RESUMO:
- Ucrânia e Rússia confirmaram um acordo para uma trégua humanitária em Oleshky, na região de Kherson, onde civis enfrentam uma grave crise humanitária, segundo a Canção Nova Notícias.
- O cessar-fogo local deve permitir a entrada de alimentos e medicamentos e a saída voluntária e segura dos moradores, em operação prevista para começar em 29 de outubro.
- O anúncio da trégua humanitária em Oleshky ocorre cerca de uma semana após o Papa Leão XIV pedir uma trégua para a cidade e telefonar para Putin e Zelensky sobre a situação dos civis.
A trégua humanitária em Oleshky foi confirmada pelos dois lados da guerra neste domingo (25). A cidade, na região de Kherson, no sul da Ucrânia, vive uma grave crise humanitária, e o cessar-fogo local deverá permitir a entrada de ajuda e a retirada de moradores que queiram sair, segundo a Canção Nova Notícias, com informações da Vatican News.
O anúncio ocorre cerca de uma semana após o Papa Leão XIV pedir publicamente uma trégua humanitária para a cidade. Durante a internação no Hospital Gemelli, o Pontífice conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, e destacou a situação dos civis em Oleshky e a urgência de garantir a chegada de ajuda humanitária.
COMO VAI FUNCIONAR A TRÉGUA HUMANITÁRIA EM OLESHKY?
Pelos termos divulgados, a trégua humanitária em Oleshky deverá permitir a entrada de alimentos e medicamentos, além da saída voluntária e segura de moradores. A Casa Branca anunciou o acordo e informou que a operação humanitária deverá ter início em 29 de outubro.
O comissário para os Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, confirmou a iniciativa e agradeceu à primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, pelo papel desempenhado nas negociações. Lubinets afirmou que se trata de uma operação humanitária complexa, que será realizada de forma gradual, e que a Ucrânia tem trabalhado para retirar em segurança os cidadãos que permanecem na cidade.

O QUE RÚSSIA E UCRÂNIA DISSERAM SOBRE O ACORDO?
O Kremlin também confirmou a trégua humanitária em Oleshky. De acordo com o porta-voz Dmitri Peskov, a trégua permitirá o envio de ajuda humanitária e a evacuação da população civil, e as forças russas deverão suspender as ações militares na região a partir da manhã de terça-feira (27), como parte dos preparativos para a operação.
Do lado ucraniano, o tema da trégua humanitária em Oleshky também esteve na conversa de Leão XIV com o presidente Volodymyr Zelensky, na segunda-feira (19), quando a situação humanitária da cidade e a necessidade de um cessar-fogo estiveram entre os assuntos tratados. O episódio se conecta à diplomacia do Vaticano acompanhada pelo portal, como no registro em que Shevchuk entregou uma lista de prisioneiros ao Papa.
QUAIS SÃO OS PRÓXIMOS PASSOS DAS NEGOCIAÇÕES?
Além da trégua humanitária em Oleshky, Zelensky confirmou que delegações da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos deverão se reunir na primeira quinzena de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O encontro trilateral, no âmbito de grupos de trabalho, será uma nova tentativa de avançar no diálogo entre Moscou e Kiev, com a mediação de Washington.
O anúncio foi feito após conversas de Zelensky com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, que também se reuniram recentemente com Putin. O Kremlin já havia sinalizado disposição para retomar as negociações depois de 10 de novembro.
Apesar da trégua humanitária em Oleshky e da perspectiva de diálogo, Kiev mantém suas condições para um acordo de paz mais amplo: garantias internacionais de segurança contra novas agressões e financiamento por pelo menos 10 anos para a manutenção das Forças Armadas do país. As garantias de segurança permanecem entre os principais pontos de divergência, ao lado das questões territoriais.
A região de Kherson é uma das mais castigadas da guerra: foi ocupada no início da invasão, viu a capital regional ser libertada pela Ucrânia em 2022 e segue sob pressão militar constante, com cidades e vilarejos atingidos por bombardeios e pela destruição de infraestrutura. Em áreas assim, corredores humanitários locais, mesmo temporários, costumam ser a única via para fazer chegar comida e remédio a quem ficou.
O cronograma divulgado desenha uma sequência de confiança: na terça-feira (27), as forças russas suspendem as ações na região; na quinta-feira (29), começa a operação de ajuda e retirada; em novembro, as delegações voltam à mesa em Abu Dhabi. A presença dos Estados Unidos nas duas pontas, anunciando o acordo na Casa Branca e mediando a reunião trilateral, indica que Washington trata a trégua local como um teste para algo maior.
Um ponto sensível da operação é o caráter voluntário da saída: nenhum morador será obrigado a deixar a cidade, e a expectativa das autoridades ucranianas é que parte da população prefira ficar, recebendo a ajuda no local. Por isso, o desenho gradual da operação, com entrada de suprimentos antes e durante a retirada, é tratado pelos dois lados como condição para que a trégua se sustente.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa: Vysokopillia libertada na região de Kherson, foto de 2022, via Wikimedia Commons (CC BY 4.0); imagem do meio: mapa de localização da região de Kherson, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).FONTE: Canção Nova Notícias (matéria de 25/10/2026, com Vatican News).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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