RESUMO:
- Um balanço da Portas Abertas Brasil mostra como estão os cristãos em Mianmar um ano após terremotos de magnitude 7,7 a 7,9 que devastaram Sagaing e Mandalay em 28 de março de 2025.
- O pastor Joshua, parceiro local da organização, estava em um treinamento em aldeia remota do Norte e só falou com a família mais de um dia depois, após viajar por florestas e rios.
- Uma equipe de Resposta Rápida levou alimentos, tendas, água, medicamentos e apoio emocional, e treinamentos de cura de traumas ajudaram fiéis a voltar aos prédios das igrejas.
- Mianmar é o 14º país da Lista Mundial da Perseguição 2026, e a igreja do pastor Joshua, restaurada, hoje precisa de dois horários de cultos aos domingos.
Mais de um ano depois do desastre, a reconstrução em Mianmar é física, emocional e espiritual. Em relatório publicado em 24 de outubro, a Portas Abertas Brasil descreve a rotina dos cristãos em Mianmar um ano após terremotos de magnitude 7,7 a 7,9 que atingiram o país em 28 de março de 2025, com epicentro em Sagaing, perto de Mandalay. Entre escombros, trauma e perseguição, igrejas foram restauradas e comunidades voltaram a se reunir.
COMO OS CRISTÃOS EM MIANMAR UM ANO APÓS TERREMOTOS VIVERAM O DIA DO DESASTRE?
No dia do terremoto, o pastor Joshua, parceiro local da Portas Abertas, participava de um treinamento de preparação para perseguição em uma aldeia remota do Norte do país. Foi lá que um morador chegou correndo para avisar que Sagaing e Mandalay haviam sido devastadas pelo abalo, enquanto a igreja e a família do pastor estavam justamente na região atingida.
Sem sinal de telefone na aldeia, Joshua e os anciãos viajaram por florestas e rios em busca de comunicação. As tentativas falharam por mais de um dia, até que ele conseguiu falar com a família e soube que a igreja estava quase desabando, mas que todos estavam vivos. O pastor relatou que um grande peso saiu do coração dele naquele momento, alívio que marca o início da história dos cristãos em Mianmar um ano após terremotos.
Mesmo abalado, Joshua voltou ao vilarejo e continuou ensinando no treinamento, que preparava cristãos para resistir biblicamente à perseguição. Segundo o relato, enquanto falava sobre tempestades, ele se sentia fortalecido por dentro, e orientou à distância os líderes das igrejas a identificar os membros afetados, avaliar os danos e distribuir alimentos e itens essenciais.

O QUE A RESPOSTA RÁPIDA E A CURA DE TRAUMAS MUDARAM NAS IGREJAS?
Enquanto os hospitais lotavam, parceiros locais da Portas Abertas formaram uma equipe de Resposta Rápida, que levou ajuda prática aos sobreviventes: alimentos, tendas, água, medicamentos e apoio emocional. Os tremores secundários continuaram por semanas, e muitos cristãos dormiram nas ruas, expostos ao frio e à chuva, com medo de voltar para dentro dos prédios.
O passo seguinte foi tratar o trauma. Treinamentos de cura de traumas ajudaram os fiéis a superar o medo de entrar em edifícios danificados e restauraram a confiança para voltar às igrejas. De acordo com o pastor Joshua, muitos só conseguiram retornar aos cultos depois desse cuidado. É esse processo, de socorro imediato seguido de acompanhamento, que explica a retomada dos cristãos em Mianmar um ano após terremotos.
A ajuda externa também deixou marcas concretas. A igreja brasileira foi citada no relatório pelo apoio a vítimas do desastre, incluindo a construção de um poço para uma comunidade atingida. Em um país sob regime militar desde 2021 e marcado pela pobreza extrema em várias regiões, esse tipo de suporte prático virou parte do testemunho das igrejas locais.
O relatório também registra o esforço das igrejas para mapear a própria comunidade depois do desastre. Líderes locais foram orientados a identificar quem havia sido afetado, avaliar os danos de cada família e priorizar cristãos novos na fé que viviam em extrema pobreza. Esse trabalho de triagem, feito por quem conhecia os bairros e as congregações, permitiu que a ajuda chegasse primeiro a quem tinha perdido casa, renda e documentos no abalo.
POR QUE OS CRISTÃOS EM MIANMAR UM ANO APÓS TERREMOTOS SEGUEM SOB PRESSÃO?
O desastre natural se somou a um cenário que já era difícil. Mianmar ocupa a 14ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026, da Portas Abertas, que mede onde seguir Jesus custa mais caro. A pressão sobre os cristãos birmaneses não vem só dos escombros, e sim de um ambiente de vigilância e hostilidade que antecede o terremoto. Como o Hugo Gospel mostrou em outro front da mesma crise global, ataques mataram 60 cristãos na Etiópia, em um retrato de comunidades de fé sob ameaça em diferentes continentes.
Ainda assim, o relatório registra um movimento inesperado. Segundo Joshua, muitas pessoas se sentiram abandonadas por líderes de religiões tradicionais e, ao receber ajuda prática dos cristãos, passaram a reconhecer nesse cuidado um amor genuíno. O pastor afirma que corações e mentes ficaram sedentos para saber quem Deus é, e que esse interesse abriu portas para o evangelho nas comunidades atendidas.
A igreja do próprio Joshua, danificada pelo abalo, teve parte da estrutura restaurada com o apoio de parceiros locais. Hoje, segundo ele, o templo recebe tanta gente que é preciso realizar dois horários de cultos aos domingos. O balanço dos cristãos em Mianmar um ano após terremotos termina, portanto, com reconstrução em andamento: prédios sendo refeitos, traumas sendo tratados e uma comunidade que segue se reunindo em um dos países mais difíceis do mundo para ser cristão.
A Portas Abertas mantém ainda pedidos de oração pelas vítimas: firmeza na fé dos cristãos locais, cura emocional dos afetados e intercessão pelas pessoas que passaram a buscar a Deus depois do desastre. O relatório foi publicado agora, em outubro, como um balanço de acompanhamento, e não como notícia de um fato novo, justamente para mostrar o que aconteceu com as comunidades depois que as câmeras do socorro emergencial foram embora.
O relatório se encerra com pedidos de oração e com o convite para que igrejas de outros países sigam sustentando as comunidades birmanesas. A história dos cristãos em Mianmar um ano após terremotos é, ao mesmo tempo, um registro de destruição e de permanência: um ano depois, os cristãos em Mianmar um ano após terremotos seguem de pé, reconstruindo templos e rotinas.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (prédio inclinado pelos danos do terremoto em Mandalay, CC BY 4.0, capa, e ponte danificada na rodovia Yangon Mandalay, CC BY 4.0, imagem de meio)FONTE: Portas Abertas Brasil, matéria original de balanço sobre os cristãos birmaneses após os terremotos de 2025, consultada em 28 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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