RESUMO:
- O arcebispo de Milwaukee pede desculpas aos fiéis neste domingo (25) pela reunião de 12 bispos com o presidente Donald Trump no Salão Oval, na quinta-feira (22).
- Jeffrey Grob afirmou que o encontro não foi endosso ao presidente e que fotos e vídeo da oração foram divulgados pela Casa Branca sem o consentimento dos bispos.
- Na nota, o arcebispo de Milwaukee pede desculpas pela dor causada e diz que a oração, algo sagrado, foi manipulada como foto política a menos de 2 semanas da eleição nacional.
- Outro participante, o arcebispo de Denver, James Golka, que conduziu a oração, defendeu a presença dos bispos e afirmou que católicos rezam por qualquer governante.
O arcebispo de Milwaukee pede desculpas público de Jeffrey Grob, arcebispo de Milwaukee, movimentou a Igreja Católica dos Estados Unidos neste domingo (25). Em nota oficial, ele explicou o contexto da reunião de 12 bispos com Donald Trump na Casa Branca, na quinta-feira (22), e reconheceu a reação negativa de parte dos fiéis.
Segundo Grob, nos últimos dias ele recebeu muitas perguntas e comentários sobre o encontro, que foi divulgado pela administração americana logo depois, sem o consentimento dos participantes. O arcebispo afirmou que sua intenção nunca foi causar confusão, raiva ou decepção entre as pessoas confiadas ao seu cuidado pastoral. A nota é o documento em que o arcebispo de Milwaukee pede desculpas de forma pública e nominal aos católicos da arquidiocese.
POR QUE O ARCEBISPO DE MILWAUKEE PEDE DESCULPAS AOS FIÉIS?
Na nota, Grob escreveu que o arcebispo de Milwaukee pede desculpas nasce da dor que o episódio causou. “I feel a heavy sadness, not only over the pain I caused, but also for the fact that something so sacred to a group of religious leaders, prayer to our Heavenly Father, would be manipulated in that way”, afirmou. Em tradução livre: “Sinto uma tristeza pesada, não só pela dor que causei, mas também pelo fato de que algo tão sagrado para um grupo de líderes religiosos, a oração ao nosso Pai Celestial, seria manipulado dessa maneira”.
O arcebispo contou que começou a receber mensagens de preocupação séria com a possibilidade de ter participado, sem perceber, de um ato político a menos de 2 semanas de uma eleição nacional. Ele também ouviu pessoas que se sentiram feridas por políticas do presidente que atingiram a elas ou a suas famílias.

Grob disse ainda que os bispos foram em boa fé, para trabalhar pelo bem dos semelhantes, aliviar sofrimentos, construir o bem comum e rezar com um presidente, e não para posar para uma foto política. Ao concluir a nota em que o arcebispo de Milwaukee pede desculpas, ele admitiu que foi ao encontro com reservas e que gostaria de tê-las ouvido.
O QUE ACONTECEU NA REUNIÃO DO SALÃO OVAL NO DIA 22?
De acordo com o relato do arcebispo, o convite chegou no mês passado, para uma reunião sobre temas de importância para a Igreja e para o povo, incluindo fiscalização migratória, vistos para trabalhadores religiosos e dignidade humana. O encontro foi o segundo de dois eventos do tipo organizados pela Heritage Foundation, segundo Grob.
O grupo foi informado de que seria uma conversa privada, de que membros católicos do gabinete poderiam aparecer e de que poderia haver uma oportunidade de rezar em particular com o presidente. Depois de cerca de 1 hora e meia de reunião com assessores da Casa Branca, os bispos entraram no Salão Oval e foram recebidos por Trump.
Segundo Grob, após receberem lembranças comemorativas, os bispos foram orientados a ficar atrás do presidente para rezar, e fotos foram tiradas em seguida. Sem o conhecimento do grupo, um vídeo também foi gravado, e nem o vídeo nem as fotos tinham permissão dos bispos para divulgação pública. É esse o pano de fundo do episódio em que o arcebispo de Milwaukee pede desculpas aos fiéis de Milwaukee.
POR QUE OUTRO BISPO DEFENDEU A ORAÇÃO COM TRUMP?
Nem todos os participantes reagiram da mesma forma. O arcebispo de Denver, James Golka, que conduziu a oração no Salão Oval, defendeu a participação dos bispos em declarações ao Denver Catholic, na sexta-feira (23). Ele disse que sabia que pessoas poderiam ficar chateadas e que o momento poderia ser usado para fins políticos.
“But as I prayed about it, I thought that this is what Catholics do. We pray for people. No matter whether we agree or disagree on anything, we always pray for our country and leaders”, afirmou Golka. Em tradução livre: “Mas, ao rezar sobre isso, pensei que é isso que os católicos fazem. Rezamos pelas pessoas. Concordemos ou não com qualquer coisa, sempre rezamos pelo nosso país e pelos nossos líderes”.
O contraste entre as duas reações resume o debate que a reunião abriu entre os católicos americanos. O portal acompanhou o caso desde o início, na matéria sobre como um arcebispo defendeu a oração por Trump na Casa Branca e no registro de quando bispos católicos oraram por Trump no Salão Oval.
Golka, assim como Grob, negou que a reunião tenha sido um endosso ao presidente, às políticas dele ou ao partido dele, e lembrou que a Igreja não apoia candidato nem partido. A diferença está na avaliação do episódio: onde Golka vê o dever de rezar por qualquer governante, o arcebispo de Milwaukee pede desculpas e lamenta o uso político das imagens.
A Arquidiocese de Milwaukee não informou se outros bispos pretendem se manifestar nos próximos dias. A íntegra da nota em que o arcebispo de Milwaukee pede desculpas foi divulgada neste domingo (25). Com a eleição nacional marcada para o começo de novembro, o episódio tende a seguir repercutindo entre fiéis, lideranças religiosas e campanhas nos Estados Unidos.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa: retrato oficial do arcebispo Jeffrey Grob, da Arquidiocese de Milwaukee, via EWTN News; imagem do meio: bispos em oração ao redor do presidente Donald Trump no Salão Oval, em 22/10/2026, foto da Casa Branca, via EWTN News.FONTE: EWTN News (matéria de 25/10/2026 sobre a nota do arcebispo Jeffrey Grob, com informações da Arquidiocese de Milwaukee e do Denver Catholic).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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