RESUMO:
- O comitê do Globo de Ouro rejeitou a inscrição do filme de Michael Jackson nas categorias de comédia ou musical
- A biografia do Rei do Pop vai disputar uma das seis vagas de drama no Globo de Ouro de 2027
- A Lionsgate pode recorrer da decisão até 31 de outubro; a regra exige que as canções façam a trama avançar
- Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, é o protagonista; os papéis de Colman Domingo e Nia Long não mudam com a decisão
O filme de Michael Jackson, um dos maiores sucessos de bilheteria de 2026, sofreu um revés na temporada de premiações. O comitê do Globo de Ouro rejeitou a inscrição da biografia nas categorias de comédia ou musical e decidiu que a produção da Lionsgate terá de disputar o prêmio como drama, a corrida mais concorrida do cinema.
A notícia foi revelada pelo site Gold Derby e confirmada pela Variety, a principal revista da indústria do entretenimento. A Lionsgate ainda pode recorrer da decisão até 31 de outubro, prazo final de submissão das indicações.
O QUE ACONTECEU COM O FILME DE MICHAEL JACKSON NO GLOBO DE OURO?
A Lionsgate inscreveu o longa na categoria de musical, o caminho natural de uma história contada sobre o maior astro pop de todos os tempos, repleta de números musicais e performances icônicas. O diretor Antoine Fuqua cumpriu inclusive o procedimento exigido para inscrições fora do padrão: enviou uma carta ao comitê defendendo o enquadramento. Mesmo assim, o pedido foi negado.
Com a decisão, o filme de Michael Jackson fica programado para disputar uma das seis vagas de melhor drama no Globo de Ouro de 2027. Entre os possíveis adversários estão “A Odisseia”, de Christopher Nolan, e “La Bola Negra”, dos espanhóis Los Javis, dois títulos que já circulam entre os favoritos da temporada. Na categoria de comédia ou musical, tradicionalmente, o caminho costuma ser bem menos congestionado.
POR QUE O COMITÊ NÃO ACEITOU “MICHAEL” COMO MUSICAL?
A resposta está no regulamento da premiação. Segundo as regras oficiais do Globo de Ouro, “um musical pode ser uma comédia ou um drama em que as canções são usadas, além dos diálogos falados, para fazer a trama avançar”. Na avaliação do comitê, os números musicais do filme de Michael Jackson são apresentações que recriam os shows históricos do cantor, mas não funcionam como o motor da história, critério que passou a ser aplicado com rigor.
A imprensa americana lembra que a fiscalização apertou depois das vitórias de biografias musicais nos anos 2000, com “Ray” e “Johnny & June” levando os principais prêmios da categoria de comédia ou musical. Desde então, títulos como “Elvis”, “Bohemian Rhapsody” e “Um Completo Desconhecido” foram inscritos diretamente como drama, o mesmo caminho que o filme de Michael Jackson agora é obrigado a seguir.
O QUE MUDA PARA JAAFAR JACKSON E PARA O RESTO DO ELENCO?
A mudança pesa sobre o protagonista. As disputas de atuação principal do Globo de Ouro são divididas por gênero, então Jaafar Jackson, sobrinho de Michael que estreou no cinema vivendo o tio, agora mede forças com os favoritos do drama. É um salto de dificuldade para um ator em seu primeiro papel.
Para os coadjuvantes, nada muda: as categorias de ator e atriz coadjuvantes não são separadas por gênero. Colman Domingo, que interpreta Joe Jackson, o pai do cantor, e Nia Long, no papel de Katherine Jackson, a mãe, seguem com as campanhas intactas. Se o recurso da Lionsgate não for aceito até 31 de outubro, o enquadramento como drama fica definitivo para a cerimônia.
O revés na premiação não apaga o tamanho do fenômeno: lançado em abril de 2026, o longa dirigido por Antoine Fuqua, com roteiro de John Logan, atravessa da era do Jackson 5, nos anos 1960, até a turnê “Bad”, no fim dos anos 1980. Uma sequência já está em desenvolvimento, segundo confirmou em maio o ator Miles Teller, que vive o advogado e empresário John Branca.
QUAL É A RELAÇÃO DE MICHAEL JACKSON COM A FÉ?
A fé sempre esteve no centro da história que o filme conta. Michael Jackson foi criado como Testemunha de Jeová em Gary, no estado de Indiana, em uma família em que a religião e a música andavam juntas. Na infância, ele acompanhava a mãe, Katherine, devota fiel, nas atividades da congregação, experiência que biógrafos registram como decisiva na formação do cantor.
Michael deixou a organização religiosa em 1987, mas nunca deixou de falar de Deus e de espiritualidade nas entrevistas e na obra. Canções como “Man in the Mirror”, gravada com um coral gospel, e “Will You Be There” carregam esse fundo de fé que atravessa a carreira do Rei do Pop e ajuda a explicar por que a história dele segue mobilizando também o público cristão.
Com o recurso pendente e a temporada apenas começando, o filme de Michael Jackson promete ser um dos assuntos mais acompanhados até a cerimônia de 2027. Acompanhe as novidades de famosos e da música aqui no Hugo Gospel.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Arte oficial de divulgação da Lionsgate; reprodução do Instagram @cnnpop (CNN Pop)FONTE: Cobertura original: Parade, com informações da Variety e do Gold Derby; publicação original da CNN Pop incorporada nesta matériaNOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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