RESUMO:
- A Dar al-Ifta, principal autoridade islâmica da Líbia, emitiu uma fatwa condenando o uso e a venda de produtos da Nike, na decisão em que uma Autoridade islâmica da Líbia proíbe a Nike segundo a Brasil Paralelo.
- No posicionamento, as lideranças religiosas destacam que o nome da marca tem inspiração na deusa grega da vitória, Niké, e que o símbolo tradicional também faz referência às estátuas da entidade, representada com as asas abertas.
- A Brasil Paralelo ressalva que a decisão não representa uma proibição estatal e não estabelece punições para quem usar produtos da Nike.
- O órgão também apontou um motivo político: a marca deveria ser evitada por apoiar Israel, em linha com um decreto religioso de novembro de 2023. É o segundo fundamento da decisão em que uma Autoridade islâmica da Líbia proíbe a Nike.
Usar ou vender um tênis virou questão teológica na Líbia. Em uma fatwa emitida pela Dar al-Ifta, sediada em Trípoli, no parecer em que uma Autoridade islâmica da Líbia proíbe a Nike, as lideranças religiosas do país associaram a gigante americana de roupas esportivas a uma deusa pagã da Grécia antiga. A decisão em que uma Autoridade islâmica da Líbia proíbe a Nike tem ainda um segundo fundamento, de natureza política.
POR QUE A AUTORIDADE ISLÂMICA DA LÍBIA PROÍBE A NIKE?
Usar ou vender roupas da Nike pode promover a adoração de deuses pagãos, ao menos é isso que a Dar al-Ifta, principal autoridade islâmica da Líbia, entende, segundo a Brasil Paralelo.
O órgão sediado em Trípoli emitiu uma fatwa, um parecer jurídico islâmico, condenando a gigante americana de roupas esportivas, registra a matéria.
No posicionamento, as lideranças religiosas do país destacam que o nome tem inspiração na deusa grega da vitória, Niké. Além disso, o símbolo tradicional da marca também é uma referência às estátuas da entidade, representada com as asas abertas, conforme a fonte.
A ligação com a Grécia antiga tem um capítulo local. O país abriga os restos da cidade grega de Cirene, onde foram encontrados vestígios do culto à deusa, registra a Brasil Paralelo.
A matéria faz uma ressalva decisiva para entender o alcance do ato: a decisão não representa uma proibição estatal e nem estabelece punições para quem usar produtos da Nike. Trata-se de um parecer religioso, não de uma lei do Estado líbio.
O portal acompanha a interseção entre religião e política em outras frentes, como na matéria sobre Abdul El-Sayed, o primeiro muçulmano eleito ao Senado dos Estados Unidos. Aqui, o tema é o peso de uma autoridade religiosa sobre o consumo, na decisão em que uma Autoridade islâmica da Líbia proíbe a Nike.
QUAL É A LIGAÇÃO DA DECISÃO COM ISRAEL?
Nem todos os problemas com a Nike estão ligados a questões religiosas. Há também um pano de fundo político por trás da decisão, registra a Brasil Paralelo.
A Dar al-Ifta também destacou que a marca deve ser evitada por causa da guerra no Oriente Médio. Segundo o órgão, a Nike estaria apoiando Israel e, portanto, deveria ser boicotada por todos os muçulmanos, conforme a matéria.
Isso cumpriria um decreto religioso tomado pelo conselho em novembro de 2023, pouco após o atentado de 7 de outubro. O documento condena todas as grandes empresas ocidentais que mantêm relações com o país, segundo a fonte.
A guerra entre Israel e o Hamas gerou uma onda global de retaliações e boicotes contra empresas associadas ao país, contexto no qual a fatwa líbia se insere.
A Nike não é citada pela matéria com uma resposta à fatwa. O portal registra a posição do órgão religioso com a atribuição devida, no parecer em que uma Autoridade islâmica da Líbia proíbe a Nike.

O QUE A FATWA MUDA NA PRÁTICA PARA QUEM USA NIKE NA LÍBIA?
Na prática, o efeito jurídico imediato é limitado: sem caráter estatal e sem punições previstas, a fatwa funciona como uma orientação religiosa aos fiéis, não como uma norma policial, conforme a ressalva da própria matéria.
O peso do documento está na autoridade de quem o emite. A Dar al-Ifta é a principal autoridade islâmica do país, e seus pareceres orientam a conduta de muçulmanos que reconhecem essa instância.
O episódio também mostra como marcas globais viram alvo de disputas que misturam religião, história antiga e geopolítica: o nome de uma deusa grega, um símbolo desenhado a partir de asas e uma guerra no Oriente Médio se encontram no mesmo parecer.
A Brasil Paralelo não registra, até aqui, reação da empresa americana nem do governo líbio ao posicionamento. O portal mantém essa ausência registrada, sem preencher o silêncio com especulação.
O que existe de concreto é o documento religioso e seus dois fundamentos, o teológico e o político. É o conteúdo da decisão em que uma Autoridade islâmica da Líbia proíbe a Nike.
O portal seguirá acompanhando eventuais desdobramentos comerciais ou diplomáticos do caso. É a continuidade devida ao episódio em que uma Autoridade islâmica da Líbia proíbe a Nike.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (tênis Nike Air Max 97, CC BY-SA 4.0, foto de arquivo) e Wikimedia Commons (Trípoli, na Líbia, CC BY-SA 4.0, foto de arquivo)FONTE: Brasil Paralelo, matéria original sobre a fatwa da Dar al-Ifta que condena o uso da Nike na Líbia, consultada em 5 de novembro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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