RESUMO:
- A Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria na noite de segunda feira, 26, em retaliação ao ataque a tiros contra uma igreja em Karak que deixou 9 mortos e 25 feridos no dia 23.
- O governo jordaniano afirma que a operação matou mais de 20 integrantes do grupo terrorista e destruiu um grande depósito de armas.
- A Defesa Civil da Síria relatou 7 civis mortos, entre eles 3 crianças, e Damasco condenou os bombardeios e fechou a passagem de Nassib.
- Três suspeitos do ataque à igreja foram presos na segunda feira, depois de troca de tiros com as forças de segurança.
A operação em que a Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria foi anunciada nesta terça feira, 27, pelo governo de Amã. Segundo o porta-voz Mohammed al-Momani, os ataques aéreos atingiram esconderijos de grupos terroristas nas províncias sírias de Daraa e Suwayda, com base em informações de inteligência sobre ameaças à segurança do país.
O atentado que motivou a resposta aconteceu na sexta feira, 23, durante um funeral na Igreja Ortodoxa Grega do vilarejo de Hamoud, na província de Karak. Como o Hugo Gospel mostrou, a Jordânia prendeu os 3 suspeitos do ataque à igreja na segunda feira, dois irmãos e o cunhado deles, localizados em uma casa abandonada.
POR QUE A JORDÂNIA BOMBARDEIA ESTADO ISLÂMICO NA SÍRIA?
A explicação oficial é a retaliação direta. Para o governo, quando a Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria, o país responde a um ataque que atingiu fiéis reunidos em um funeral dentro do próprio território jordaniano, um dos atentados mais graves contra cristãos na região nos últimos anos.
Nenhuma organização reivindicou a autoria do ataque à igreja, mas as autoridades afirmam que os suspeitos tinham ligação com grupos terroristas que atuam do outro lado da fronteira. O rei Abdullah II havia prometido uma resposta firme contra os responsáveis pela violência.

A dimensão da operação ajuda a entender o recado. Ao afirmar que a Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria com mais de 20 terroristas mortos e um depósito de armas destruído, Amã sinaliza que não tratará o atentado como um crime comum, e sim como um ato de guerra de um grupo que segue ativo no sul sírio.
QUAIS SÃO OS NÚMEROS DIVULGADOS PELOS DOIS LADOS?
Os balanços divergem. A Jordânia fala em mais de 20 integrantes do Estado Islâmico mortos. A Defesa Civil da Síria informou que os ataques mataram 7 civis, incluindo 3 crianças e uma mulher, nas províncias de Daraa e Suwayda.
O governo jordaniano lamentou as mortes de civis e afirmou que suas forças adotaram precauções para evitar atingir áreas com pessoas não envolvidas nos confrontos. Al-Momani sustentou que a Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria a partir de alvos de inteligência ligados à ameaça contra o país.
O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou os bombardeios, classificou a operação como violação da soberania e negou que os ataques tenham ocorrido em coordenação com Damasco. Depois da ofensiva, a passagem de Nassib, principal travessia terrestre entre os dois países, foi fechada para passageiros e mercadorias.
COMO A JORDÂNIA BOMBARDEIA ESTADO ISLÂMICO NA SÍRIA AFETA OS CRISTÃOS DA REGIÃO?
Para as comunidades cristãs, o episódio mistura alívio e temor. O alívio vem da resposta rápida ao ataque contra a igreja de Karak, que também motivou orações do papa Leão XIV pelas vítimas nos dias seguintes ao atentado.
O temor vem da escalada. Grupos ligados ao Estado Islâmico seguem capazes de atravessar a fronteira e atingir alvos civis e religiosos, e uma operação aérea com mortes de civis relatadas pode alimentar novas tensões entre Jordânia e Síria.
Enquanto a Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria em resposta ao massacre do funeral, as investigações sobre os três presos continuam. São eles que podem revelar se a célula agia sozinha ou se fazia parte de uma estrutura maior do grupo terrorista no sul da Síria.
A Jordânia já havia participado de coalizões aéreas contra o Estado Islâmico na década passada, quando o grupo controlava territórios extensos na Síria e no Iraque. Desde a queda do califado territorial, células remanescentes passaram a operar em áreas desérticas e fronteiriças, exatamente a faixa onde a operação desta semana se concentrou. É nesse contexto que o caso em que Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria ganha repercussão além do público imediato.
O ataque à igreja de Karak também reacendeu a memória de outros atentados na província, que já foi alvo de ações terroristas no passado. Para as autoridades, impedir que células do outro lado da fronteira se reorganizem é uma questão de segurança interna, e não apenas de política externa. É nesse contexto que o caso em que Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria ganha repercussão além do público imediato.
Diplomatas da região acompanham o risco de a crise escalar para um confronto aberto entre os dois países, que mantêm uma fronteira sensível e um histórico de desconfiança mútua. A Jordânia, aliada tradicional dos Estados Unidos, costuma atuar como estabilizadora do Oriente Médio, e uma operação prolongada em território sírio mudaria esse papel de forma sensível para todos os vizinhos.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (caças F-16 da Força Aérea Real da Jordânia e piloto jordaniano, domínio público)FONTE: Revista Oeste, matéria original sobre os bombardeios, consultada em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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