RESUMO:
- A criadora de conteúdo Sabrina Shlishia, ex-apoiadora do PT, publicou um vídeo em que conta como passou a aceitar a direita e a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- No relato, ela afirma que foi ensinada a odiar a família Bolsonaro e que a opção pelo voto em Lula vinha desse sentimento, e não de uma análise do petista.
- O vídeo passou de 84 mil curtidas e de 4,5 mil comentários em menos de um dia e faz parte de uma série de testemunhos da virada que ela publica desde outubro.
Uma ex-apoiadora do PT virou assunto nas redes sociais ao explicar, com as próprias palavras, por que mudou de lado na política brasileira. A criadora de conteúdo Sabrina Shlishia publicou na sexta-feira (6) um vídeo em que relata o processo de amadurecimento que a levou a ouvir o outro lado, aceitar a direita e defender Jair Bolsonaro.
O relato repercutiu rápido. Em menos de um dia, a publicação somou mais de 84 mil curtidas e mais de 4,5 mil comentários, com mensagens de apoio e compartilhamentos de seguidores que dizem ter feito o mesmo caminho.
QUEM É SABRINA SHLISHIA E O QUE ELA DISSE NO VÍDEO?
Sabrina Shlishia é criadora de conteúdo e consultora de posicionamento e marketing político. No Instagram, onde usa o lema “rótulo é pra embalagem”, ela reúne 341 mil seguidores e passou os últimos meses publicando vídeos em que narra a própria mudança de posicionamento.
O vídeo de sexta-feira começa em tela dividida. Na parte de cima, ela assiste a um trecho de entrevista de Lula em um podcast, em que o presidente reeleito fala da vida no Palácio da Alvorada e afirma que “a diferença é brutal”. Na parte de baixo, ela reage em silêncio, com um sorriso no rosto.
Na sequência, falando direto para a câmera, ela faz o relato central. “Eu nunca morri de amores pelo Lula. Na verdade, eu fui ensinada a odiar a família Bolsonaro como um todo, a odiar mesmo”, afirma.
Ela conta que, no ambiente em que vivia, a escolha eleitoral não passava por avaliar os candidatos. “Então a opção que tinha era o Lula. Enfim, a gente cantava: Lula ladrão, roubou meu coração. Você percebe que o fato dele ter roubado nem era uma questão. A questão era odiar a família Bolsonaro”, diz.
A publicação original, feita no perfil dela no Instagram, é esta:
COMO ELA EXPLICA A MUDANÇA DE POSICIONAMENTO?
Segundo o relato, a virada aconteceu aos poucos, pelo celular. Seguidores passaram a enviar a ela, por mensagem direta, vídeos antigos de Bolsonaro que ela nunca tinha visto. “Vocês me mandam, inclusive no Direct, muitos vídeos que eu nunca tinha visto, de coração, nunca tinha visto”, conta.
“E aí eu vejo pela primeira vez, é como se eu estivesse abrindo os olhos de novo e de novo, a cada vídeo que eu vejo do Bolsonaro”, afirma Sabrina Shlishia. No processo, ela cita o amigo Eduardo, que teve paciência para explicar a ela o pensamento da direita.

Na legenda da publicação, ela resume a nova leitura que faz do ex-presidente. Para ela, Bolsonaro “só era um cara gente fina, que quis fazer uma parada boa pelo povo, simplão”, e teve “a infelicidade de se tornar inimigo do sistema, e ter a mídia como sua inimiga”.
O relato não ignora os defeitos do ex-presidente. “Claro, o cara não era perfeito, ninguém é perfeito. Tem um monte de erro, todo mundo tem um monte de erro”, pondera. “Mas eu fico olhando para ele e falo: cara, como eu odiei esse homem. E hoje eu entendo por que as pessoas gostam tanto dele.”
QUAL FOI A REPERCUSSÃO DO RELATO NAS REDES SOCIAIS?
O vídeo entrou para a lista dos mais vistos do perfil. Em menos de um dia, foram mais de 84 mil curtidas e mais de 4,5 mil comentários, números acima da média das publicações recentes dela.
Nos comentários e nos compartilhamentos, o relato recebeu mensagens de apoio de seguidores que relatam a mesma trajetória, de ex-eleitores da esquerda que dizem ter revisto as próprias posições depois de consumir conteúdo do outro lado.
A própria criadora tem mostrado parte desse retorno. Em uma publicação de outubro, ela afirmou que as mensagens exibidas “não são nem um terço do que tem na minha DM” e garantiu que o objetivo não é converter ninguém, e sim contar a própria experiência.
O RELATO DE SABRINA SHLISHIA É UM CASO ISOLADO?
Não. O vídeo de sexta-feira é o capítulo mais recente de uma série de testemunhos que Sabrina Shlishia publica desde outubro, quando agradeceu pelo “mês que mudou minha vida” e relembrou a “campanha que mudou minha vida”, com um agradecimento a quem mostrou a ela “o outro lado”.
Em 20 de outubro, ela desabafou sobre o custo de se expor. “Dar a cara a tapa não é fácil. Confesso que, quando viralizou, eu pensei duas vezes se continuaria gravando ou não”, escreveu, em uma postagem que somou 39 mil curtidas e 5,1 mil comentários.
O vídeo mais forte da série saiu em 3 de novembro, com o título “a revolta de ter sido enganada por tanto tempo”, e passou de 126 mil curtidas e de 6,2 mil comentários. Dois dias depois, ela perguntou aos seguidores: “Até quando você irá demonizar um e idolatrar o outro?”
Relatos pessoais de eleitores que mudam de lado se tornaram frequentes nas redes depois das últimas eleições, e os vídeos dela mostram por que o formato funciona: a narrativa é de amadurecimento e de escuta, contada em primeira pessoa, sem intermediação de partido ou de campanha. Nesse cenário, a política brasileira segue disputada também no terreno dos testemunhos, como o Hugo Gospel tem mostrado na cobertura da movimentação dos aliados de Bolsonaro no Senado e das articulações em torno do novo mandato de Lula.
Ao fim do vídeo de sexta-feira, Sabrina Shlishia resume a sensação que guia a série. “Você é, de fato, ensinado a odiar esse cara”, afirma, sobre o sentimento que diz ter herdado e que garante estar deixando para trás.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa: composição com frame do vídeo publicado por Sabrina Shlishia no Instagram, em que ela fala à câmera sobre a mudança de posicionamento. Imagem do corpo: frame do mesmo vídeo, em tela dividida, com Lula em entrevista a podcast na parte superior e a criadora reagindo na parte inferior. Reprodução | Instagram @shlishia.FONTE: Publicação original de Sabrina Shlishia no Instagram (@shlishia), de 6 de novembro de 2026, perfil público da criadora e demais publicações da série de relatos no mesmo perfil.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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