RESUMO:
- Segundo a petição dos advogados do senador, Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra Lula por uma suposta operação da campanha petista para influenciar buscas no Google.
- A ação atribui ao deputado André Janones, do Rede de Minas Gerais, a mobilização de seguidores no canal de WhatsApp Exército do Lula, em 20 de outubro.
- De acordo com o documento, os participantes foram orientados a pesquisar a frase Bolsonaro mandou matar Lula e a publicar hashtags no X naquela tarde.
- Os advogados afirmam que o termo entrou no Google Trends e nos assuntos do momento do X, e citam páginas como @lulaversoficial e o grupo Lulaverso.
A disputa do segundo turno ganhou um capítulo na Justiça Eleitoral nesta semana. Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra Lula em uma ação na qual os advogados do senador do PL acusam a campanha do presidente de organizar uma operação para influenciar os resultados de buscas no Google, segundo a petição divulgada pela Revista Oeste nesta quarta-feira (21).
Todas as condutas descritas nesta matéria são alegações dos advogados de Flávio Bolsonaro e constam da ação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral. Trata-se de uma versão em apuração, sem decisão do tribunal até o momento. É nesse cenário que Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra Lula mais uma vez nesta campanha. A reportagem da Revista Oeste não traz manifestação do deputado André Janones nem da campanha de Lula sobre as acusações feitas na petição.
POR QUE FLÁVIO BOLSONARO ACIONA O TSE CONTRA LULA NESTE SEGUNDO TURNO?
Segundo a petição, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva teria organizado uma operação para influenciar o que os eleitores encontram ao pesquisar no Google. A ação atribui ao deputado André Janones, do Rede de Minas Gerais, a mobilização de seguidores para promover pesquisas relacionadas a Bolsonaro, com o objetivo de associar o nome do senador a uma frase de forte carga negativa.
Na prática, é essa suposta engenharia de buscas que explica por que Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra Lula: para os advogados do senador, não se tratou de militância espontânea, mas de uma mobilização coordenada, com canal próprio, horário marcado e orientação expressa sobre o que pesquisar e o que publicar nas redes sociais ao mesmo tempo.
De acordo com o documento, Janones é o administrador do canal de WhatsApp chamado Exército do Lula, com milhares de inscritos. Segundo a petição, foi por esse canal que ele teria pedido, em 20 de outubro, entre 16h47 e 17h59, que os seguidores pesquisassem no Google a frase Bolsonaro mandou matar Lula e publicassem hashtags relacionadas ao tema no X, a antiga rede Twitter.
O QUE A PETIÇÃO DIZ SOBRE A ESTRATÉGIA ATRIBUÍDA A JANONES?
Os advogados afirmam ainda que o deputado pretendia repetir a dose diariamente. Conforme o documento, Janones teria anunciado a intenção de sugerir uma nova busca a cada 24 horas até o dia da eleição, transformando a mobilização em uma rotina de campanha. Segundo a petição, a promessa de continuidade é um dos pontos centrais da ação em que Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra Lula.
A petição sustenta também que Janones orientou os participantes a apresentar a mobilização de maneira aparentemente imparcial, com o objetivo de evitar a moderação das plataformas. Essa interpretação se baseia, segundo os autores da ação, em áudios e legendas atribuídos ao administrador do canal. Para a defesa de Flávio, a orientação mostraria a intenção de disfarçar uma ação coordenada como comportamento comum de usuários.
O documento menciona ainda a repercussão dos termos nas plataformas digitais. De acordo com os advogados, a frase apareceu no Google Trends, a ferramenta que registra variações no interesse por pesquisas, e figurou entre os assuntos do momento do X. Para os autores da ação, esses registros indicariam que a mobilização buscava fazer os algoritmos reconhecerem o tema como relevante. É esse efeito que a defesa aponta no processo em que Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra Lula.
QUAIS PÁGINAS A AÇÃO CITA E O QUE ACONTECE AGORA NO TSE?
A petição cita outras páginas e grupos que teriam divulgado o conteúdo da mobilização. Entre eles estão o perfil @lulaversoficial e o grupo chamado Lulaverso. Segundo os advogados de Flávio Bolsonaro, essas páginas compartilharam links preparados para facilitar as pesquisas pelo termo no Google, ampliando o alcance da operação descrita na ação apresentada ao tribunal eleitoral.
Não é a primeira ofensiva jurídica do senador contra o adversário nesta eleição. O portal já registrou quando Flávio pediu a cassação da chapa Lula e Alckmin em outra ação. O histórico mostra que o processo em que Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra Lula se soma a uma estratégia de levar a disputa das redes também para o campo jurídico.
O caso agora está nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral, a poucos dias da votação de domingo (25). Enquanto o tribunal não se manifesta, o episódio em que Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra Lula amplia a guerra digital do segundo turno, na qual mecanismos de busca e redes sociais viraram território de disputa tão importante quanto o palanque e a televisão.
No fim, o desfecho depende do TSE e da apuração das alegações. Até lá, fica o registro da reta final mais judicializada da campanha: Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra Lula com base em condutas que os advogados atribuem à campanha adversária, e o tribunal terá de dizer se houve abuso na mobilização digital descrita na petição.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Flávio Bolsonaro discursa em reunião em São Paulo, foto de Jean Carniel, da Reuters, reprodução da Revista Oeste.FONTE: Revista Oeste, matéria sobre a ação de Flávio Bolsonaro no TSE contra a campanha de LulaNOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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