RESUMO:
- O pastor colombiano assassinado em Cartagena foi identificado como Jesús Alberto Puerta Pérez, missionário que trabalhava como mototaxista.
- Segundo a Christian Solidarity Worldwide (CSW), ele foi espancado até a morte no dia 7 de outubro, após recusar emprestar sua motocicleta a integrantes da gangue que evangelizava.
- A família já tinha deixado a cidade de María La Baja em dezembro de 2025, depois de ameaças ligadas à pregação dele.
- A CSW cobra investigação rápida e transparente e a volta da proteção do Estado aos líderes religiosos do país.
- Nenhuma prisão foi relatada até a divulgação do caso, e o pastor deixa a esposa e três filhos, de 5, 6 e 12 anos.
Ele pregava justamente para os homens que o mataram. O caso do pastor colombiano assassinado em Cartagena, na Colômbia, foi divulgado nesta segunda feira (19) pela organização britânica Christian Solidarity Worldwide (CSW), que acompanha situações de perseguição religiosa no mundo, e repercutiu em veículos cristãos como o The Christian Post e o Gospel Mais. Jesús Alberto Puerta Pérez foi espancado até a morte no dia 7 de outubro, segundo o relato, depois de se recusar a emprestar a própria motocicleta a membros de uma gangue que ele evangelizava havia tempos na cidade.
COMO O PASTOR COLOMBIANO ASSASSINADO MORREU, SEGUNDO O RELATO?
De acordo com a CSW, Puerta Pérez já tinha emprestado a motocicleta em outras ocasiões aos mesmos integrantes da gangue. Naquele dia, porém, ele disse não. O pastor tinha sido alertado de que o grupo pretendia usar o veículo para transportar drogas ilegais e de que a moto já havia sido usada em crimes antes, segundo a organização.
Fontes ouvidas pela CSW afirmaram acreditar que os homens planejavam incriminar o pastor, ligando o nome dele a um crime por meio da motocicleta. Ainda segundo essas fontes, diante da recusa, os integrantes da gangue o espancaram até a morte, em um ataque motivado pela raiva. Até a divulgação do relato, nenhuma prisão havia sido relatada pelas autoridades, e os detalhes seguem atribuídos às fontes ouvidas pela organização, sem confirmação oficial independente até o momento.
Puerta Pérez ganhava a vida como mototaxista em Cartagena, cidade do departamento de Bolívar, e era membro da igreja La Antorcha Encendida, uma congregação independente. Era com essa rotina simples, entre corridas de moto e visitas a bairros considerados perigosos, que ele sustentava a família e mantinha o trabalho de evangelização.
QUEM ERA JESÚS ALBERTO PUERTA PÉREZ?
A trajetória do pastor colombiano assassinado é a de um missionário de longa data. Ele e a esposa dedicaram oito anos ao trabalho missionário e fundaram uma igreja em María La Baja, município a cerca de 70 quilômetros ao sul de Cartagena, na região de Montes de María, área historicamente marcada pela presença de grupos armados ilegais e gangues.
Em dezembro de 2025, o casal precisou deixar a cidade que ajudou a plantar. Ameaças recebidas por causa da pregação de Puerta Pérez forçaram a mudança para Cartagena. Mesmo longe de casa, ele não abandonou o chamado: na nova cidade, pregava com frequência para pessoas em situação de rua e para membros de gangues, em regiões vistas como perigosas.
Depois da mudança, amigos e até pessoas que não se identificavam passaram a avisá-lo repetidas vezes para tomar cuidado. O pastor deixa a esposa, os três filhos do casal, de 5, 6 e 12 anos, e os pais idosos da esposa, de quem ela cuida.
O QUE A CSW COBRA DAS AUTORIDADES DA COLÔMBIA?
A diretora de defesa da CSW e líder da equipe das Américas da organização, Anna Lee Stangl, manifestou condolências à família e pediu às autoridades de Cartagena a abertura imediata de uma investigação completa e transparente sobre o assassinato, com a responsabilização de todos os envolvidos.
O caso do pastor colombiano assassinado também virou pauta diplomática. No dia 13 de outubro, o executivo chefe da CSW, Scot Bower, se reuniu em Londres com Gustavo Andrés Gómez Gaona, conselheiro de relações exteriores da embaixada da Colômbia, e entregou uma petição com mais de 1.600 assinaturas pedindo que o governo colombiano restabeleça proteções específicas para líderes religiosos.
Segundo a CSW, o governo retirou os líderes religiosos dos programas oficiais de proteção a grupos em risco em 2023. Stangl agradeceu o encontro com o representante do novo governo colombiano e disse esperar que os líderes de fé voltem a ter acesso aos programas estatais de proteção e aos mecanismos de segurança do país.
ESSE CASO É UM FATO ISOLADO NA COLÔMBIA?
Pelos números da própria CSW, não. A organização registrou que pelo menos 10 líderes protestantes foram mortos e um padre católico foi sequestrado na Colômbia entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. O caso do pastor colombiano assassinado se soma a uma lista que preocupa organizações de defesa da liberdade religiosa.
Um dos episódios citados é o do pastor José Otoniel Ortega, de 54 anos, morto a tiros na noite de Ano Novo no bairro Santa Elena, em Fundación, no departamento de Magdalena, enquanto estava com a família. Segundo a polícia, ele foi atingido por volta da meia noite, ao celebrar a chegada do ano novo com parentes, e morreu pouco depois de chegar a uma clínica da região. Ortega pertencia à Igreja do Evangelho Quadrangular, e a CSW classificou a morte dele, na época, como um assassinato premeditado e direcionado.
O cenário colombiano se soma a outros quadros de violência contra cristãos acompanhados pelo Hugo Gospel, como o relatório que expôs a morte de milhares de fiéis na Nigéria e a multidão que lotou uma cruzada na Índia em meio à perseguição. Para a CSW, grupos armados e gangues que atuam em regiões como Montes de María tentam forçar a cooperação de líderes religiosos como forma de controlar comunidades inteiras, o que torna pastores e missionários alvos frequentes.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Imagem ilustrativa da fachada da Catedral de Cartagena, na Colômbia, de ImagePerson, via Wikimedia Commons, sob licença CC BY-SA 4.0. (Edição – Hugo Gospel).FONTE: Relato da Christian Solidarity Worldwide (CSW), repercutido por The Christian Post e por Gospel Mais.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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