O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), entidade que reúne cerca de 10 mil pastores de diversas denominações, publicou nesta segunda-feira (28) uma nota de repúdio contra o uso de informações falsas no debate político. No documento, o conselho critica o que classifica como utilização de fake news pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus apoiadores para atingir um adversário político na reta final da campanha de 2026.
RESUMO:
- O CIMEB, que reúne cerca de 10 mil pastores de várias denominações, publicou nota de repúdio nesta segunda-feira (28) contra o uso de fake news no debate político.
- O documento critica o que classifica como uso de informações falsas pelo presidente Lula e apoiadores para atingir um adversário político, em referência à fake news sobre a padroeira do Brasil.
- A nota rejeita a existência de uma guerra entre católicos e evangélicos e afirma que as duas comunidades religiosas vivem em paz.
- O conselho diz que não há nenhuma iniciativa de lideranças evangélicas para cancelar feriados ou cultos de qualquer religião e defende o respeito à liberdade religiosa.
A manifestação do CIMEB faz referência à informação falsa disseminada por apoiadores de Lula segundo a qual o candidato Flávio Bolsonaro (PL) pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O senador negou reiteradamente qualquer intenção nesse sentido. No comunicado, o conselho critica a utilização do tema religioso para atingir adversários políticos durante a campanha eleitoral e defende a convivência entre diferentes crenças.
A nota também rejeita a existência de uma guerra entre católicos e evangélicos, afirmando que as duas comunidades religiosas vivem em paz. O documento ressalta que não há iniciativa de lideranças evangélicas ou de candidaturas para promover o cancelamento de feriados ou de cultos de qualquer religião.
O que diz a nota dos pastores?
O texto divulgado pelo CIMEB trata o episódio como uma tentativa de contaminar o debate eleitoral com informações falsas e alerta para os riscos de transformar diferenças religiosas em arma de campanha. Para os pastores, o respeito à liberdade religiosa precisa estar acima das disputas partidárias, sobretudo na reta final do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
Como surgiu a polêmica da padroeira?
A polêmica começou com a disseminação da informação de que evangélicos articulariam tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, concedido pelo Papa Pio XI em 1930. Flávio Bolsonaro desmentiu em vídeo a informação e acusou adversários de espalhar a fake news, que ganhou forte repercussão nas redes sociais. A GloboNews chegou a se retratar pela divulgação da informação, e o episódio virou um dos capítulos mais quentes da campanha.
Na sequência, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou nota negando qualquer envolvimento na divulgação de notícias falsas e repudiando o uso de informações falsas em processos eleitorais. Flávio Bolsonaro, que havia acusado a entidade de ajudar a espalhar a fake news, reconheceu depois que houve um mal-entendido e agradeceu à CNBB pelo esclarecimento, chamando o episódio de a maior fake news da campanha.
Qual o peso do posicionamento?
Com cerca de 10 mil pastores reunidos em sua base, o CIMEB é uma das entidades interdenominacionais mais representativas do país. O posicionamento público do conselho a poucos dias do primeiro turno sinaliza a disposição das lideranças evangélicas de barrar o uso da fé como munição eleitoral e de reforçar o discurso de união entre católicos e evangélicos diante de um tema que ameaçava rachar o eleitorado cristão.
CRÉDITOS DE IMAGENS E VÍDEO: Reprodução | Redes Sociais | Internet – As imagens podem conter tratamento ou composição por Inteligência Artificial. (Edição – Hugo Gospel).
FONTES DA MATÉRIA: iGospel (28/09/2026). Apuração do Portal Hugo Gospel.
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