RESUMO:
- Empresários Flávio Bolsonaro: depois do primeiro turno, executivos que descartavam a candidatura passaram a disputar reuniões com o candidato e seus assessores, segundo levantamento da Bloomberg.
- Doações de empresários ao PL somam R$ 2,3 milhões após o primeiro turno, contra R$ 85 mil ao PT, ainda segundo a Bloomberg.
- André Esteves, do BTG Pactual, defende o nome de Mansueto Almeida para o Ministério da Fazenda em um eventual governo Flávio.
- Em São Paulo, cerca de 500 empresários entregaram a Flávio o plano Projeto Brasil de Amanhã no dia 13 de outubro.
- Nesta segunda (19), a campanha cancelou a participação de Flávio no almoço do Grupo Lide, que reuniria cerca de 400 empresários.
Faltando seis dias para o segundo turno, a disputa pelo Planalto ganhou um bastidor ruidoso: os empresários Flávio Bolsonaro estão no centro de uma corrida por reuniões, acenos e espaço na futura equipe econômica. Executivos que descartavam a candidatura do senador passaram a procurar a campanha, movimento registrado em levantamento da Bloomberg e repercutido pela Folha de S.Paulo. Ao mesmo tempo, a campanha cancelou a participação do candidato em um almoço com centenas de empresários em São Paulo, o que aumentou a curiosidade sobre quem terá a atenção do candidato.
QUEM SÃO OS EMPRESÁRIOS QUE PASSARAM A DISPUTAR REUNIÃO COM FLÁVIO?
Segundo a Bloomberg, empresários que descartavam a candidatura de Flávio Bolsonaro passaram a disputar reuniões com ele e com seus assessores depois do resultado do primeiro turno. A aproximação dos empresários Flávio Bolsonaro virou um termômetro da reta final: quanto mais perto a votação, maior a fila por acesso ao candidato do PL.
Entre os nomes que passaram a disputar reuniões está André Esteves, do BTG Pactual. Procurado, o banco afirma manter diálogo com diferentes grupos políticos. Outro nome que aparece entre os executivos que se aproximaram é o de Joesley Batista, da JBS. Procurado pela reportagem original, Joesley não respondeu.
O movimento não é só de bastidor. No dia 13 de outubro, cerca de 500 empresários se reuniram com Flávio em São Paulo e entregaram a ele o plano Projeto Brasil de Amanhã, documento que propõe a revisão de aposentadoria e do Bolsa Família.
QUANTO O DINHEIRO SE MOVEU DEPOIS DO PRIMEIRO TURNO?
O dinheiro ajuda a medir essa aproximação dos empresários Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento da Bloomberg, as doações de empresários ao PL somam R$ 2,3 milhões depois do primeiro turno. No mesmo período, o PT do presidente Lula recebeu R$ 85 mil. A conta é simples: o partido de Flávio arrecadou 27 vezes mais do que o partido do adversário nesse recorte.
São números atribuídos à Bloomberg e repercutidos pela Folha de S.Paulo, e ajudam a entender por que a agenda do candidato virou objeto de disputa.
O contraste chama atenção porque, do outro lado, o governo Lula também virou alvo de cobrança sobre os gastos em ano eleitoral, como mostrou o Hugo Gospel ao detalhar o Gastômetro de Lula, que chegou a R$ 354 bilhões. Na guerra dos números, cada lado tenta provar que tem o apoio do setor produtivo.
QUEM É O NOME PARA A FAZENDA EM UM EVENTUAL GOVERNO?
Nos bastidores, a montagem da área econômica ajuda a explicar o interesse dos empresários Flávio Bolsonaro. O nome defendido por André Esteves para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual governo Flávio é o de Mansueto Almeida. É bastidor e cotação, não nomeação: nenhum anúncio oficial foi feito pela campanha até agora.
Outros nomes ventilados para a área econômica são os de Roberto Campos Neto, Marcelo Kayath e Alexandre Bettamio. Pela Folha de S.Paulo, Adolfo Sachsida e Daniella Marques também são citados como cotados para ministérios em um eventual governo do senador.
A coordenadora econômica Daniella Marques, aliás, foi a voz da campanha no sábado (17), em evento do Lide Ceará. Segundo o Diário do Nordeste e O Povo, ela prometeu um revogaço de mais de 2 mil normas nos 100 primeiros dias de um eventual governo e corte de impostos. Enquanto o candidato calibra os encontros, a equipe econômica já apresenta a agenda ao empresariado.
POR QUE FLÁVIO CANCELOU O ALMOÇO COM OS EMPRESÁRIOS DO LIDE?
A peça que faltava no quebra-cabeça veio nesta segunda (19). A campanha de Flávio cancelou a participação dele no almoço-debate do Grupo Lide, fundado por João Doria, marcado para o hotel W, em São Paulo. O encontro reuniria cerca de 400 empresários. A informação é da coluna de Lauro Jardim, em O Globo, repercutida pela TMC, e o motivo do cancelamento não foi divulgado.
O cancelamento chamou atenção pelo histórico. Doria e a família Bolsonaro romperam depois de 2018 e trocaram farpas durante a pandemia. Ainda assim, em março deste ano, Flávio participou de um evento do Lide no Rio de Janeiro, em um gesto de reaproximação com o grupo empresarial. Cancelar agora, a seis dias da votação, interrompe esse movimento justamente na semana decisiva.
A disputa por atenção não é só de empresários. Na quinta (16), Flávio almoçou com a cúpula do Grupo Globo, João Roberto Marinho e Paulo Tonet, em visita classificada pela emissora como institucional, segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles. A campanha de Lula protestou. Na reta final, cada gesto de aproximação vira munição entre as campanhas.
No domingo (25), Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) decidem o segundo turno. Até lá, o retrato é o dos empresários Flávio Bolsonaro disputando acesso, doações em alta e uma equipe econômica sendo desenhada em público. A guerra de narrativas também passa pelas redes: nesta semana, o Hugo Gospel mostrou como Juliette deixou de seguir Felipe Pinto, episódio que esquentou ainda mais o clima entre os dois lados.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Retrato oficial do senador Flávio Bolsonaro, de Agência Senado, via Wikimedia Commons (licença Attribution, uso livre com atribuição). Reprodução | Agência Senado – As imagens podem conter tratamento ou composição por Inteligência Artificial. (Edição – Hugo Gospel).FONTE: Bloomberg; Folha de S.Paulo; O Globo (coluna Lauro Jardim); Metrópoles (coluna Igor Gadelha); Diário do Nordeste; O PovoNOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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