RESUMO:
- Os evangélicos brancos apoiam republicanos nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos com 73% de intenção de voto para a Câmara, contra 12% para os democratas, segundo pesquisa do Pew Research Center.
- Eles são o único grupo religioso em que a maioria aprova o trabalho do presidente Donald Trump: 58% aprovam e 40% desaprovam, índice que era de 78% de aprovação no início de 2025.
- No quadro geral, 44% dos eleitores registrados pretendem votar em democratas para a Câmara e 36% em republicanos, e a aprovação geral de Trump está em 30%.
- A pesquisa ouviu 5.062 adultos, entre eles 3.917 eleitores registrados, de 28 de setembro a 4 de outubro, e detalhou o voto por filiação religiosa.
Quando os Estados Unidos são divididos por religião, um grupo continua sendo a base mais fiel do Partido Republicano. Os evangélicos brancos apoiam republicanos nas eleições de meio de mandato, as midterms, com uma margem que nenhum outro grupo religioso chega perto de repetir: 73% pretendem votar no candidato republicano à Câmara dos Representantes, contra apenas 12% que planejam votar no democrata. Os dados são de uma nova pesquisa do Pew Research Center, um dos institutos mais respeitados do país.
O levantamento ouviu 5.062 adultos americanos, entre eles 3.917 eleitores registrados, de 28 de setembro a 4 de outubro, e cruzou a intenção de voto e a avaliação do presidente Donald Trump com a filiação religiosa dos entrevistados. O resultado desenha um mapa em que a fé segue sendo uma das linhas de divisão mais fortes da política americana.
POR QUE OS EVANGÉLICOS BRANCOS APOIAM REPUBLICANOS NAS MIDTERMS?
Entre os protestantes em geral, a vantagem republicana é menor: 49% pretendem votar no candidato republicano à Câmara e 32% no democrata. É dentro desse universo que o peso evangélico aparece. Os evangélicos brancos apoiam republicanos em um nível muito acima dos protestantes brancos não evangélicos, que se dividem entre 45% para os republicanos e 37% para os democratas.
Os demais grupos desenham o lado oposto do mapa. Entre os protestantes negros, 74% pretendem votar em democratas e apenas 6% em republicanos. Os católicos estão quase empatados: 42% para os democratas e 39% para os republicanos, mas com uma divisão interna forte, porque os católicos brancos preferem os republicanos por 50% a 32%, enquanto os católicos hispânicos escolhem os democratas por 59% a 19%. Ateus (81%), agnósticos (75%) e pessoas sem filiação religiosa (61%) também declaram voto majoritário nos democratas.
No placar geral da disputa pela Câmara, os democratas aparecem à frente por 44% a 36% entre os eleitores registrados, uma vantagem de 8 pontos que, segundo a matéria-fonte, acompanha a média das pesquisas sobre qual partido deve controlar o Congresso. O contraste ajuda a entender o valor estratégico do eleitorado em que os evangélicos brancos apoiam republicanos: em um cenário nacional adverso, esse grupo segue sendo o reduto mais estável da coalizão republicana.
O QUE A PESQUISA MOSTRA SOBRE A APROVAÇÃO DE TRUMP POR RELIGIÃO?
A avaliação do presidente segue a mesma geografia. No geral, Trump tem 30% de aprovação e 68% de desaprovação entre os adultos americanos, o menor índice entre as pesquisas reunidas no banco de dados do RealClearPolitics, cuja média aponta 38,8% de aprovação. Entre os grupos religiosos, porém, há uma exceção solitária: os evangélicos brancos são o único segmento em que a maioria aprova o presidente, com 58% de aprovação e 40% de desaprovação.
A liderança vem com um sinal de desgaste. No começo de 2025, entre janeiro e fevereiro, a aprovação de Trump entre os evangélicos brancos era de 78%. A queda de 20 pontos em menos de um ano mostra uma base ainda fiel, mas menos entusiasmada. Movimento semelhante aparece entre os católicos brancos, cuja aprovação ao presidente caiu de 59% para 39% no mesmo período.
Nos outros grupos, a reprovação domina: 39% dos protestantes em geral aprovam o presidente, contra 58% que desaprovam; entre os protestantes negros, a desaprovação chega a 90%; entre os católicos hispânicos, a 78%; e entre ateus, agnósticos e pessoas sem religião, os índices de reprovação variam de 77% a 92%. O instituto observa que os números de aprovação consideram todos os adultos, e não apenas eleitores registrados, e lembra que o comparecimento nas midterms é historicamente parcial: em 2022, 46% dos eleitores aptos votaram.
O QUE ESTÁ EM JOGO NAS MIDTERMS PARA OS EVANGÉLICOS BRANCOS QUE APOIAM REPUBLICANOS?
Nas eleições de meio de mandato deste ano, os americanos renovam as 435 cadeiras da Câmara, disputam 35 vagas do Senado e escolhem 36 governadores. O resultado vai definir o ambiente dos dois últimos anos da presidência de Trump: uma vitória democrata limitaria fortemente a capacidade do presidente de transformar a própria agenda em lei, enquanto uma vitória republicana em uma ou nas duas casas reduziria os confrontos dele com o Legislativo.
Para as igrejas, o ciclo eleitoral americano tem sido acompanhado de perto pelo portal, do estudo sobre o silêncio dos púlpitos, com 93% dos pastores fora dos apoios eleitorais, às mudanças de liderança em grandes congregações, como a renúncia anunciada de Andy Stanley na North Point. A pesquisa do Pew adiciona a peça que faltava nesse retrato: o que pensam os fiéis das bancadas.
O dado que os estrategistas dos dois partidos vão guardar é duplo. De um lado, os evangélicos brancos apoiam republicanos como nenhum outro grupo religioso, e essa fidelidade continua sendo um pilar eleitoral. Do outro, a aprovação de Trump nesse eleitorado caiu de 78% para 58%, um recuo grande demais para ser ignorado por quem depende desses votos para vencer em novembro.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Eleitores em fila de votação antecipada nos Estados Unidos, foto disponível no Wikimedia Commons sob a licença Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica (CC BY 2.0). Imagem ilustrativa.FONTE: Cobertura original: The Christian Post; demais fontes: pesquisa do Pew Research Center sobre as eleições de meio de mandato, conforme o relato da fonte.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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