RESUMO:
- Quatro pesquisas da eleição em Israel divulgadas neste domingo (25) colocam o partido Yashar, de Gadi Eisenkot, à frente do Likud, de Benjamin Netanyahu, a 2 dias da votação.
- Na pesquisa do jornal Maariv, o bloco da oposição soma 54 cadeiras no Knesset, contra 48 do bloco de Netanyahu; nenhum dos lados tem maioria sozinho.
- No sábado (24), milhares protestaram na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, cobrando uma comissão de investigação sobre as falhas do 7 de outubro de 2023, pressão que se reflete nas pesquisas da eleição em Israel.
As pesquisas da eleição em Israel desenharam um cenário apertado para Benjamin Netanyahu na reta final. A votação acontece nesta terça-feira (27) e definirá se o primeiro-ministro permanece no cargo, em um pleito que o portal já apresentou na matéria sobre como a eleição em Israel decide o futuro de Netanyahu.
Neste domingo (25), quatro pesquisas eleitorais mostraram o partido Yashar, do ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, à frente do Likud, de Netanyahu. A questão, destacada pela Revista Oeste, é que nenhum dos dois principais blocos dispõe de cadeiras suficientes para garantir sozinho a maioria no Knesset, o Parlamento de 120 integrantes.
O QUE MOSTRAM AS PESQUISAS DA ELEIÇÃO EM ISRAEL DESTE DOMINGO?
Entre as pesquisas da eleição em Israel, uma das mais acompanhadas é a do jornal Maariv, com resultado favorável à mudança de governo: a oposição avançou para 54 cadeiras, contra 48 do bloco de Netanyahu. Pelo levantamento, o partido Povo de Israel, de Ofer Winter, não superou a cláusula de barreira, com 3% dos votos, pouco abaixo dos 3,25% exigidos.
No mesmo levantamento, os partidos Judaísmo Unido da Torá e Otzma Yehudit perderam uma cadeira cada, enquanto Likud, Shas e Partido Sionismo Religioso conquistaram uma cadeira adicional cada um. No total, porém, o bloco governista segue atrás nas contas das pesquisas da eleição em Israel.

POR QUE A PRESSÃO SOBRE NETANYAHU AUMENTOU NO SÁBADO?
A véspera da divulgação das pesquisas da eleição em Israel foi marcada por protesto. No sábado (24), milhares de pessoas se reuniram na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, exigindo a criação de uma comissão de investigação sobre as falhas cometidas durante os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023. A maioria dos líderes da oposição compareceu ao ato.
A cobrança pública sobre o 7 de outubro é um dos fatores que pesam sobre o governo na leitura das pesquisas da eleição em Israel: o tema mistura segurança, responsabilidade política e o destino dos reféns, e segue no centro da campanha mesmo na reta final.
NETANYAHU PODE GOVERNAR MESMO SEM VENCER?
Pode. Como mostram as pesquisas da eleição em Israel, Netanyahu poderá formar um novo governo mesmo se o Likud não for o partido mais votado, buscando alianças para montar um bloco com outras legendas, como já fez em outras formações. O sistema parlamentar israelense premia quem monta a coalizão, não necessariamente quem chega em primeiro.
Neste momento, porém, os números indicam dificuldade: o bloco do primeiro-ministro aparece atrás nas pesquisas da eleição em Israel e precisará de uma combinação de resultados na terça-feira para inverter o quadro. A apuração israelense é rápida e o desenho da coalizão deve começar a ficar claro ainda na noite da eleição.
Para montar um governo em Israel, um bloco precisa reunir ao menos 61 das 120 cadeiras do Knesset. É essa aritmética que torna a eleição imprevisível mesmo com pesquisas claras: partidos pequenos, acima ou abaixo da cláusula de barreira de 3,25%, podem decidir quem terá votos suficientes para formar a coalizão, e legendas religiosas e de direita, como Shas, Judaísmo Unido da Torá e Otzma Yehudit, costumam ser cortejadas pelos dois lados.
Do outro lado da disputa, Gadi Eisenkot carrega o peso de ter sido o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e de ter perdido um filho na guerra em Gaza, biografia que o transformou em um dos críticos mais duros da condução do governo após o 7 de outubro. A campanha dele explora exatamente o tema que dominou o protesto de sábado em Tel Aviv: a cobrança por uma investigação oficial sobre as falhas que permitiram o ataque de 2023.
Depois da apuração, o processo passa pela consulta do presidente do país aos partidos, que indica o nome com mais chances de reunir os 61 votos para tentar formar o governo, em negociações que podem durar semanas. É nessa etapa que o resultado das urnas se transforma, ou não, em maioria parlamentar, e é por ela que Netanyahu aposta mesmo aparecendo atrás nas pesquisas deste domingo.
A votação desta terça-feira será acompanhada em tempo real pelo portal, com os primeiros resultados oficiais esperados para a noite em Jerusalém.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa: Benjamin Netanyahu em retrato de 2023, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0); imagem do meio: relógio da torre do Knesset, em Jerusalém, via Wikimedia Commons.FONTE: Revista Oeste (matéria de 25/10/2026 sobre as pesquisas e o protesto em Tel Aviv).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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