RESUMO:
- O fundo de aposentadoria da Igreja AME vai receber mais US$ 44,4 milhões de um acordo com a seguradora Symetra, elevando o total recuperado no escândalo para US$ 106,2 milhões.
- O dinheiro vai para pastores e funcionários aposentados que perderam economias pela suposta má gestão do plano de aposentadoria da denominação.
- Em 2025, acordos parciais de mais de US$ 60 milhões já tinham beneficiado cerca de 4.500 participantes do plano.
- O Departamento de Serviços de Aposentadoria da AME anunciou na segunda (19) que os valores já estão disponíveis para distribuição aos elegíveis.
Pastores aposentados de uma das mais antigas denominações negras dos Estados Unidos receberam uma notícia de alívio nesta semana. O fundo de aposentadoria da Igreja AME, a Igreja Metodista Episcopal Africana, será reforçado com mais US$ 44,4 milhões de um acordo judicial com a seguradora Symetra Life Insurance, referente às perdas causadas pela suposta má gestão do plano de aposentadoria da igreja.
Com esse valor, o total recuperado no caso chega a US$ 106,2 milhões. Em 2025, o juiz S. Thomas Anderson, do Distrito Oeste do Tennessee, já havia aprovado acordos parciais de mais de US$ 60 milhões envolvendo a própria denominação e a Newport Group, administradora terceirizada ligada aos serviços de aposentadoria, em benefício de cerca de 4.500 participantes do plano.
COMO O FUNDO DE APOSENTADORIA DA IGREJA AME PERDEU TANTO DINHEIRO?
O caso estourou quando aposentados descobriram que as economias de uma vida inteira de ministério tinham encolhido drasticamente. Ex-pastores relataram ter precisado depender dos filhos ou voltar a trabalhar para se sustentar, depois que o fundo de aposentadoria da Igreja AME foi atingido pela suposta má gestão denunciada nas ações coletivas que tramitam na Justiça federal americana.
Em abril, o juiz Anderson deu aprovação preliminar ao acordo com a Symetra. Na decisão, ele registrou que, depois do pagamento dos honorários advocatícios, estimados em um terço do total, e de outros custos, os participantes devem recuperar cerca de um terço das perdas por meio desse acordo específico. Os honorários também consumiram cerca de um terço dos acordos anteriores.
O anúncio prático veio na segunda-feira (19), em e-mail do reverendo Brian K. Blackwell, diretor executivo do Departamento de Serviços de Aposentadoria da igreja. Segundo ele, o administrador do acordo já transferiu os recursos, que estão disponíveis para distribuição a quem teve um evento de distribuição, como aposentadoria, desligamento, falecimento ou dificuldade financeira qualificada. O tema conversa com outras pautas de justiça para comunidades de fé acompanhadas pelo portal, como o acordo por discriminação religiosa nos EUA.
QUEM TEM DIREITO A RECEBER OS VALORES DO ACORDO?
Têm direito os participantes do plano que sofreram perdas e se enquadram nas condições de distribuição definidas no acordo, incluindo aposentados, ex-funcionários desligados, beneficiários de participantes falecidos e casos de dificuldade qualificada. A distribuição é feita pelo administrador do acordo, a partir dos recursos já transferidos pela seguradora.
A Igreja AME é uma denominação historicamente negra, fundada no fim do século 18 por cristãos negros que buscavam liberdade de culto nos Estados Unidos. Seus pastores servem por décadas em comunidades locais, e o plano de aposentadoria é, para muitos, a única reserva da velhice. Por isso o escândalo do fundo de aposentadoria da Igreja AME teve impacto pastoral, e não apenas financeiro, sobre milhares de famílias.
O portal já mostrou como a liderança negra cristã segue mobilizada em temas de família e comunidade, como na conferência que prepara homens negros para liderar. No caso da AME, a mobilização foi jurídica, com ações coletivas que atravessaram anos até os acordos começarem a sair do papel.
O QUE AINDA FALTA PARA O CASO DA AME SER ENCERRADO?
Mesmo com US$ 106,2 milhões recuperados, o processo continua. Os acordos aprovados até agora são parciais, e as ações seguem contra outros envolvidos na gestão do plano. Para os aposentados, cada nova parcela aprovada significa recompor parte do que foi perdido, ainda que os descontos de honorários reduzam o valor final que chega a cada participante.
A denominação tenta virar a página reforçando a governança dos seus serviços de aposentadoria. A transparência do anúncio desta semana, com valores, prazos e condições de distribuição, faz parte desse esforço de reconstrução de confiança, depois que o fundo de aposentadoria da Igreja AME virou sinônimo de escândalo dentro e fora da igreja.
No fim, a história mistura fé, justiça e velhice. Pastores que dedicaram a vida ao púlpito esperaram anos para ver parte das economias de volta. Com o acordo da Symetra, o fundo de aposentadoria da Igreja AME dá o passo mais concreto até agora nessa reparação, e os primeiros pagamentos devem marcar o capítulo mais aguardado pelos aposentados da denominação.
O tamanho do rombo ajuda a entender a dimensão humana do caso. Estamos falando das economias de pastores que serviram por 30 ou 40 anos em igrejas locais, muitas vezes com salários modestos, confiando que o plano da denominação garantiria uma velhice digna. Quando o fundo de aposentadoria da Igreja AME foi esvaziado pela suposta má gestão, o que desapareceu não foi um investimento abstrato, foi o sustento planejado de milhares de famílias ministeriais.
Aos poucos, porém, a maré jurídica virou a favor dos aposentados. Acordo após acordo, o fundo de aposentadoria da Igreja AME vem sendo recomposto por decisões da Justiça federal, e a liberação dos recursos da Symetra é a etapa mais recente desse processo. Para os participantes mais idosos, cada parcela tem urgência prática: é dinheiro para moradia, saúde e alimentação, devolvido depois de anos de espera e de incerteza sobre o próprio futuro.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Foto de Tima Miroshnichenko, Pexels, Creative Commons, reprodução da Religion News Service.FONTE: Religion News Service, matéria sobre o acordo do fundo da AME divulgada em 21 de outubro de 2026NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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