RESUMO:
- Flávio Bolsonaro publica carta à nação nesta quarta-feira (28), em sua conta oficial no X, e se declara “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, em “exílio” nos Estados Unidos.
- Na carta, ele alega fraude na eleição sem apresentar provas; o resultado oficial do TSE é de Lula com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% dele.
- Ele agradece a Javier Milei e a Donald Trump, nega ter fugido e diz que saiu do Brasil para não ser calado, preso e censurado como o pai, Jair Bolsonaro.
- Anuncia que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e indica o senador Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado.
O senador Flávio Bolsonaro publica carta à nação brasileira nesta quarta-feira (28), em sua conta oficial no X, no primeiro pronunciamento público desde que chegou aos Estados Unidos. No texto, apresentado como nota do “legítimo presidente eleito do Brasil, em exílio”, ele contesta o resultado da eleição, agradece ao presidente argentino Javier Milei e a Donald Trump e promete comandar a oposição ao governo Lula a partir do exterior, com pronunciamentos regulares nos próximos dias.
A repercussão foi imediata. Em poucas horas, a publicação ultrapassou 350 mil visualizações, com cerca de 48 mil curtidas e quase 14 mil reposts, segundo os contadores da própria plataforma. O texto, divulgado em três imagens com as páginas da carta, também foi compartilhado pelo aliado Paulo Figueiredo em seu perfil, o que ampliou a circulação do documento entre apoiadores dentro e fora do Brasil.
POR QUE FLÁVIO BOLSONARO PUBLICA CARTA À NAÇÃO E SE DECLARA PRESIDENTE ELEITO?
Na abertura, ele se dirige ao povo brasileiro e à comunidade internacional “como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Ao mesmo tempo em que Flávio Bolsonaro publica carta ao país, ele agradece a Javier Milei “pela coragem, senso de justiça e legalidade” na Argentina e a Donald Trump e ao povo americano pelo acolhimento. Os Estados Unidos são descritos por ele como uma terra de liberdades, e Trump, como um grande defensor da liberdade de expressão.
“Não era minha intenção deixar minha pátria”, escreveu o senador. Segundo ele, a família foi levada aos Estados Unidos em busca de segurança jurídica, porque, calado, preso e censurado como o pai, ele não poderia liderar a oposição. A frase central do documento resume a tese que ele quer fixar: “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”.

CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA 🇧🇷
28.10.26
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) 28 de outubro de 2026 O QUE ELE ALEGA SOBRE FRAUDE, PERSEGUIÇÃO E A SAÍDA DO BRASIL?
Na carta em que Flávio Bolsonaro publica carta à nação, ele alega que houve fraude eleitoral na noite de domingo: fala em “impossibilidade matemática” e afirma que Lula acrescentou mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Ele também critica a prorrogação do horário de votação, que atribui a uma decisão do STF por cima do TSE, e acusa o governo de abuso de poder político e econômico e de uso da máquina pública, o que, na avaliação dele, justificaria a cassação da chapa Lula-Alckmin.
A carta não apresenta provas das alegações. O resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral, com 100% das seções totalizadas, é de Lula com 51,79% dos votos válidos (64.256.232 votos), contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (59.826.041 votos), uma diferença de 4.430.191 votos.
É nesse contexto que Flávio Bolsonaro publica carta com ataques ao Supremo: diz que, 7 minutos após o resultado, um ministro, sem citar o nome, em referência a Alexandre de Moraes, pôs em andamento a “máquina de perseguição política”, e chama o ministro de suspeito e impedido de origem. Afirma ainda que a perseguição começou com Jair Bolsonaro e se espalhou, e que não existe mandado de prisão contra ele “porque eu não cometi nenhum crime”.
O senador descreve o que chama de roteiro de perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e condenação política. E compara a própria saída às de nomes históricos e atuais da oposição no exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado. Três dias depois do segundo turno, Flávio Bolsonaro publica carta para se colocar nessa linhagem de líderes fora do país.
O QUE ELE ANUNCIA PARA A OPOSIÇÃO NOS PRÓXIMOS DIAS?
A parte final é de anúncio político. “Liderarei a oposição daqui”, promete o senador, ao confirmar que pretende comandar a resistência ao governo Lula a partir dos Estados Unidos. No documento em que Flávio Bolsonaro publica carta à nação, ele indica ainda o senador Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado, movimento que projeta a disputa interna da oposição para dentro do Congresso.
Ele faz um apelo às instituições brasileiras e à comunidade internacional: “não normalizem o que está acontecendo no Brasil”. Promete pronunciamentos regulares e uma estratégia de mobilização pacífica e legítima a ser apresentada nos próximos dias. Para os aliados, o gesto tem endereço certo: Flávio Bolsonaro publica carta também para manter a base mobilizada enquanto define os próximos passos fora do país. E encerra com a frase que os apoiadores passaram a replicar: “Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros… Que Deus abençoe o Brasil.”
COMO A CARTA SE CONECTA COM A SAÍDA DO BRASIL E O POUSO EM MIAMI?
A carta é o desfecho público de uma semana de movimentos. Como o Hugo Gospel mostrou, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após o segundo turno, em rota articulada com aliados nos Estados Unidos, e o avião em que ele estava pousou em Miami depois de passar pela Argentina e pelo Equador. Enquanto Flávio Bolsonaro publica carta do exterior, no Brasil o irmão Carlos Bolsonaro visitou Jair Bolsonaro na prisão domiciliar e disse que o pai está forte e não pensa em desistir.
No primeiro pronunciamento público desde a chegada aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro publica carta para fixar a própria versão dos fatos antes que aliados e adversários ocupem o espaço. A estratégia declarada combina pressão internacional, mobilização dos apoiadores e a disputa pela liderança da oposição, agora travada a partir do exterior, com Rogério Marinho como nome dele para o Senado.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Capa com a foto padrão do senador Flávio Bolsonaro (Arquivo Hugo Gospel) e a Casa Branca, em Washington (Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0); foto de arquivo de Donald Trump com Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Paulo Figueiredo no Salão Oval (domínio público, Wikimedia Commons).FONTE: Publicação oficial de Flávio Bolsonaro no X (@FlavioBolsonaro), em 28/10/2026; íntegra da carta conferida nas reproduções da VEJA e do Opinião Brasília; resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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