RESUMO: Uma jornalista abordada ao vivo no Congresso virou o assunto desta sexta-feira (30) em Brasília. Déborah Sena, repórter da Auri Verde Brasil, participava de uma transmissão ao vivo no Anexo IV da Câmara dos Deputados quando um policial legislativo entrou no link para questionar se ela tinha autorização para permanecer no local. O episódio foi assistido em tempo real pelos espectadores, se espalhou pelas redes sociais e terminou o dia com uma nota de repúdio da AJOIA Brasil, a associação de jornalistas independentes.
A jornalista abordada ao vivo no Congresso relatou que estava no local desde as 8 horas da manhã, trabalhando com a credencial do Congresso, quando a abordagem aconteceu diante das câmeras. O trecho da transmissão foi republicado por perfis de notícias no Instagram e somava, na checagem desta reportagem, mais de 13 mil curtidas, cerca de 1,3 mil comentários e mais de 2 mil repostagens. Veículos como o Metrópoles também repercutiram as imagens.
O caso da jornalista abordada ao vivo no Congresso reacendeu, no mesmo dia, o debate sobre as condições de trabalho da imprensa dentro do Legislativo e sobre os limites da atuação da segurança da Casa diante de profissionais credenciados.
O QUE ACONTECEU NA TRANSMISSÃO AO VIVO?
Déborah Sena participava, de uma área externa do Congresso Nacional, de uma entrevista conduzida do estúdio pelo apresentador Alexandre Pittoli com o deputado federal Sanderson, do PL do Rio Grande do Sul. O relógio exibido na tela da transmissão marcava cerca de 10h52 quando a movimentação ao redor dela começou.
Segundo a descrição publicada pela própria Auri Verde Brasil, duas servidoras da Câmara fizeram uma denúncia contra a jornalista, e um agente da Polícia Legislativa foi acionado. Ainda de acordo com a emissora, o policial se aproximou da repórter durante o link, questionou se ela tinha autorização para permanecer no local e chegou a entrar na transmissão ao vivo, diante do entrevistado e dos espectadores.
Enquanto o apresentador acompanhava tudo do estúdio, a repórter passou a relatar no ar o que acontecia ao redor dela. Foi assim que o público assistiu, em tempo real, ao momento em que a jornalista abordada ao vivo no Congresso discutia com o agente. Assista ao trecho que circulou nas redes:
O QUE A REPÓRTER DISSE DURANTE A ABORDAGEM?
Ao vivo, Déborah Sena disse que não estava reclamando do trabalho do policial, e sim do procedimento adotado. “Eu estou dizendo que as pessoas não sabem o que é liberdade de imprensa nesse país”, afirmou a repórter, ao defender o direito de seguir na transmissão.
Ela apresentou a credencial que portava. “Está aqui a minha credencial do Congresso”, disse, ao lembrar que chegou cedo justamente para passar pela verificação da Casa. A jornalista abordada ao vivo no Congresso também explicou que, concentrada na tela, não podia interromper o link para atender ao agente naquele momento.

Antes de encerrar, ela pediu a identificação do policial e avisou que faria um novo boletim de ocorrência, também contra as servidoras que, segundo ela, atrapalharam o seu trabalho. “É brincadeira isso, gente”, repetiu a repórter, ainda no ar.
POR QUE A JORNALISTA ABORDADA AO VIVO NO CONGRESSO REACENDEU O DEBATE SOBRE LIBERDADE DE IMPRENSA?
Na descrição do vídeo oficial, a Auri Verde Brasil tratou o caso como um “novo episódio” envolvendo a sua correspondente em Brasília. Segundo a emissora, portanto, a jornalista abordada ao vivo no Congresso já havia passado por situação semelhante em outra cobertura, o que amplia a discussão para além do fato isolado desta sexta-feira.
O ponto central do debate é o trabalho de profissionais credenciados dentro do Congresso. Repórteres de veículos de todos os tamanhos cobrem diariamente a Câmara e o Senado, e a credencial é o instrumento que autoriza essa permanência. Quando um profissional credenciado é questionado no meio de uma transmissão, a discussão deixa de ser operacional e passa a ser sobre o direito de informar.
Os bastidores do jornalismo ao vivo, aliás, têm ganhado visibilidade também por cenas opostas à desta sexta. Nesta semana, o Hugo Gospel mostrou o apresentador Leandro Magalhães, do SBT News, deixando a bancada para valorizar a própria equipe em plena transmissão. Nos dois casos, é o trabalho fora do roteiro que acaba contando a história.
O QUE DIZ A NOTA DE REPÚDIO DA ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS?
A AJOIA Brasil, a Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados, publicou nesta sexta-feira (30) uma nota de repúdio ao episódio. No texto, a entidade afirma que a jornalista foi constrangida e impedida de exercer o trabalho durante a transmissão, em frente ao Congresso Nacional, e declara solidariedade integral a Déborah Sena e à Auri Verde Brasil.
A associação exige que o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, prestem esclarecimentos públicos imediatos sobre o caso da jornalista abordada ao vivo no Congresso: quem ordenou a retirada da jornalista, sob qual justificativa e com que fundamento legal.
O Hugo Gospel deixa o espaço aberto para a manifestação da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e da Polícia Legislativa sobre o episódio.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Frames da transmissão ao vivo da Auri Verde Brasil, reproduzidos a partir de reel publicado por @rip_esquerda no Instagram.FONTE: Transmissão ao vivo da Auri Verde Brasil de 30 de outubro de 2026 e descrição oficial do vídeo da emissora no YouTube; nota de repúdio da AJOIA Brasil, de 30 de outubro de 2026; reel de @rip_esquerda no Instagram.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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