RESUMO:
- Em comunicado de 20 de outubro, líderes cristãos condenam ataque em Taybeh, aldeia cristã na Cisjordânia, segundo a OSV News.
- O ataque de 17 de outubro atingiu também diplomatas europeus durante a colheita anual de azeitonas, diz a reportagem.
- Os líderes afirmaram que o episódio não é isolado e falaram em terror em larga escala contra aldeias palestinas.
- O comunicado cobrou justiça, fim da impunidade e proteção internacional para Taybeh e para a Cisjordânia.
Patriarcas e chefes das Igrejas em Jerusalém divulgaram um comunicado condenando um ataque atribuído a colonos israelenses na Cisjordânia. Segundo a OSV News, o texto foi divulgado em 20 de outubro pelo Patriarcado Latino de Jerusalém. Nele, os líderes cristãos condenam ataque em Taybeh, uma das últimas aldeias cristãs que restam na Cisjordânia, e afirmaram que o episódio não é um caso isolado.
De acordo com a reportagem, o ataque ocorreu em 17 de outubro, durante a colheita anual de azeitonas. Um comboio de diplomatas europeus da Bélgica, da Polônia e da França, além de civis palestinos, foi emboscado por colonos mascarados, segundo relato da agência Reuters citado pela OSV News. Entre os atingidos estava Bernard Baudoux, prefeito da comuna francesa de Aulnoye-Aymeries, que disse à Reuters que foi atacado com violência e jogado no chão pelos agressores.
POR QUE OS LÍDERES CRISTÃOS CONDENAM ATAQUE EM TAYBEH COMO PARTE DE UM PADRÃO?
No comunicado, os líderes descreveram o episódio em Taybeh com uma expressão forte, citada pela reportagem como “wild attack”. Em tradução livre: um ataque selvagem. Eles afirmaram que, nas últimas semanas, aldeias palestinas da Cisjordânia foram expostas a uma onda ampla de ações de colonos, com pico justamente no tempo da colheita das azeitonas, quando as famílias vão às suas terras para colher o que precisam para viver.
O texto destacou que a colheita renova um laço de gerações das famílias com as suas terras. Um ataque nesse período atinge a segurança, a renda do campo e a permanência de comunidades antigas, incluindo uma aldeia cristã como Taybeh.
A reportagem registrou ainda um ataque semelhante um dia antes. Em 16 de outubro, segundo a OSV News, colonos cometeram um ataque parecido contra palestinos durante a colheita, ateando fogo em oliveiras e lançando pedras, com vários feridos. Entre eles estava Heidi Levine, fotógrafa americana do jornal The Washington Post. Esse histórico imediato sustenta a leitura dos líderes de que os líderes cristãos condenam ataque em Taybeh dentro de uma sequência. A frase se repete na leitura oficial de que líderes cristãos condenam ataque em Taybeh como resposta a um padrão, e não a um fato solto.
O portal acompanha a pressão sobre cristãos na região em outras coberturas, como a reportagem sobre o aumento do ódio anticristão em Jerusalém, que mostra um ambiente de preocupação recorrente para as comunidades locais.
O QUE OS LÍDERES DISSERAM SOBRE A DECISÃO RELIGIOSA CITADA NO CASO?
Um ponto delicado do comunicado foi a reação a uma decisão religiosa atribuída ao rabino Dov Lior. Segundo o jornal The Times of Israel, citado pela OSV News, uma queixa foi apresentada contra o rabino, descrito como uma liderança religiosa sionista de linha dura, por uma decisão de 16 de outubro que permitiria a judeus colher oliveiras em terras palestinas. A justificativa citada era mostrar publicamente a posse da terra e, assim, cumprir um mandamento religioso de conquista da terra, de acordo com a reportagem.
Os patriarcas e chefes das Igrejas reagiram de forma direta. No comunicado, eles classificaram a decisão religiosa como “unfounded, very worrying and dangerous, and absolutely unacceptable”. Em tradução livre: sem fundamento, muito preocupante e perigosa, e absolutamente inaceitável. Ao mesmo tempo, expressaram apreço por rabinos e vozes judaicas que rejeitaram publicamente a decisão, segundo o texto divulgado.
A queixa foi apresentada por uma organização sediada em Israel formada por rabinos e lideranças que defendem direitos humanos, de acordo com a reportagem, que não nomeia a organização no trecho reproduzido.
Quando líderes cristãos condenam ataque em Taybeh, eles falam ao mesmo tempo como pastores de uma comunidade local ameaçada e como vozes que disputam a interpretação pública da fé diante de uma justificativa religiosa para a tomada de frutos de terras palestinas.
O QUE OS LÍDERES COBRARAM DAS AUTORIDADES E DA COMUNIDADE INTERNACIONAL?
Os líderes agradeceram ao presidente de Israel, Isaac Herzog, por condenar o ataque, segundo o comunicado. Mas fizeram uma ressalva clara: condenações verbais não bastam sem consequências legais. O texto afirmou: “Unfortunately, the facts on the ground show that these attacks continue because of the impunity enjoyed by those who commit them”. Em tradução livre: infelizmente, os fatos no terreno mostram que esses ataques continuam por causa da impunidade de que desfrutam os que os cometem.
O comunicado reconheceu prisões feitas depois pela polícia, segundo a reportagem, e cobrou aplicação séria da lei. Os líderes pediram: “We call upon the competent authorities to bring those responsible to justice”. Em tradução livre: apelamos às autoridades competentes para que levem os responsáveis à justiça, e pediram proteção internacional para Taybeh e para a Cisjordânia.
A presença de diplomatas da Bélgica, da Polônia e da França entre os atingidos amplia o alcance do caso: a cobrança por proteção passa a envolver também governos europeus citados no episódio.
A situação de cristãos sob pressão em diferentes países aparece em outras reportagens do portal, como a sobre militares que destroem igrejas em Mianmar, em que comunidades de fé enfrentam violência e pedem resposta internacional.
No encerramento, ao afirmar publicamente que líderes cristãos condenam ataque em Taybeh e ao pedir consequências legais, os patriarcas colocam a aldeia cristã no centro de um debate que envolve terra, colheita, diplomacia e liberdade de permanência das comunidades cristãs na Terra Santa.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Foto livre ilustrativa de militares em olival durante a colheita de azeitonas em Kafr Quddum, na Cisjordânia, Wikimedia Commons, arquivo KafrQuddumOliveHarvest.jpg, licença CC BY-SA 2.0. A foto não é de Taybeh. A imagem original da matéria fonte é da Reuters via OSV News e não foi utilizada.FONTE: Cobertura original: OSV News; demais fontes: comunicado do Patriarcado Latino de Jerusalém, Reuters e The Times of Israel citados na reportagem.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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