou no plano de paz para Gaza.
Analistas ouvidos pela imprensa americana costumam tratar esse tipo de soltura como termômetro: ela não resolve os impasses centrais do conflito, como território e garantias de segurança, mas indica que os canais de negociação estão funcionando. Para a família de Hubbard, porém, o significado é imediato e pessoal: depois de mais de três anos, o professor poderá deixar a Rússia e voltar aos Estados Unidos.
A Fox News informou que a reportagem contou com contribuição da Associated Press e que o caso seguiria em atualização ao longo desta quarta-feira, com detalhes sobre o estado de saúde de Hubbard e o trajeto de retorno. A forma como a Rússia liberta professor americano Stephen Hubbard deve ser detalhada por Witkoff nas próximas horas, incluindo se houve alguma contrapartida de Washington no acordo.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: O enviado especial americano Steve Witkoff, que anunciou a libertação, em foto de reprodução via Fox News.FONTE: Cobertura original: Fox News, com contribuição da Associated Press; demais fontes: registros públicos do julgamento de Moscou de 7 de outubro de 2024.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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