RESUMO:
- O cardeal de Chicago homenageia doador pró-aborto em jantar de arrecadação para um seminário, e líderes católicos pedem que a Arquidiocese de Chicago cancele a homenagem.
- O homenageado é o bilionário Michael Sacks, cuja fundação familiar destinou, segundo a imprensa americana, 500 mil dólares à Planned Parenthood de Illinois entre 2020 e 2022.
- Sacks e a esposa também teriam doado 600 mil dólares a um fundo de acesso ao aborto criado com o governo de Illinois, conforme reportagem de setembro.
- O cardeal Blase Cupich defendeu a homenagem em comunicado, afirmando que o prêmio reconhece a liderança comunitária e o diálogo inter-religioso, e não endossa todas as posições do homenageado.
A polêmica em que o cardeal de Chicago homenageia doador pró-aborto envolve o jantar Rerum Novarum Awards, marcado para 29 de outubro em benefício do Seminário Mundelein, que forma futuros padres. O cardeal Blase Cupich, arcebispo de Chicago, deve reconhecer o bilionário Michael Sacks, conselheiro da Fundação Obama e um dos grandes doadores democratas do estado.
Segundo a imprensa americana, a fundação da família Sacks concedeu 500 mil dólares à Planned Parenthood de Illinois entre 2020 e 2022, e Sacks e a esposa Cari doaram 600 mil dólares a um fundo estadual de apoio ao acesso ao aborto. A Planned Parenthood é a maior rede de aborto dos Estados Unidos, e a doutrina católica se opõe ao aborto de forma histórica e explícita.
POR QUE O CARDEAL DE CHICAGO HOMENAGEIA DOADOR PRÓ-ABORTO NO JANTAR DO SEMINÁRIO?
Porque críticos veem incoerência em premiar, em um evento para formar padres, um financiador de organizações de aborto. A organização CatholicVote e outros líderes católicos pediram publicamente que a Arquidiocese de Chicago cancele o prêmio, argumentando que a homenagem entra em choque com o ensinamento da Igreja.
O caso repete, cerca de um ano depois, outra controvérsia de Cupich: a intenção de homenagear o senador Dick Durbin, defensor do direito ao aborto, gerou críticas de bispos e terminou com Durbin recusando o prêmio de conjunto da obra após a repercussão. Para os críticos, quando o cardeal de Chicago homenageia doador pró-aborto pela segunda vez em um ciclo curto, o problema deixa de ser um episódio e vira um padrão.

O QUE DISSE O CARDEAL CUPICH EM SUA DEFESA?
Em comunicado divulgado na segunda feira, 26, Cupich explicou que neste ano será acrescentado o Prêmio Nostra Aetate, nome da declaração do Concílio Vaticano II sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs. Segundo ele, o prêmio afirma o valor que a Igreja dá às relações inter-religiosas, homenageando membros de comunidades não cristãs por sua liderança.
“O homenageado deste ano é o senhor Michael Sacks, um líder respeitado em Chicago e na comunidade judaica”, escreveu o cardeal. Na defesa, ele sustenta que reconhecer alguém por liderança e serviço à comunidade não constitui endosso de todas as suas posições, e sim um gesto de respeito mútuo e de abertura ao diálogo.
A argumentação coloca o prêmio no terreno do diálogo inter-religioso, e não no do aborto. Os críticos respondem que o valor e o histórico das doações tornam impossível separar as duas coisas, sobretudo em um jantar cuja finalidade é financiar a formação de padres.
O QUE ACONTECE AGORA COM A HOMENAGEM EM CHICAGO?
O jantar está mantido para 29 de outubro, e a arquidiocese não anunciou mudança até o momento. A pressão pública, porém, repete a dinâmica do caso Durbin, em que a repercussão entre bispos e fiéis levou o homenageado a desistir do prêmio antes da cerimônia.
O episódio se conecta a um debate maior sobre coerência pública nas homenagens católicas, tema que também apareceu quando bispos da Polônia rejeitaram projetos de aborto e quando bispos pediram desculpas por um vídeo de oração por Trump na Casa Branca, em outro contexto de tensão entre gesto público e leitura política.
Para os organizadores do seminário, o jantar é uma arrecadação essencial. Para os críticos, o custo reputacional de manter a homenagem supera o benefício financeiro. Entre um polo e outro, o cardeal de Chicago homenageia doador pró-aborto virou o novo capítulo da disputa sobre os limites das homenagens públicas na Igreja americana.
O desfecho será conhecido até quinta feira: ou o prêmio é entregue como anunciado, com a defesa inter-religiosa de Cupich prevalecendo, ou a pressão repete o roteiro de Durbin. Por ora, o fato é que o cardeal de Chicago homenageia doador pró-aborto em evento de seminário colocou Chicago no centro do debate católico dos Estados Unidos nesta semana.
A controvérsia também tem um componente financeiro evidente: o jantar do Seminário Mundelein é uma das principais arrecadações da arquidiocese, e homenageados com grande capacidade de doação ajudam a encher a sala. Críticos respondem que é justamente essa lógica que a Igreja deveria recusar quando o cardeal de Chicago homenageia doador pró-aborto ligado à maior rede de aborto do país.
Fiéis leigos de Chicago começaram a circular cartas e abaixo-assinados pedindo o cancelamento, enquanto outros católicos defendem a posição de Cupich como coerente com a tradição de diálogo da Igreja. A divisão mostra que, quando o cardeal de Chicago homenageia doador pró-aborto, a discussão real é sobre o que uma homenagem pública significa: reconhecimento de serviço comunitário ou sinal de aprovação moral.
Até a noite desta terça, a arquidiocese mantinha a programação e o comunicado de Cupich como sua última palavra. Com o jantar marcado para quinta feira, qualquer mudança teria de ser anunciada em horas. O caso em que o cardeal de Chicago homenageia doador pró-aborto deve, portanto, ter um desfecho rápido, e o resultado dirá muito sobre o peso da pressão de bispos e fiéis nas decisões de Chicago.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (cardeal Blase Cupich, CC BY 2.0, e o cardeal em marcha pela paz em Chicago, domínio público)FONTE: Fox News, matéria original sobre a polêmica, consultada em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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