RESUMO:
- Os bispos católicos rezam com Trump no Salão Oval na quinta-feira, 22 de outubro, em encontro com mais de meia dúzia de bispos dos Estados Unidos.
- A reunião, organizada pelo Escritório de Fé da Casa Branca, tratou de liberdade religiosa, escolha escolar, vistos religiosos e políticas de defesa da vida.
- A Conferência dos Bispos dos EUA, a USCCB, afirmou que não organizou o encontro e que ele não tem vínculo com a entidade.
Os bispos católicos rezam com Trump na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira, 22 de outubro de 2026. O arcebispo de Denver, dom James Golka, liderou o grupo de bispos que se reuniu com o presidente Donald Trump no Salão Oval e encerrou o encontro com uma oração ao redor da mesa Resolute, a mesa histórica do gabinete presidencial.
A diretora de Fé da Casa Branca, Jenny Korn, disse à EWTN News que o encontro foi organizado pelo Escritório de Fé do governo, como parte do contato permanente com líderes de fé de todas as denominações do país. Além de Golka, participaram bispos de Dallas, Gallup, Des Moines, Milwaukee e Oakland, além do arcebispo emérito de Kansas City, dom Joseph Naumann.
COMO FOI O ENCONTRO EM QUE OS BISPOS CATÓLICOS REZAM COM TRUMP?
Antes do fim da reunião, os bispos católicos rezam com Trump de pé, ao redor do presidente. Golka agradeceu a Deus pelo país, pelo governo e pelo cargo da Presidência, e pediu bênção sobre Trump. Na oração, o arcebispo também invocou o Espírito Santo para proteger os Estados Unidos de qualquer influência do mal.
Depois do encontro, Golka afirmou que espera que a conversa abra caminho para mais diálogo sobre a santidade da vida, a dignidade humana e outros temas de preocupação da Igreja Católica. A assessora de fé Paula White, conselheira espiritual de longa data do presidente, também participou da reunião no Salão Oval.
O episódio em que os bispos católicos rezam com Trump chamou atenção porque misturou, no mesmo gesto, oração pública e pauta de governo. Para a Casa Branca, a cena reforça a estratégia de manter líderes religiosos por perto na reta final antes das eleições de meio de mandato, as midterms.
O QUE FOI DEBATIDO NA REUNIÃO?
Segundo Jenny Korn, os temas da conversa foram liberdade religiosa, o papel do Escritório de Fé, escolha escolar, vistos para religiosos e políticas de defesa da vida. São assuntos em que bispos e governo costumam estar do mesmo lado, como a oposição à ideologia de gênero e iniciativas contra o aborto.
A relação, porém, não é só de sintonia. A USCCB e o governo Trump já divergiram em pontos como a manutenção da política de envio de remédios abortivos pelo correio, o apoio do presidente à fertilização in vitro e as operações de deportação em massa de imigrantes.
Mesmo com as divergências, o fato de os bispos católicos rezam com Trump no gabinete mais famoso do mundo mostra que o canal de diálogo segue aberto. Korn fez questão de dizer que o encontro não foi política, e sim política pública em ação, encerrada com oração pelo presidente.
POR QUE A CONFERÊNCIA DOS BISPOS FEZ QUESTÃO DE SE DISTANCIAR?
A porta-voz da USCCB, Chieko Noguchi, afirmou que a conferência não organizou o evento e que ele não é afiliado à entidade. O esclarecimento separa o gesto dos bispos presentes, que foram por conta própria, de uma posição institucional da Igreja nos Estados Unidos.
O cuidado faz sentido no calendário: o encontro ocorreu a menos de duas semanas das midterms, quando qualquer imagem de apoio religioso a um presidente ganha leitura eleitoral imediata. Ainda assim, a foto do momento em que os bispos católicos rezam com Trump deve circular como um dos registros mais fortes da relação entre a Casa Branca e o episcopado neste ciclo.
Para acompanhar outras matérias sobre fé e poder nos Estados Unidos, leia também como o pastor Adam Hamilton defende dois gêneros em debate no Kansas e o alerta de Samuel Rodriguez sobre a abstenção de latinos nas midterms.
Encontros entre presidentes americanos e líderes religiosos são uma tradição em Washington, e a oração no Salão Oval costuma ser reservada a momentos que a Casa Branca quer marcar. Desta vez, o registro em que os bispos católicos rezam com Trump foi divulgado na reta final da campanha das midterms, que acontecem em novembro.
A USCCB, a conferência episcopal americana, representa o conjunto dos bispos do país e costuma se manifestar por documentos e notas oficiais. O esclarecimento de que o encontro não era institucional indica o cuidado da entidade em não transformar um gesto de oração em endosso eleitoral coletivo, mesmo quando os bispos católicos rezam com Trump diante das câmeras.
Para os católicos americanos, temas como aborto, liberdade religiosa e educação estão no centro da decisão de voto. É por isso que a imagem dos bispos católicos rezam com Trump tende a ser usada pelas duas campanhas: pelo governo, como prova de diálogo com a fé; pela oposição, como exemplo da mistura entre religião e poder que ela critica.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Vista da Casa Branca, em Washington, imagem de acervo da fonte (Shutterstock via EWTN News).FONTE: EWTN News, matéria de Tyler Arnold, publicada em 22 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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