RESUMO:
- Mais de 150 evangélicos oram por solicitantes de asilo em Chicago em vigília com velas diante de um escritório do ICE no centro da cidade, na noite de segunda feira, 26.
- Pastores e estudantes pediram que quem busca asilo tenha um dia justo no tribunal, em meio à queda das aprovações de asilo na cidade.
- Em Chicago, os casos aprovados caíram de mais de 40% em janeiro de 2025 para 3,3% em 2026, segundo dados do Deportation Data Project citados pelos organizadores.
- O ato alternou orações de pastores, orações em pequenos grupos e hinos, e incluiu pedidos pelos juízes de imigração.
A vigília em que evangélicos oram por solicitantes de asilo em Chicago reuniu membros de igrejas evangélicas, ativistas, pastores e estudantes universitários do outro lado da rua de um escritório do Serviço de Imigração e Alfândega, o ICE, no centro de Chicago. Com velas levantadas, o grupo abriu a noite com uma citação da jornalista Ida B. Wells sobre fazer brilhar a luz para corrigir um erro.
“Deus peregrino, pedimos hoje por justiça”, orou o reverendo David Swanson, que conduziu o início do ato. “Tu, que exiges do teu povo balanças equilibradas e testemunhos verdadeiros, pedimos que intervenhas em favor daqueles para quem a justiça foi adiada e a equidade, negada.” Em tradução livre, a oração resumiu o pedido central da noite: processos justos para quem pede asilo.
POR QUE EVANGÉLICOS ORAM POR SOLICITANTES DE ASILO EM CHICAGO?
Porque os organizadores afirmam que quem busca asilo não recebe mais uma audiência justa. Quando evangélicos oram por solicitantes de asilo em Chicago, o alvo declarado é a queda acentuada das aprovações: em Chicago, a taxa caiu de mais de 40% em janeiro de 2025 para 3,3% em 2026, movimento semelhante ao registrado no restante do país.
Os organizadores também criticam as chamadas audiências coletivas, em que centenas de casos são marcados em uma pauta de três horas, o que, segundo os pastores que oraram no ato, deixa quase nenhum tempo para cada pessoa apresentar o próprio caso. “Estamos vendo caminhos e processos dignos desaparecerem para os nossos vizinhos imigrantes, pessoas que estão tentando seguir a lei”, disse a pastora e escritora Sandra Van Opstal.

O QUE MUDOU NOS TRIBUNAIS DE IMIGRAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS?
Os tribunais de imigração passaram por uma troca ampla no segundo governo Trump, com mais de 100 juízes demitidos e substituídos por novos nomes, muitas vezes inexperientes, segundo a imprensa americana. Em abril, a Casa Branca afirmou que a era da anistia acabou e que agiu para substituir juízes que concediam asilos demais.
Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna afirmou, em mensagem à imprensa, que o sistema de asilo americano nunca foi pensado para ser um programa de anistia disfarçado. Do outro lado, igrejas com congregações de imigrantes relatam o efeito direto da ofensiva: famílias dos próprios bancos das igrejas estão com processos em aberto e vizinhos em busca de regularização.
“Temos famílias imigrantes nos nossos próprios bancos e na nossa comunidade buscando status. São pessoas que conhecemos pelo nome”, disse a pastora Tara Beth Leach, da igreja Good Shepherd Lutheran, que levou um ônibus de membros ao ato. A igreja dela trabalha com imigrantes por meio do escritório local da World Relief e realizou eventos sobre imigração depois da operação do ICE na região de Chicago no ano passado.
COMO FOI A VIGÍLIA EM CHICAGO?
A noite alternou orações de pastores no microfone, orações em pequenos grupos e hinos como “This Little Light of Mine” e “Raise a Hallelujah”. Os participantes oraram por quem enfrenta audiências de asilo, pelas famílias e também pelos juízes responsáveis pelos casos.
“Que a justiça role, que a dignidade reine, que haja um dia justo no tribunal”, orou o pastor Jonathan Brooks, da Lawndale Community Church. O pastor Paco Amador, da New Life Community Church, afirmou que todos no processo de asilo merecem um dia justo no tribunal e celebrou a união de cristãos de origens diferentes na vigília.
O ato ocorre em um país em que os evangélicos estão divididos sobre imigração: uma pesquisa de 2025 da Lifeway Research mostrou 44% deles vendo imigrantes recentes como um peso para os recursos do país e 43% como uma ameaça à segurança. Iniciativas de presença cristã no tema, como os capelães eleitorais que atuarão nas midterms, mostram que a fé segue no centro do debate público americano.
No fim da noite, o fato que fica é o da vigília: evangélicos oram por solicitantes de asilo em Chicago com velas acesas diante do escritório do ICE, pedindo processos justos em um momento em que as aprovações despencaram. Para os organizadores, a oração pública é a forma de manter o tema visível enquanto os casos seguem nos tribunais.
Para muitos participantes, foi a primeira vez em um ato público. Um membro da igreja Good Shepherd afirmou que as mudanças na fiscalização tornaram o país menos acolhedor, o que conflita com suas crenças, e que a vigília parecia o lugar certo para estar. É esse perfil, de fiéis comuns e não de ativistas profissionais, que os organizadores destacam quando evangélicos oram por solicitantes de asilo em Chicago diante do escritório do ICE.
Os organizadores afirmam que novas vigílias devem acontecer enquanto as audiências coletivas continuarem. A cada edição, o gesto se repete: evangélicos oram por solicitantes de asilo em Chicago, cantam hinos e levam os nomes de famílias concretas, conhecidas das congregações locais. Para os pastores envolvidos, é essa concretude, e não um debate abstrato sobre política migratória, que sustenta o movimento.
A vigília também expõe a divisão entre os próprios evangélicos americanos. De um lado, pesquisas mostram uma base fortemente favorável ao controle rígido da imigração; de outro, igrejas com congregações imigrantes relatam medo e processos parados. O ato em que evangélicos oram por solicitantes de asilo em Chicago é a face pública desse segundo grupo, que usa a oração como linguagem de protesto e de acolhimento ao mesmo tempo.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Religion News Service (vigília com velas em Chicago, foto de Bob Smietana) e Wikimedia Commons (centro de Chicago, CC0)FONTE: Religion News Service, matéria original sobre a vigília, consultada em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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