RESUMO:
- A deputada estadual Ana Campagnolo cobra autocrítica da direita (PL-SC) em vídeo publicado nesta quarta-feira, 28, após a reeleição de Lula, e afirmou que não basta eleger um presidente da República, segundo O Antagonista.
- Para a parlamentar, a direita precisa responder quais foram os ganhos duradouros do seu campo político e quais são os meios de ação para reverter o quadro em que a esquerda detém o poder.
- Campagnolo citou como contraste a autocrítica feita pela esquerda após a derrota para Jair Bolsonaro em 2018, quando aquele campo se reorganizou e se fortaleceu mesmo estando fora do governo.
- A deputada foi reeleita para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina com 386 mil votos e protagonizou, neste ciclo eleitoral, um atrito público com a família Bolsonaro na disputa pelo Senado no estado.
A reeleição de Lula provocou um desabafo público dentro do próprio campo conservador. A deputada estadual Ana Campagnolo cobra autocrítica da direita em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira, 28, cobrando do seu campo um exame de consciência sobre as derrotas acumuladas e sobre a dependência de uma única eleição presidencial, segundo O Antagonista. A fala repercutiu porque partiu de uma parlamentar reeleita com votação expressiva em Santa Catarina e com histórico recente de embates internos no próprio partido.
POR QUE ANA CAMPAGNOLO COBRA AUTOCRÍTICA DA DIREITA APÓS A REELEIÇÃO DE LULA?
“Pare e pense. Sete eleições, eles levaram seis. A gente vai continuar acreditando que a solução é eleger um presidente da República? Só isso?”, questionou a deputada no vídeo. Para ela, a principal questão que a direita deveria enfrentar não é se houve interferência no resultado da eleição, mas quais são os meios de ação para reverter esse quadro, descrito por ela como tenebroso, em que o outro campo detém o poder.
“Qual o saldo de tudo isso? Nós tivemos mais ganhos ou perdas?”, perguntou. “O que a direita ganhou de mais duradouro que resistisse a uma eleição? Nós precisamos fazer urgentemente uma autocrítica”, afirmou Campagnolo. É a partir dessas perguntas que a cena em que Ana Campagnolo cobra autocrítica da direita ganhou força nas redes e no debate interno do campo conservador.
A cobrança mira a estratégia do campo: para a deputada, concentrar todas as fichas na eleição presidencial deixa a direita sem respostas quando o adversário controla a máquina pública. O vídeo foi publicado dias depois da confirmação da reeleição de Lula, em um momento de balanço público entre lideranças conservadoras sobre os próximos passos da oposição. É nesse ambiente de revisão que a declaração em que Ana Campagnolo cobra autocrítica da direita foi recebida como um recado interno, e não apenas como um comentário eleitoral.

O QUE A DEPUTADA COMPAROU COM A AUTOCRÍTICA DA ESQUERDA APÓS 2018?
Campagnolo apresentou como contraste o comportamento da esquerda depois da derrota para Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. Segundo ela, mesmo fora do governo e sob uma gestão da qual discordava, aquele campo fez a própria revisão de rumos. “A esquerda se organizou, se redesenhou, se fortaleceu mesmo estando sob governo de quem não concordavam”, afirmou a parlamentar no vídeo divulgado nas redes.
“Não basta só ganhar a eleição se eles têm a máquina”, resumiu. A frase sintetiza o argumento central do vídeo: vencer uma eleição presidencial não garante mudanças duradouras se o campo adversário mantém influência sobre a estrutura do Estado. É esse diagnóstico que sustenta a gravação em que Ana Campagnolo cobra autocrítica da direita e pede reorganização do próprio campo, com ganhos que resistam à troca de governo.
A comparação incomoda porque inverte o espelho: em vez de atribuir a derrota apenas a fatores externos, a deputada sugere que a direita aprenda com o método que atribui ao adversário, organização contínua, redesenho de estratégia e fortalecimento fora do poder. O portal acompanha esse debate no campo conservador em outras frentes, como na análise em que Malafaia analisa a derrota de Flávio Bolsonaro e aponta erros cometidos na reta final da campanha.
COMO O ATRITO COM A FAMÍLIA BOLSONARO MARCOU A TRAJETÓRIA RECENTE DELA?
Campagnolo foi reeleita para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina com 386 mil votos, uma das votações mais expressivas do estado. Antes do vídeo desta quarta-feira, ela já havia sido pivô de uma briga pública com a família Bolsonaro, ao se recusar a apoiar a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.
Um vídeo mostrou a deputada ao lado da deputada federal Carol de Toni, companheira de chapa de Carlos, e do vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti. Quando Angioletti pediu votos para os dois candidatos do partido ao Senado e citou o nome do ex-vereador carioca, Campagnolo gesticulou e saiu do enquadramento, em uma cena que repercutiu nas redes sociais. Foi mais um capítulo do desgaste que antecedeu o vídeo em que Ana Campagnolo cobra autocrítica da direita.
Em uma publicação, Flávio Bolsonaro pediu que ela gravasse um vídeo de apoio ao irmão. “Caso não possa fazê-lo, vou compreender, mas também compreenda se eu te pedir para não usar mais minha imagem nem a de Jair Bolsonaro”, escreveu ele. Flávio também deixou de seguir a deputada nas redes sociais, gesto que ampliou a leitura de racha interno no partido no estado.
Na resposta, Campagnolo garantiu que seguiria trabalhando pelos objetivos definidos pelo PL em Santa Catarina. O episódio ajuda a entender o peso do novo vídeo: a parlamentar que já havia sustentado uma posição própria dentro do partido, mesmo sob pressão pública da família Bolsonaro, é a mesma que agora, com o capital de 386 mil votos, Ana Campagnolo cobra autocrítica da direita depois da reeleição de Lula e cobra um balanço coletivo do seu campo.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (deputada Ana Campagnolo em retrato, domínio público, capa, e a parlamentar acompanhando ato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, domínio público, imagem de meio). Fotos de arquivoFONTE: O Antagonista, matéria original sobre o vídeo em que a deputada Ana Campagnolo cobra autocrítica do campo da direita após a reeleição de Lula, consultada em 28 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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