RESUMO:
- A atriz Mell Muzzillo procura a polícia após ataques nesta sexta-feira, 23, no Rio de Janeiro, após receber novos áudios com ataques racistas e ofensas de cunho sexual nas redes sociais.
- Ela registrou ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no Centro do Rio, e pediu a identificação do responsável pelas mensagens.
- Segundo a equipe da artista, o conteúdo dos novos ataques é ainda mais agressivo que o dos episódios que ela já havia denunciado no início de outubro.
Mell Muzzillo procura a polícia após ataques em um capítulo novo de uma sequência que ela enfrenta desde o início do mês. Desta vez, segundo o Hugo Gloss, a atriz compareceu pessoalmente à Decradi, no Centro do Rio de Janeiro, para registrar a ocorrência e solicitar às autoridades a identificação do responsável pelas mensagens.
De acordo com a publicação, a artista recebeu áudios com insultos, e foi esse material que motivou a decisão de procurar as autoridades. A equipe de comunicação de Mell confirmou o episódio e destacou que o teor das novas mensagens é ainda mais agressivo do que o dos ataques denunciados anteriormente.
O QUE ACONTECEU NO DIA EM QUE MELL MUZZILLO PROCURA A POLÍCIA APÓS ATAQUES NOVOS?
A ida à delegacia especializada não é um detalhe burocrático: a Decradi é a unidade da Polícia Civil fluminense dedicada a crimes raciais e delitos de intolerância, o destino institucional de casos como o relatado pela atriz. Ao registrar a ocorrência ali, ela pede que o Estado identifique o autor dos áudios e apure os ataques.
Conforme a revista Marie Claire, citada pela publicação, o objetivo da ocorrência é exatamente esse: permitir que as autoridades identifiquem quem enviou as mensagens e deem sequência à apuração. Diferentemente da primeira denúncia pública, quando optou por expor e responder aos comentários ofensivos, desta vez a atriz escolheu o caminho policial desde o início.
O episódio se soma a outros casos de famosos que levaram conflitos e crimes à Justiça acompanhados pelo portal, como o da influenciadora Malévola Alves, solta no Egito após pagar fiança. No caso de Mell, o que está em apuração não é um ato dela, e sim uma sequência de agressões dirigidas a ela.
A escolha da Decradi também comunica como a atriz e sua equipe enquadram o caso: não como um desentendimento de internet, mas como crime racial e de intolerância, com delegacia própria e rito próprio. Segundo o relato publicado, os áudios vieram depois de episódios anteriores já expostos, o que reforça, na avaliação da equipe, o caráter de perseguição continuada. É nesse contexto que Mell Muzzillo procura a polícia após ataques e pede providências formais.

POR QUE OS ATAQUES CONTRA A ATRIZ SE REPETEM DESDE OUTUBRO?
Não é a primeira vez que a atriz enfrenta esse tipo de violência. No início de outubro, ela já havia mostrado mensagens de assédio virtual, racismo e intolerância religiosa direcionadas a ela, e decidiu rebater os ataques deixando claro que não pretendia se intimidar diante das ameaças, segundo o relato da publicação.
De origem afro-indígena e praticante do Candomblé, a artista costuma compartilhar nas redes sociais aspectos de sua ancestralidade, de sua cultura e de sua religião. De acordo com a publicação, as manifestações de intolerância se intensificaram depois que a atriz também passou a expressar publicamente seus posicionamentos políticos nas redes, movimento que fez ao lado do ator Marcello Melo Jr.
A repetição é o ponto central do caso: os ataques voltaram, em tom que a própria equipe classifica como mais agressivo, poucas semanas depois da primeira exposição pública. É essa escalada relatada que explica por que, desta vez, a resposta deixou de ser apenas um desabafo na internet: quando Mell Muzzillo procura a polícia após ataques, a denúncia ganha número de ocorrência, delegacia especializada e um pedido formal de identificação.
Nos últimos anos, casos de racismo e de intolerância religiosa contra artistas têm gerado uma mudança de comportamento: a exposição pública passou a vir acompanhada de medidas jurídicas, porque o anonimato das redes é o principal escudo de quem ataca. Quando Mell Muzzillo procura a polícia após ataques, ela se soma a esse movimento de transformar denúncia em processo.
O QUE A ATRIZ DISSE AO REBATER AS OFENSAS PELA PRIMEIRA VEZ?
Ao denunciar os primeiros episódios, Mell publicou um desabafo em que ressaltou a resistência e o orgulho de suas origens. “Não tenho medo de vocês! Podem me xingar, me humilhar e me ameaçar. Fui criada para resistir, vi as mulheres da minha família fazendo acontecer”, escreveu a atriz, segundo a publicação.
Na sequência, ela reforçou que não deixaria de defender sua identidade e suas crenças diante das agressões: “Enquanto estiver viva, levarei meu povo para todos os lugares que tentam nos tirar. Enquanto estiver viva, louvarei Orixá. Enquanto estiver viva, vocês ouvirão minha voz gritando pelo o que acredito, nunca silêncio covarde”, afirmou.
As duas falas, feitas na primeira leva de ataques, ajudam a entender a decisão desta sexta-feira. A atriz que se recusou a se calar nas redes é a mesma que agora busca a responsabilização de quem a ataca. O desabafo virou boletim de ocorrência, e o caso passa a depender da capacidade da polícia de chegar ao autor dos áudios relatados.
A repercussão do caso nas redes foi imediata, com mensagens de apoio de fãs e de colegas. Para uma atriz que construiu a imagem pública em torno da ancestralidade e da fé, cada ataque relatado toca os pontos que ela transformou em bandeira. A resposta institucional veio rápido: a Mell Muzzillo procura a polícia após ataques no mesmo dia em que os áudios chegaram ao conhecimento público. E o gesto em que Mell Muzzillo procura a polícia após ataques sinaliza que a estratégia, daqui em diante, será a da responsabilização de quem ataca.
Até o momento da publicação da fonte, não havia informação sobre a identificação do responsável pelas mensagens nem sobre eventuais medidas contra ele. O registro na Decradi é o primeiro passo formal desse processo. Para uma artista conhecida por trabalhos em novelas e por uma presença intensa nas redes, a semana termina com a imagem que resume o caso: a de que Mell Muzzillo procura a polícia após ataques porque os ataques, relatados por ela e por sua equipe, ultrapassaram o limite do que se responde apenas com um post.
O caso segue agora com a polícia, que deverá analisar os áudios e buscar a identificação do remetente. A sexta-feira em que Mell Muzzillo procura a polícia após ataques fica registrada como o dia em que a resposta mudou de natureza: saiu do campo da indignação e entrou no campo da lei.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Atriz Mell Muzzillo em retrato de divulgação (Reprodução, via Hugo Gloss); viatura da Polícia Civil do Rio de Janeiro (Wikimedia Commons, CC BY 2.0).FONTE: Hugo GlossNOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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