RESUMO:
- Uma igreja demolida na China vira parque público em Yayang, na província de Zhejiang: a Igreja Yazhong foi demolida em maio de 2026 e o relato do caso foi divulgado nesta semana, em 23 de outubro de 2026.
- A congregação, ligada ao movimento Local Church de Watchman Nee, resistia desde 2014 às campanhas para remover cruzes e, em dezembro de 2025, mais de 100 fiéis foram detidos em uma operação policial.
- Vinte cristãos seguem presos, entre eles quatro irmãos da família Lin e Ji Aijuan, do ministério infantil, e a congregação passou a se reunir discretamente em casas.
Uma igreja demolida na China vira parque público e acende o alerta sobre a repressão ao culto cristão independente no país. A antiga Igreja Yazhong, também conhecida como Igreja Yayang, ficava na cidade de Yayang, na província de Zhejiang, e foi desmantelada em maio de 2026, após meses de confrontos com as autoridades locais. O caso voltou ao noticiário nesta semana, com a divulgação do relato sobre o destino do terreno.
É importante separar as datas: a demolição aconteceu em maio de 2026, a cruz e o campanário já haviam sido removidos em janeiro de 2026 e a grande operação policial contra a congregação ocorreu em dezembro de 2025. O que é desta semana, de 23 de outubro de 2026, é a confirmação de que o endereço do templo virou um parque público, com a bandeira nacional da China hasteada no antigo terreno da igreja.
COMO A IGREJA DEMOLIDA NA CHINA VIRA PARQUE PÚBLICO EM ZHEJIANG?
A Igreja Yazhong fazia parte do movimento Local Church, corrente cristã com raízes no pregador chinês do início do século XX Watchman Nee. A congregação manteve tradições independentes, fora das estruturas religiosas controladas pelo Estado, e essa autonomia virou o centro do conflito com as autoridades de Zhejiang.
Desde 2014, a igreja enfrentou campanhas oficiais para remover cruzes e demolir estruturas religiosas, e resistiu ativamente a essas ações. Quando a igreja demolida na China vira parque público, o episódio aparece como o desfecho de mais de uma década de pressão crescente sobre uma comunidade que se recusava a se enquadrar no modelo oficial.
Em junho de 2025, as tensões aumentaram quando as autoridades exigiram que os locais religiosos exibissem a bandeira chinesa, como parte da campanha conhecida como Sinicização da religião. A resistência dos membros da igreja levou a confrontos diretos com os agentes locais e preparou o terreno para a ofensiva do fim daquele ano.
QUANTOS CRISTÃOS FORAM DETIDOS ANTES DA DEMOLIÇÃO DE MAIO DE 2026?
A escalada teve seu ponto mais grave em dezembro de 2025, quando uma operação policial resultou na detenção de mais de 100 fiéis da congregação. Em janeiro de 2026, a cruz e o campanário da igreja foram removidos, em um gesto que antecipava o fim do templo e que foi registrado pelos moradores da região.
Em maio de 2026, a demolição do santuário principal ocorreu sob forte segurança, com a área cercada e monitorada para impedir registros fotográficos. Semanas depois, onde havia o altar e os bancos da congregação, o poder público instalou o parque, e a igreja demolida na China vira parque público diante dos moradores de Yayang.
Vinte cristãos permanecem detidos até agora, enfrentando acusações como provocar distúrbios, uma imputação frequentemente usada contra dissidentes na China. Entre os presos estão quatro irmãos da família Lin e Ji Aijuan, que liderava o ministério infantil da igreja. Sem o templo, as reuniões da congregação acontecem discretamente em casas, longe dos olhos do público.
A situação dos cristãos perseguidos na China acompanha outros casos de pressão sobre igrejas independentes na Ásia e no mundo. No portal Hugo Gospel, o tema aparece em coberturas como a da Igreja da Inglaterra, que enfrenta declínio, mostrando como comunidades históricas lidam com contextos bem diferentes de restrição e perda de espaço.
O QUE O CASO REVELA SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA NA CHINA?
Para analistas ouvidos pela organização ChinaAid, o destino do terreno resume a estratégia oficial. Gao Zhensai, correspondente especial da entidade, afirmou: “A transformação do local da Igreja Yazhong em um parque público ilustra o crescente alcance da autoridade estatal sobre comunidades religiosas independentes”. A frase virou a síntese do caso, porque a igreja demolida na China vira parque apaga também a memória física da congregação.
O caso ocorre às vésperas da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, a APEC, onde líderes mundiais são esperados. Defensores dos direitos humanos nos Estados Unidos têm pressionado por uma abordagem mais firme em relação à liberdade religiosa na China, e a história da Yazhong entrou no repertório de exemplos citados por essas organizações.
Enquanto isso, em Yayang, a rotina do parque segue sobre o chão onde a congregação se reunia. Para os fiéis que restaram, cada vez que uma igreja demolida na China vira parque público, o que está em jogo não é só um imóvel, mas o direito de existir como comunidade. E o fato de a igreja demolida na China vira parque público ser relatada meses depois da demolição mostra como a informação sobre igrejas independentes circula com atraso e sob vigilância na China.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Estrutura da igreja cercada por andaimes e telas durante o processo de desmonte em Zhejiang (Reprodução, Gospel Mais); Igreja cristã em território chinês, imagem de arquivo (Foto: Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0).FONTE: Gospel MaisNOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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