PARENTES DE EDIR MACEDO E R.R. SOARES FRACASSAM NAS URNAS EM 2026
O sobrenome que já elegeu prefeitos, senadores e deputados não foi suficiente em 2026. Parentes do bispo Edir Macedo e do missionário R.R. Soares, os dois maiores líderes evangélicos do país, fracassaram nas urnas no primeiro turno, segundo levantamento do jornal O Globo. Do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella aos cinco filhos de R.R. Soares, a “dinastia gospel” viu a força do nome encolher diante do eleitor.
RESUMO:
- Marcelo Crivella teve 539.598 votos (3,39%) e não se elegeu ao Senado pelo Rio
- David RR Soares recebeu 61.366 votos e ficou sem vaga na Câmara dos Deputados
- Chapa de Waguinho ao Senado, com André RR Soares de suplente, somou 0,73%
- Levantamento do O Globo aponta o fracasso dos parentes nas urnas
O TOMBO DE CRIVELLA NO RIO
Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio de Janeiro e um dos nomes mais conhecidos do clã, tentava voltar ao Senado pelo Republicanos. Com 539.598 votos (3,39%), ficou longe das duas vagas, que ficaram com Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL. Antes da eleição, o TSE havia mantido a candidatura de Crivella por 4 votos a 3, mas nem a liberação na Corte reverteu o desempenho nas urnas.
OS FILHOS DE R.R. SOARES
O missionário R.R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, lançou os cinco filhos na disputa: Marcos e Filipe no Rio, David e Daniel em São Paulo, além de André como suplente ao Senado. O resultado mais duro veio em São Paulo: David RR Soares, candidato à reeleição para a Câmara, teve 61.366 votos e ficou sem vaga, entrando na lista nacional dos deputados federais mais votados que não se elegeram. Segundo o O Globo, os demais irmãos também não alcançaram as vagas disputadas.
A CHAPA QUE NÃO DECOLOU
No Rio, a chapa de Waguinho ao Senado, que tinha André RR Soares como primeiro suplente, somou apenas 116.453 votos (0,73%). André disputava contra o próprio primo, Marcelo Crivella, pelo mesmo partido, o Republicanos, em uma divisão interna que terminou sem vencedor para a família.
O QUE O RESULTADO MOSTRA
O desempenho frustra a estratégia das igrejas de ampliar a bancada evangélica pelo voto de sobrenome. Nem a capilaridade da Universal e da Internacional da Graça, nem a exposição na TV foram suficientes para transformar parentesco em mandato em 2026.
CRÉDITOS
IMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Internet
FONTE: O Globo, TSE, Correio do Ceará
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