RESUMO:
- Segundo o índice de bilionários da Bloomberg, repercutido pelo Metrópoles, os dez maiores bilionários perderam 61 bilhões após reeleição de Lula, em valores somados de US$ 11,42 bilhões.
- A maior perda foi a de André Esteves, do BTG Pactual, com US$ 3,6 bilhões a menos no período, cerca de R$ 19 bilhões.
- Jorge Moll e família, da Rede D’Or, perderam US$ 2,6 bilhões, e os quatro Moreira Salles somam perdas acima de US$ 3,72 bilhões.
- O único dos dez que não registrou prejuízo foi Jorge Paulo Lemann, cujo patrimônio subiu US$ 0,3 bilhão no intervalo.
Os dez maiores bilionários perderam 61 bilhões após reeleição do presidente Lula, em reais, segundo o índice de bilionários da Bloomberg repercutido pelo Metrópoles nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026. A conta soma US$ 11,42 bilhões a menos entre o último dia útil antes da eleição e a terça-feira, 27 de outubro. Apenas um nome da lista escapou do prejuízo no período.
O índice da Bloomberg monitora diariamente a variação do patrimônio das 500 pessoas mais ricas do mundo. O cálculo leva em conta os preços de mercado das ações de empresas de capital aberto e as taxas de câmbio. Por isso, a perda registrada é uma variação de valor de mercado, e não dinheiro que tenha saído de contas bancárias. O retrato ajuda a explicar a manchete do dia: bilionários perderam 61 bilhões após reeleição é uma fotografia da bolsa, e não um extrato.
POR QUE BILIONÁRIOS PERDERAM 61 BILHÕES APÓS REELEIÇÃO DE LULA?
A oscilação reflete a turbulência do mercado brasileiro provocada pela disputa eleitoral, um movimento já observado em eleições anteriores, segundo a publicação. Quando o investidor reage ao resultado das urnas, o preço das ações cai ou sobe, e o patrimônio de quem concentra participações em grandes empresas se move junto, em bilhões de reais em poucos dias.
Um exemplo mostra o tamanho da gangorra. No dia seguinte ao primeiro turno, o patrimônio de André Esteves saltou de US$ 13,2 bilhões, na véspera do pleito, para US$ 15,8 bilhões, um aumento de US$ 2,6 bilhões. Semanas depois, o mesmo nome aparece no topo das perdas, o que reforça o caráter volátil dessa fotografia diária feita pelo mercado.

É nesse cenário que se entende por que bilionários perderam 61 bilhões após reeleição: o índice mede o valor das participações em bolsa em uma data específica. Se as ações se recuperam, parte relevante da perda pode ser revertida sem que nenhum real tenha mudado de dono. O número, portanto, mede percepção e preço de mercado, e não riqueza guardada em cofre.
A taxa de câmbio também entra na conta, porque o índice é calculado em dólares. Quando o real se desvaloriza, o patrimônio convertido para a moeda americana encolhe mesmo sem queda das ações, e o caminho inverso também vale. Esse detalhe técnico explica parte das variações bruscas registradas em períodos curtos, como o intervalo entre a véspera da eleição e a terça-feira seguinte ao resultado.
QUEM PERDEU MAIS E QUEM ESCAPOU DO PREJUÍZO?
A maior perda foi a de André Esteves, dono do BTG Pactual, cujo patrimônio encolheu US$ 3,6 bilhões, aproximadamente R$ 19 bilhões. Em seguida aparece Jorge Moll e a família do médico fundador e presidente do conselho de administração da Rede D’Or São Luiz, com queda de US$ 2,6 bilhões, cerca de R$ 13 bilhões. São os dois maiores tombos individuais do levantamento em que bilionários perderam 61 bilhões após reeleição.
Quatro integrantes da família Moreira Salles aparecem na lista: os banqueiros Fernando e Pedro Moreira Salles, o cineasta Walther Moreira Salles e o escritor e documentarista João Moreira Salles. Somadas, as perdas dos herdeiros do Itaú ultrapassam US$ 3,72 bilhões, algo em torno de R$ 20 bilhões. A concentração mostra como o sobe e desce da bolsa atinge grupos inteiros de uma só vez.
Na outra ponta, Jorge Paulo Lemann foi o único dos dez mais ricos monitorados pelo índice que não teve prejuízo. O patrimônio do megaempresário suíço-brasileiro subiu US$ 0,3 bilhão, cerca de R$ 1,6 bilhão, no mesmo intervalo. O contraste entre Esteves e Lemann resume o período em que bilionários perderam 61 bilhões após reeleição, mas nem todos perderam.
O MERCADO PODE SE RECUPERAR E O QUE VEM PELA FRENTE?
Sinais de recuperação já eram percebidos na comparação com a segunda-feira, 26 de outubro, quando o prejuízo acumulado dos bilionários era ainda maior do que o registrado na terça. Especialistas ouvidos na cobertura do tema apontam uma possível recuperação lenta e gradual dos ativos que perderam valor após a vitória de Lula, conforme os rumos da economia forem sendo indicados.
Para o leitor, o dado ajuda a medir o humor do mercado diante do resultado eleitoral, e não deve ser lido como empobrecimento definitivo dos mais ricos. Em outra frente do noticiário financeiro, o Hugo Gospel mostrou que a PF indiciou Vorcaro e mais 14 no caso Master, episódio que também movimentou o sistema bancário brasileiro.
ANÁLISE: índices de fortunas funcionam como um termômetro diário da bolsa, e não como um extrato bancário. Quando bilionários perderam 61 bilhões após reeleição, o que caiu foi o valor de mercado das empresas das quais eles são sócios. A mesma lógica vale para a alta: ganhos de bilhões em um único dia são, em grande parte, valor no papel, até que as ações sejam efetivamente vendidas.
O acompanhamento continua: a cada pregão, o índice da Bloomberg atualiza as fortunas e pode reduzir ou ampliar o tombo. Por enquanto, o retrato consolidado é o de que os bilionários perderam 61 bilhões após reeleição de Lula, com nove dos dez maiores patrimônios do país no vermelho. É esse o dado que fica do levantamento em que bilionários perderam 61 bilhões após reeleição, com apenas Jorge Paulo Lemann em alta no período.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa: fachada do prédio da bolsa de valores de São Paulo, Wikimedia Commons, licença CC0. Imagem do meio: Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, Wikimedia Commons, licença CC0.FONTE: Metrópoles, publicação de 29 de outubro de 2026 sobre as perdas dos maiores bilionários do Brasil após a reeleição, consultada em 29 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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