RESUMO:
- Setenta por cento dos americanos ouvidos em 2026 disseram se identificar com uma religião, contra 71% em 2020, segundo os estudos Religious Landscape do Pew Research Center, repercutidos pelo The Christian Post. O percentual segue abaixo dos 83% de 2007 e dos 77% de 2014. É o retrato em que a identificação religiosa permanece estável nos Estados Unidos depois de um longo período de recuo.
- Os demais indicadores acompanharam o mesmo ritmo. A parcela que diz orar todos os dias passou de 48% em 2020 para 47% em 2026, e a que considera a religião muito importante na própria vida foi de 45% para 44% no mesmo intervalo, variações pequenas, dentro da leitura de estabilidade feita pelos pesquisadores do centro de pesquisas.
- Na frequência aos serviços religiosos, 34% dos entrevistados em 2026 disseram ter participado presencialmente no mês anterior, e 45% afirmaram ter acompanhado de forma presencial, on-line ou pela televisão. Em 2020, no auge dos fechamentos da pandemia, só 13% haviam ido presencialmente, enquanto 41% somavam todos os formatos de participação.
- Entre os jovens adultos, os sinais são mistos, segundo o Pew. Os mais novos, nascidos entre 2004 e 2008, relatam frequência relativamente alta aos serviços, enquanto os nascidos entre 2000 e 2003 formam o grupo menos religioso do país. É o pano de fundo geracional do cenário em que a identificação religiosa permanece estável nos Estados Unidos.
Depois de anos de manchetes sobre o avanço dos sem religião, os números americanos mudaram de ritmo. Segundo o The Christian Post, a identificação religiosa permanece estável nos Estados Unidos nos últimos seis anos, com oração diária, importância da fé e frequência aos cultos praticamente no mesmo patamar de 2020, de acordo com o Pew Research Center.
POR QUE A IDENTIFICAÇÃO RELIGIOSA PERMANECE ESTÁVEL NOS ESTADOS UNIDOS?
O relatório publicado nesta semana pelo Pew compara os resultados dos seus estudos Religious Landscape ao longo de quase duas décadas. A queda foi clara na primeira parte do período: quem se identificava com uma religião era 83% em 2007 e 77% em 2014. De 2020 para cá, porém, o ponteiro quase não se mexeu, e a identificação religiosa permanece estável nos Estados Unidos a 70% dos entrevistados.
Os pesquisadores resumiram o momento falando em percentuais estáveis de americanos que se identificam com uma religião, oram diariamente, consideram a religião muito importante e frequentam serviços ao menos uma vez por mês. A frase original do centro foi “steady percentages”. Em tradução livre: percentuais estáveis, sem tendência clara de queda nos indicadores medidos.
A estabilização também aparece na comparação com o estudo amplo de 2015, que registrou a alta dos chamados sem religião e a queda da parcela cristã de 78,4% para 70% entre 2007 e 2014, puxada por protestantes tradicionais e católicos. Levantamentos mais recentes já apontavam um platô nesse grupo, contexto em que o portal acompanha temas como a economia que prejudica igrejas nos Estados Unidos, em frente distinta da vida das congregações. No dado novo, a identificação religiosa permanece estável nos Estados Unidos.

O QUE OS NÚMEROS MOSTRAM SOBRE ORAÇÃO E FREQUÊNCIA?
A oração diária foi declarada por 47% dos entrevistados em 2026, um ponto abaixo dos 48% de 2020. A importância da religião na vida seguiu o mesmo desenho: 44% a classificaram como muito importante, contra 45% seis anos antes. São oscilações mínimas, que os pesquisadores tratam como estabilidade, e não como nova onda de queda ou de crescimento.
A frequência ajuda a entender o efeito da pandemia nos hábitos. Em 2026, 34% disseram ter ido presencialmente a um serviço no mês anterior, e 45% participaram em algum formato, somando presencial, on-line e televisão. Em 2020, com templos fechados, o presencial era só 13%, e o total, 41%. A volta ao presencial sem explosão do total reforça o quadro em que a identificação religiosa permanece estável nos Estados Unidos.
Um instituto citado na reportagem, o Public Religion Research Institute, já havia medido movimento parecido entre os sem religião: eles eram 25,5% dos americanos em 2018 e recuaram para 23,3% em 2020, segundo o Censo da Religião Americana da instituição. A convergência de levantamentos diferentes sustenta a leitura de que o pêndulo parou de balançar na direção do afastamento.
O QUE OS DADOS REVELAM SOBRE OS JOVENS ADULTOS?
O ponto de atenção dos pesquisadores está na juventude, com sinais que apontam em direções opostas. De um lado, os adultos mais jovens, nascidos entre 2004 e 2008 e hoje com cerca de 18 a 22 anos, chegam à vida adulta relatando frequência relativamente alta aos serviços religiosos. É um dado observado com cautela no cenário em que a identificação religiosa permanece estável nos Estados Unidos.
De outro lado, quem nasceu entre 2000 e 2003, hoje com cerca de 23 a 26 anos, aparece como o grupo etário menos religioso do país. Segundo o Pew, esse grupo é o que menos ora, o que menos atribui importância à religião e o que menos se identifica com alguma fé entre todas as faixas medidas na pesquisa.
A reportagem lembra que circulam relatos de um possível ressurgimento religioso entre jovens, especialmente entre homens jovens conservadores. Os dados novos não confirmam nem descartam esse movimento: mostram uma geração dividida, em que a coorte mais nova frequenta mais, mas a imediatamente anterior registra os menores índices de prática e de pertencimento.
O registro do dia, com a atribuição preservada, é o do The Christian Post sobre o relatório do Pew Research Center: identificação em 70%, oração diária em 47%, religião muito importante para 44% e frequência combinada de 45%. A próxima rodada dos estudos dirá se o platô vira retomada ou apenas uma pausa, depois do período em que a identificação religiosa permanece estável nos Estados Unidos.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (igreja da Congregação Cristã em College Park, Maryland, CC BY 4.0, capa, e sermão para congregação em Chicago, CC BY 3.0, imagem de meio)FONTE: The Christian Post, matéria original sobre os dados do Pew Research Center que mostram a estabilização da identificação religiosa nos Estados Unidos, consultada em 30 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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