RESUMO:
- O procurador questiona estátua entre igrejas em St. Louis: a procuradora-geral do Missouri, Catherine Hanaway, cobrou respostas sobre a instalação da escultura dourada Witness no Fox Park, marcada para segunda-feira.
- Moradores descreveram a obra como uma afronta demoníaca à fé, e a procuradora-geral afirmou que houve pouca divulgação pública e quase nenhuma chance de participação da vizinhança.
- A escultora Shahzia Sikander ligou a inspiração da peça à luta pelo aborto, em declaração publicada após a Suprema Corte reverter a decisão Roe versus Wade.
O procurador questiona estátua entre igrejas e transformou um parque de St. Louis, no Missouri, no centro de uma disputa entre fé, arte pública e direito ao aborto. Em publicação no X, a procuradora-geral do estado, Catherine Hanaway, exigiu explicações sobre a instalação da escultura dourada chamada Witness, prevista para segunda-feira no Fox Park, entre duas igrejas da cidade.
Segundo Hanaway, moradores descreveram a escultura como uma afronta demoníaca à fé. A obra deve ficar, nas palavras dela, bem entre duas igrejas onde famílias se reúnem e adoram, o que explica a reação de parte da comunidade cristã local e a decisão do gabinete de intervir antes mesmo da inauguração.
POR QUE O PROCURADOR QUESTIONA ESTÁTUA ENTRE IGREJAS EM ST. LOUIS?
O ponto central da cobrança é o processo. Hanaway escreveu que houve divulgação pública mínima e pouca oportunidade de participação da vizinhança na decisão de instalar a peça naquele local. Para a procuradora-geral, a escolha do espaço, entre templos em atividade, exigiria transparência maior das autoridades envolvidas no projeto.
Em inglês, ela afirmou: “Missourians deserve answers about the secrecy and placement, and we intend to get them.” Em tradução livre: os moradores do Missouri merecem respostas sobre o sigilo e a localização, e nós pretendemos obtê-las. É nesse contexto que o procurador questiona estátua entre igrejas e pede que o projeto seja explicado à população antes da instalação.
A figura de saia ampla que acompanha a publicação corresponde à obra Witness, da artista Shahzia Sikander, que a revista Charisma já havia coberto antes da exposição de 2024 na Universidade de Houston. A escultura mostra uma figura feminina dourada, de membros que lembram raízes e tranças enroladas como chifres de carneiro, suspensa dentro de uma grande estrutura metálica.

O QUE A ESCULTORA DIZ SOBRE A INSPIRAÇÃO DA OBRA WITNESS?
A ligação da peça com o ativismo pelo aborto vem da própria artista. Em declaração publicada, Sikander lamentou a decisão da Suprema Corte que reverteu Roe versus Wade e elogiou as mulheres que lutam pela autonomia sobre o próprio corpo. Segundo ela, é esse espírito e essa garra que a obra, e sua peça companheira, chamada NOW, pretendem retratar.
O colar da figura faz referência à juíza Ruth Bader Ginsburg, da Suprema Corte, conhecida pela defesa do aborto legal nos Estados Unidos. Para os críticos, esse conjunto de símbolos confirma que não se trata de uma escultura neutra, e ajuda a entender por que o episódio em que o procurador questiona estátua entre igrejas ganhou apoio de líderes religiosos do estado.
Em fevereiro de 2024, a cobertura da Charisma já alertava para as consequências espirituais de erguer a Witness, relacionando a instalação à idolatria. Agora, com a mesma peça a caminho de um parque entre igrejas, o procurador questiona estátua entre igrejas recoloca a discussão em outro nível: não é uma exposição temporária em universidade, e sim um monumento em espaço público de convivência de famílias cristãs.
O debate sobre símbolos religiosos em espaço público não é novo nos Estados Unidos, e o portal Hugo Gospel acompanha casos parecidos, como o do ataque a tiros em uma igreja durante um funeral na Jordânia, que mostrou como templos seguem no centro de tensões culturais e religiosas ao redor do mundo.
A reportagem da Charisma relacionou o episódio à passagem de 2 Reis, capítulo 17, que descreve como o povo de Israel ergueu lugares altos e imagens sagradas em desobediência às ordens de Deus. Para a revista, quando o procurador questiona estátua entre igrejas, o que está em jogo é um padrão antigo: a rebelião ganha espaço público quando a comunidade passa a honrar, em praça aberta, aquilo que a sua fé condena.
O QUE ACONTECE AGORA COM A INSTALAÇÃO NO FOX PARK?
Com a instalação marcada para segunda-feira, a cobrança pública aumenta a pressão sobre os responsáveis pelo projeto. O gabinete da procuradora-geral não informou, na publicação, quais medidas formais pretende adotar, mas a forma como o procurador questiona estátua entre igrejas indica que o estado quer explicações documentadas sobre quem aprovou a peça, com que recursos e com qual consulta à vizinhança.
Para os moradores que procuraram o gabinete, a questão vai além do gosto artístico. Ao lado de igrejas que proclamam o Deus que cria a vida, um monumento associado à defesa do aborto seria, na leitura deles, a celebração pública de uma causa que destrói vidas, e é essa a preocupação que sustenta o protesto.
Até a publicação desta matéria, não havia resposta pública dos organizadores da instalação às perguntas da procuradora-geral. O desfecho do caso em que o procurador questiona estátua entre igrejas deve indicar até onde vai o poder do estado de questionar projetos de arte pública quando eles confrontam a fé da comunidade ao redor.
Líderes de igrejas da região acompanham o caso e aguardam a resposta dos responsáveis pelo parque. Se a instalação for mantida na segunda-feira, o episódio em que o procurador questiona estátua entre igrejas deve ganhar novos capítulos, com a possibilidade de manifestações de fiéis no local e de medidas judiciais para tentar barrar ou remover a peça do parque.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: A escultura dourada Witness, de Shahzia Sikander (Reprodução, Charisma News); Catedral Basílica de St. Louis, no Missouri (Foto: Nheyob, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0).FONTE: Charisma NewsNOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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