RESUMO:
- Chris Pratt e Papa Leão XIV aparecem juntos em um documentário do Vaticano sobre a busca pelos restos mortais de São Pedro sob a Basílica, em Roma.
- A produção Pétros Ení: Discovering the Origins estreou no dia 16 de outubro no Festival de Cinema de Roma e deve chegar ao público amplo no início de 2027.
- Pratt narra o filme e desce às catacumbas raramente abertas sob a basílica; o papa fecha a obra diante do túmulo do apóstolo, professando a fé de Pedro.
- O documentário reconta as escavações de 1939, a inscrição Petrus Eni, que significa Pedro está aqui, e o anúncio dos restos do apóstolo feito por Paulo VI em 1968.
Um astro de Guardiões da Galáxia descendo às catacumbas secretas do Vaticano ao lado do papa. É essa a cena central do documentário que colocou Chris Pratt e Papa Leão XIV no mesmo filme: Pétros Ení: Discovering the Origins, produção feita em colaboração com o Vaticano sobre a busca pelos restos mortais de São Pedro, o primeiro apóstolo, sob a basílica que leva o nome dele em Roma. O filme, de cerca de uma hora, estreou na sexta-feira, 16 de outubro, no Festival de Cinema de Roma, às vésperas dos 400 anos da consagração da Basílica de São Pedro, celebrados no mês que vem.
Pratt é o narrador e o guia do público. A produção é da AF Films em colaboração com o Dicastério para a Comunicação do Vaticano e com a Fábrica de São Pedro, o órgão que cuida da manutenção da basílica. O documentário foi lançado na Espanha no dia 9 de outubro e deve ficar disponível amplamente no início de 2027, segundo a Religion News Service.
O QUE CHRIS PRATT E PAPA LEÃO XIV MOSTRAM NO DOCUMENTÁRIO?
No filme, Chris Pratt e Papa Leão XIV percorrem, cada um em seu momento, o caminho que leva ao coração subterrâneo da basílica. As primeiras cenas mostram Pratt subindo os degraus como um peregrino comum, entre os cerca de 45 mil visitantes diários do Vaticano, até descer à necrópole raramente pisada sob o templo. No encerramento, é o próprio papa quem desce ao lugar do sepultamento de Pedro.
Diante da câmera, Leão XIV declara, conforme a transcrição da RNS: “When we look at the splendor of St. Peter’s and the colonnade that opens its arms to embrace the world, it is good to remember why this basilica was built right here”. Em tradução livre: quando olhamos o esplendor de São Pedro e a colunata que abre os braços para abraçar o mundo, é bom lembrar por que esta basílica foi construída exatamente aqui. E o papa completa: “The reason is that this ground is soaked with the blood of the apostle”. Em tradução livre: a razão é que este chão está encharcado com o sangue do apóstolo.
A fala final do pontífice amarra o tema do filme, a fragilidade humana de Pedro e de seus sucessores. Leão XIV afirma: “And I, too, bishop of Rome, aware of my weakness, repeat the profession of faith of the apostle whom Jesus transformed into a fisher of men: ‘Yes, you are the Christ, the Son of the living God’”. Em tradução livre: e eu também, bispo de Roma, consciente da minha fraqueza, repito a profissão de fé do apóstolo que Jesus transformou em pescador de homens: sim, tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. O documentário registra ainda que a produção não usou inteligência artificial em sua realização.
O QUE CHRIS PRATT DISSE SOBRE PEDRO E SOBRE A PRÓPRIA FÉ?
Criado na fé católica, Pratt explicou na estreia o que espera que o público entenda sobre o apóstolo. Em inglês, ele declarou: “What I would like audiences to understand about Peter after watching this documentary is that he was an imperfect man. He was a weak man. He was a human being”. Em tradução livre: o que eu gostaria que o público entendesse sobre Pedro depois de assistir a este documentário é que ele era um homem imperfeito. Era um homem fraco. Era um ser humano.
O ator continuou: “I believe we are all broken, imperfect and weak”. Em tradução livre: eu acredito que todos nós somos quebrados, imperfeitos e fracos. E afirmou que a força de Pedro está na graça de Jesus e na fé em Deus. Pratt contou que costuma se distanciar das instituições religiosas e encontrar Deus na natureza, mas descreveu a experiência de levar uma equipe de filmagem ao coração do Vaticano como um momento profundamente pessoal, que o atraiu de volta.
Na abertura do festival, o chefe do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, chamou esse ponto de o paradoxo cristão: uma igreja que Jesus confiou à liderança de um homem fraco e pecador. A diretora espanhola Paula Ortiz, conhecida por Teresa, filme sobre Santa Teresa de Ávila, disse esperar que o documentário mostre como a Basílica de São Pedro define e cristaliza a civilização ocidental. Para o público do Hugo Gospel, que acompanha a trajetória de fé de Pratt, o reencontro de Chris Pratt e Papa Leão XIV na tela é também um capítulo novo da relação pública do ator com a igreja em que foi criado.
COMO OS RESTOS DE SÃO PEDRO FORAM ENCONTRADOS SOB A BASÍLICA?
O documentário reconta uma investigação arqueológica de décadas. Em 1939, o papa Pio XII ordenou escavações sob a basílica. Em 1941, os trabalhadores entraram pela primeira vez, em mais de 1.600 anos, nos restos preservados do antigo cemitério romano. Acreditou-se, a princípio, ter encontrado o local do sepultamento de Pedro, mas não havia sinal dos restos mortais do apóstolo.
A chave do mistério veio dez anos depois, quando a epigrafista Margherita Guarducci interpretou uma inscrição grega: Petrus Eni, que significa Pedro está aqui, título que dá nome ao filme. Mais tarde, trabalhadores encontraram uma caixa de madeira com restos humanos atribuídos a um homem na casa dos 60 anos, idade compatível com a de Pedro na morte, e com uma particularidade: faltavam os pés. Segundo a tradição católica, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo no circo do imperador Nero, que ficava sobre a colina do Vaticano, em meio à perseguição aos cristãos. Em 1968, o papa Paulo VI anunciou oficialmente que as relíquias de São Pedro haviam sido encontradas.
É essa história que o filme costura com imagens da basílica renascentista, pedras, relíquias e escritos antigos. Para os católicos, a obra chega em um momento simbólico, com o Vaticano se preparando para os 400 anos da consagração da basílica e com Leão XIV em recuperação de saúde, tema acompanhado pelo portal na recente conversa do papa com o presidente da Ucrânia. Quando ficar disponível ao público amplo, no início de 2027, o encontro de Chris Pratt e Papa Leão XIV promete levar a milhões de espectadores uma pergunta antiga e atual: o que a fraqueza de Pedro diz sobre a fé de quem veio depois dele. O cinema cristão, aliás, vive uma temporada forte, como mostra também o fenômeno de The Gospel of Christmas, de Tyler Perry.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Chris Pratt em retrato de 2018, foto disponível no Wikimedia Commons sob a licença Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica (CC BY 2.0), sobre o fundo preto do modelo de capa do portal.FONTE: Cobertura original: Religion News Service; demais fontes: Charisma News, que também noticiou a participação do ator e do papa no documentário.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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