RESUMO:
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu encara a fase decisiva da formação do governo, no impasse em que Netanyahu enfrenta disputa de coalizão em Israel depois que a contagem final deu 53 cadeiras ao bloco dele, abaixo das 61 necessárias para governar.
- O presidente Isaac Herzog começa nesta quarta-feira as consultas com os líderes dos partidos eleitos para o 26º Knesset, antes de decidir quem formará o próximo governo.
- A aliança de oposição liderada por Gadi Eisenkot somou 48 cadeiras. Joint List e Ra’am somaram um total histórico de 19 cadeiras e podem virar fiéis da balança nas indicações.
- Analistas ouvidos pela Fox News avaliam que Eisenkot pode ser o primeiro encarregado, mas terá dificuldade de reunir 61 apoios sem os partidos árabes. É o pano de fundo da semana em que Netanyahu enfrenta disputa de coalizão em Israel.
A eleição israelense terminou nas urnas, mas a disputa pelo poder segue aberta em Jerusalém. Na semana em que Netanyahu enfrenta disputa de coalizão em Israel, o governo depende das consultas de Herzog, no xadrez em que Netanyahu enfrenta disputa de coalizão em Israel.
COMO NETANYAHU ENFRENTA DISPUTA DE COALIZÃO EM ISRAEL DEPOIS DA CONTAGEM FINAL?
A contagem final, publicada na sexta-feira pela Comissão Central de Eleições, deu 53 cadeiras ao bloco de Netanyahu no Knesset, o Parlamento de 120 membros. A aliança de oposição liderada por Gadi Eisenkot somou 48. Faltam as 61 cadeiras necessárias para governar.
Nesta quarta-feira, Herzog inicia as consultas com os líderes de todos os partidos eleitos para o 26º Knesset. Ao fim, ele decidirá quem formará o próximo governo. Quem receber a tarefa terá 28 dias, com prorrogação possível de até 14 dias. É o rito formal do processo em que Netanyahu enfrenta disputa de coalizão em Israel.
“the public in Israel does not want a government that depends on Ra’am and the Joint List”. Em tradução livre: “o público em Israel não quer um governo que dependa do Ra’am e da Joint List”, publicou Netanyahu no X. Na postagem, ele chamou as duas legendas de partidos que apoiam o terrorismo e rejeitam o Estado judeu.
“A clear majority in the Jewish public chose the Likud as the largest party and me, as prime minister, to lead the next government”. Em tradução livre: “Uma clara maioria do público judeu escolheu o Likud como o maior partido e a mim, como primeiro-ministro, para liderar o próximo governo”, acrescentou o premiê, aberto a conversar com partidos que não apoiem o terrorismo. É a posição pública dele no momento em que Netanyahu enfrenta disputa de coalizão em Israel.
Os dois partidos árabes criticados por Netanyahu somaram 19 cadeiras, total histórico que os torna fiéis da balança. Uma fonte da Joint List disse à Fox News Digital que a aliança tende a indicar Eisenkot. Se Joint List e Ra’am o apoiarem, ele reuniria recomendações de partidos com mais de 61 cadeiras.
QUEM OS PARTIDOS VÃO INDICAR AO PRESIDENTE HERZOG NAS CONSULTAS DESTA SEMANA?
As consultas seguem a ordem crescente de cadeiras. Nesta quarta-feira, Herzog recebe o Sionismo Religioso-Zehut e o Shas, com seis cadeiras cada, seguidos pelo Yisrael Beiteinu, com sete. Sionismo Religioso-Zehut, Otzma Yehudit e Shas já confirmaram à Fox News Digital, na noite de terça-feira, que recomendarão Netanyahu ao presidente.
Na quinta-feira, será a vez de Judaísmo Unido da Torá e Otzma Yehudit, com sete cada, Os Democratas e o Ra’am, com oito cada, a Joint List, com 11, o BeYachad, com 12, o Yashar, com 21, e o Likud, com 27.
Do outro lado, o comentarista Amir Oren avaliou que Herzog, embora formalmente livre para escolher, tende a indicar o candidato apoiado por partidos que representem a maioria das cadeiras. “He must then task Eisenkot with forming the next government. That does not mean Eisenkot will succeed”. Em tradução livre: “Ele terá então de encarregar Eisenkot de formar o próximo governo. Isso não significa que Eisenkot terá sucesso”, disse Oren, lembrando que o fracasso devolve o mandato ao presidente. É a leitura de bastidor do processo em que Netanyahu enfrenta disputa de coalizão em Israel.
O caminho de Eisenkot, porém, é estreito. Bennett, do BeYachad, e Liberman, do Yisrael Beiteinu, dificilmente aceitariam servir em um governo dependente da Joint List, dadas as posições pró-palestinas da aliança e a oposição dela ao sionismo. O portal já mostrou como o partido de Netanyahu conquista 53 cadeiras e fica sem maioria própria. Uma saída teórica seria um governo minoritário com apoio externo dos partidos árabes, sem precedente logo após uma eleição.

UM GOVERNO DE UNIDADE NACIONAL PODE SAIR DO IMPASSE ENTRE NETANYAHU E EISENKOT?
Dan Diker, do Centro de Jerusalém para Segurança e Relações Exteriores, avaliou que o endosso de Bennett e Liberman a Eisenkot sugere um afastamento da ideia de um governo de unidade nacional. Para ele, seria conveniente que os quatro líderes encontrassem uma forma de trabalhar juntos agora, diante do confronto com o regime iraniano. É o argumento de segurança apresentado no debate em que Netanyahu enfrenta disputa de coalizão em Israel.
Dov Lipman avaliou que Eisenkot tende a ser o primeiro encarregado, mas que a maioria dos israelenses prefere um governo de unidade em torno de Likud, Yashar e BeYachad. Na projeção dele, se Eisenkot e Netanyahu fracassarem, abre-se o período de 21 dias em que qualquer deputado com 61 apoios pode tentar formar governo.
O professor Gideon Rahat, do Instituto de Democracia de Israel, ponderou que Netanyahu precisaria fazer concessões para convencer a oposição de que cumpriria compromissos, após a experiência do acordo de 2020 com Benny Gantz, que ruiu sem que ele assumisse o cargo previsto na rotação.
Rahat citou como precedente o governo de unidade nacional de 1984 a 1988, sob acordo de rotação entre Shimon Peres e Yitzhak Shamir. Para ele, um arranjo semelhante exigiria congelar a reforma judicial, investigar o 7 de Outubro e combinar a saída de Netanyahu. O 26º Knesset toma posse em 10 de novembro e o governo atual segue em funções. O Hugo Gospel acompanhará a decisão de Herzog no impasse em que Netanyahu enfrenta disputa de coalizão em Israel.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (Benjamin Netanyahu em retrato de fevereiro de 2023, CC BY-SA 3.0) e Wikimedia Commons (prédio do Knesset em Jerusalém, CC0, foto de arquivo)FONTE: Fox News, matéria original sobre a disputa de coalizão enfrentada por Netanyahu e as consultas do presidente Herzog para formar o próximo governo de Israel, consultada em 4 de novembro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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