RESUMO:
- Um pregador do Arizona processa Tucson na Justiça federal dos Estados Unidos após afirmar que policiais ameaçaram prendê-lo por falar de Jesus no Winterhaven Festival of Lights, tradicional evento público de Natal da cidade.
- Segundo a ação, movida pelo First Liberty Institute em nome de David Hoffman, quatro policiais o escoltaram para fora do evento e o confinaram a uma área cercada de expressão, ao lado de uma rua movimentada.
- O evangelista frequenta o festival há quase uma década e afirma que, na edição de dezembro de 2025, foi avisado de que não poderia ter nenhuma expressão religiosa no local.
- A defesa pede uma ordem judicial que permita a Hoffman pregar na edição deste ano do festival e a declaração de que a política do evento é inconstitucional.
Pregar em um festival de Natal virou caso de tribunal federal nos Estados Unidos. Um pregador do Arizona processa Tucson depois de afirmar que foi retirado de um evento público de ruas abertas, sob ameaça de prisão, por conversar com visitantes sobre Jesus. O evangelista David Hoffman frequenta o Winterhaven Festival of Lights, o festival de luzes de Natal mais tradicional de Tucson, há quase dez anos, e diz que a edição de dezembro de 2025 foi diferente de todas as outras.
De acordo com a ação apresentada pelo First Liberty Institute, instituto que defende casos de liberdade religiosa, uma política do evento proibia a distribuição de folhetos de caráter religioso, político ou de causas. Placas no local avisavam que violações poderiam resultar em remoção e em acusação criminal por invasão de propriedade. É nesse ponto que o pregador do Arizona processa Tucson: para a defesa, transformar uma conversa sobre salvação em motivo de expulsão fere a Constituição americana.
O QUE ACONTECEU COM O PREGADOR DO ARIZONA NO FESTIVAL DE LUZES?
Hoffman relatou à Fox News Digital o aviso que recebeu ao entrar no evento. Ele afirmou: “Upon entering the event, we were told that we can’t have any kind of religious expression”. Em tradução livre: ao entrar no evento, nos disseram que não podemos ter nenhum tipo de expressão religiosa. Segundo a queixa, quando o evangelista perguntou se o problema era o volume da voz dele, um policial respondeu que o problema era o envio da mensagem dele.
A situação ficou ainda mais específica quando o tema foi uma conversa individual. De acordo com o advogado Garrett Bell, do First Liberty, Hoffman perguntou aos policiais se poderia responder caso alguém se aproximasse dele querendo saber como ser salvo. A resposta, segundo Bell, foi que não: se quisesse ter aquela conversa, teria de sair do perímetro do evento. A ação afirma ainda que um policial classificou como pregação, tratada no texto pelo termo em inglês sermonizing, o simples ato de perguntar a alguém se a pessoa queria conversar sobre Jesus.
No fim, quatro policiais fardados escoltaram Hoffman para fora do festival sob ameaça de prisão, segundo a ação, e o direcionaram a uma área cercada descrita como zona de livre expressão, ao lado de uma rua movimentada, onde conversar com os visitantes era impraticável. Enquanto isso, afirma a defesa, vendedores, artistas de rua e bicicletas coletivas com música amplificada circulavam normalmente pelo evento. É o contraste que sustenta a tese de discriminação de conteúdo no caso em que o pregador do Arizona processa Tucson.
POR QUE O PREGADOR DO ARIZONA PROCESSA TUCSON NA JUSTIÇA FEDERAL?
A ação alega violações às proteções de liberdade de expressão, de livre exercício da religião e de devido processo legal previstas na Constituição dos Estados Unidos, além de dispositivos da Constituição do Arizona. Hoffman pede à Justiça uma ordem que o autorize a compartilhar o Evangelho na edição deste ano do festival e uma declaração formal de que a política adotada no evento é inconstitucional.
O caso discute um ponto que aparece em disputas semelhantes pelo país: até onde um evento aberto ao público, realizado em ruas públicas, pode restringir manifestações religiosas sem tratar outros tipos de expressão da mesma forma. Para a defesa, a regra não era neutra, porque mirava o conteúdo da mensagem. Para a cidade, procurada pela Fox News, não há comentário público: Tucson informou que não comenta litígios em andamento.
Disputas sobre fé em espaço público também fazem parte da agenda brasileira, em debates como o do julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre recusa de tratamento médico por motivos religiosos, e mostram como a liberdade religiosa segue sendo testada nas cortes dos dois países. Nos Estados Unidos, o tema atravessa ainda a relação entre igrejas e política, como mostrou a pesquisa com pastores americanos que não pretendem apoiar candidatos no púlpito.
O QUE A DEFESA DIZ SOBRE CENSURA EM UM EVENTO PÚBLICO DE NATAL?
O advogado sênior do First Liberty Institute, Nate Kellum, condenou as restrições em declaração reproduzida pela Fox News. Ele afirmou: “Censoring a Christian message during a public Christmas event is malicious, unconstitutional, and absurd”. Em tradução livre: censurar uma mensagem cristã durante um evento público de Natal é malicioso, inconstitucional e absurdo.
Para o instituto, o episódio é especialmente grave porque aconteceu em um evento cuja razão de existir é a celebração natalina, com luzes, decorações e programação voltada às famílias da cidade. O pregador do Arizona processa Tucson, portanto, em um caso que opõe duas leituras do mesmo festival: a da administração, que trata a regra como organização do espaço público, e a da defesa, que a descreve como censura de uma mensagem específica.
A decisão agora está com a Justiça federal. Se Hoffman conseguir a ordem que pede, poderá voltar ao Winterhaven Festival of Lights na edição deste ano para fazer exatamente o que afirma ter sido impedido de fazer em 2025: conversar com quem passa sobre Jesus, sem precisar sair do perímetro do evento para isso. Até lá, o caso do pregador do Arizona processa Tucson segue como um dos testes mais recentes dos limites da pregação em espaços públicos nos Estados Unidos.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Casa decorada do Winterhaven Festival of Lights, em Tucson, no Arizona, foto de Bill Morrow disponível no Wikimedia Commons sob a licença Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica (CC BY 2.0). Imagem ilustrativa do festival citado na matéria.FONTE: Cobertura original: Charisma News; demais fontes: Christian News Network e informações do First Liberty Institute e da Fox News, conforme o relato das fontes.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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