RESUMO:
- O irmão de Mariah Carey perde ação de difamação de US$ 20 milhões contra a cantora: a Justiça de Nova York rejeitou os pedidos restantes de Morgan Carey sobre trechos da autobiografia dela.
- Morgan processou a irmã em 2021, alegando que passagens do livro The Meaning of Mariah Carey, de 2020, prejudicaram sua reputação, com descrições envolvendo violência e drogas que ele afirma serem falsas.
- A juíza Leslie A. Stroth decidiu que Morgan não comprovou a má fé real exigida pela lei anti-SLAPP de Nova York, segundo a decisão relatada pela fonte.
- O advogado de Morgan afirmou que discorda da decisão e que pretende recorrer em breve; o advogado de Mariah comemorou o resultado.
A disputa judicial entre os irmãos Carey chegou a um desfecho importante nos Estados Unidos: o irmão de Mariah Carey perde ação de difamação que movia contra a cantora por causa de trechos da autobiografia dela. Morgan Carey havia apresentado uma ação de US$ 20 milhões por afirmações feitas no livro The Meaning of Mariah Carey, publicado em 2020. Agora, segundo a fonte, uma juíza de Nova York rejeitou os pedidos restantes do caso, encerrando a disputa nessa fase do processo.
A decisão é uma vitória legal relevante para Mariah Carey, cantora de sucessos como My All. O caso se arrastava desde 2021, com parte dos pedidos já rejeitada antes.
POR QUE O IRMÃO DE MARIAH CAREY PERDE AÇÃO CONTRA A CANTORA?
O ponto central da decisão foi a chamada má fé real. Segundo uma decisão judicial anterior publicada no próprio processo, a lei anti-SLAPP de Nova York exigia que Morgan comprovasse esse elemento em relação às declarações contestadas. Na prática, ele precisava demonstrar que Mariah fez as afirmações sabendo que eram falsas ou com desprezo imprudente sobre serem verdadeiras ou não. Na decisão mais recente, a juíza da Suprema Corte de Nova York Leslie A. Stroth concluiu que Morgan não estabeleceu suficientemente a má fé real, segundo a decisão relatada na segunda-feira, 19 de outubro.
A decisão relatada também considerou que as alegações de hostilidade entre os irmãos não bastavam para atender ao padrão legal exigido. No trecho citado pela fonte, a decisão afirma: “Plaintiff fails to provide any proof that [Mariah] made such statements with knowledge of their falsity or with reckless disregard of their falsity or with reckless disregard for the truth”. Em tradução livre: “O autor não apresenta nenhuma prova de que Mariah fez tais declarações com conhecimento de sua falsidade ou com desprezo imprudente por sua falsidade ou pela verdade”. Em outro trecho, a decisão registra: “While plaintiff alleges that [Mariah] demonstrates ill will towards her brother, such statement is insufficient, and plaintiff has not satisfied the pleading requirement for actual malice”. Em tradução livre: “Embora o autor alegue que Mariah demonstra má vontade em relação ao irmão, tal afirmação é insuficiente, e o autor não satisfez o requisito de alegação da má fé real”.
Com isso, o irmão de Mariah Carey perde ação porque o tribunal entendeu que o requisito decisivo do caso não foi cumprido, e não porque tenha declarado verdadeiras as passagens do livro. A distinção é importante: o julgamento tratou do padrão probatório exigido pela lei. É por esse fundamento jurídico que o irmão de Mariah Carey perde ação, e não por uma declaração de veracidade do livro.
O QUE MORGAN CAREY ALEGOU CONTRA A AUTOBIOGRAFIA DA IRMÃ?
Morgan apresentou a ação originalmente em 2021, alegando que trechos da autobiografia da irmã prejudicaram sua reputação. Ele contestou descrições de seu passado, incluindo alegações envolvendo violência e drogas. Segundo a fonte, Morgan sustentou que as afirmações eram falsas e declarou ter sofrido “extreme mental anguish, outrage [and] severe anxiety about his future”, entre outras alegações. Em tradução livre: “extrema angústia mental, indignação e ansiedade severa quanto ao seu futuro”.
O caso avançou por vários anos, com alguns pedidos rejeitados ainda nas fases anteriores do processo. A autobiografia The Meaning of Mariah Carey, lançada em 2020, revisita a trajetória da cantora e suas relações familiares complicadas, incluindo as experiências com Morgan e com a irmã, Alison Carey, já falecida. Segundo a fonte, Mariah já falou publicamente, em diferentes momentos, sobre a relação difícil com os familiares. Em 2024, a morte de Alison trouxe nova atenção à história complicada da família.
Disputas envolvendo artistas e familiares costumam repercutir. O Hugo Gospel também publicou a história de Christina Applegate, que movimentou os fãs da atriz. No caso dos Carey, porém, a disputa foi decidida no terreno estritamente jurídico, com base na lei estadual de Nova York.
O QUE ACONTECE AGORA DEPOIS DA DECISÃO DA JUSTIÇA DE NOVA YORK?
O advogado de Mariah, John Rosenberg, comemorou a decisão. Em comunicado obtido pela revista Rolling Stone e reproduzido pela fonte, ele afirmou que Mariah está satisfeita porque o tribunal reconheceu que a autobiografia trata de questões significativas de interesse público e rejeitou integralmente as alegações de difamação do irmão. A declaração resume a posição da cantora ao fim desta etapa: o livro foi tratado pelo tribunal como obra sobre tema de interesse público.
Do outro lado, o advogado de Morgan, Richard Altman, afirmou ao mesmo veículo que discorda respeitosamente da decisão, por considerá-la completamente inconsistente com julgamentos anteriores do caso. Ele declarou ainda que pretende recorrer muito em breve, o que pode prolongar a disputa por mais uma etapa no Judiciário de Nova York. Até que um eventual recurso seja julgado, vale a decisão atual: o irmão de Mariah Carey perde ação e as alegações restantes ficam rejeitadas.
Os irmãos têm uma relação tensa há anos, segundo a fonte, e a autobiografia de 2020 expôs publicamente parte dessas divergências. Com o resultado desta semana, Mariah Carey encerra, ao menos por agora, um dos capítulos mais delicados dessa história familiar, enquanto a equipe de Morgan avalia os próximos passos. Decisões judiciais envolvendo figuras públicas também aparecem em outras frentes acompanhadas pelo portal, como a detenção do cantor Marcelo Aguiar.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Getty ImagesFONTE: Cobertura original: Just Jared; demais fontes: Rolling Stone, conforme citado pela fonte, e decisão judicial anterior publicada no processo.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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