RESUMO:
- Segundo a Revista Oeste, o Ibovespa queima quase R$ 1 trilhão em uma semana depois da reeleição do presidente Lula: em cinco pregões, o valor de mercado das empresas da B3 caiu de cerca de R$ 5,684 trilhões para R$ 4,721 trilhões, perda de aproximadamente R$ 963 bilhões, conforme levantamento da consultoria Elos Ayta citado pela reportagem.
- O Ibovespa encerrou a sexta-feira (30) aos 167.921,80 pontos, com queda acumulada de 18,12% na semana, o pior desempenho desde março de 2020, no início da pandemia. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno, o índice acionou o circuit breaker e fechou em baixa de cerca de 13,9%.
- O dólar comercial fechou a R$ 5,446, com alta de 9,15% na semana, a maior valorização desde outubro de 2008. Investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 7,6 bilhões nos três primeiros pregões, segundo dados da B3 citados pela Revista Oeste.
- A taxa do DI com vencimento em janeiro de 2031 saltou de cerca de 12,64% para 15,3%. Simpar e Movida perderam cerca de 70%, e o Itaú encolheu R$ 109 bilhões. É a dimensão da semana em que o Ibovespa queima quase R$ 1 trilhão em uma semana.
Cinco pregões bastaram para apagar da Bolsa brasileira um valor maior que o da Petrobras inteira. Segundo a Revista Oeste, o Ibovespa queima quase R$ 1 trilhão em uma semana, em reação dos investidores ao resultado do segundo turno e às expectativas para a política econômica do próximo mandato.
QUAIS FORAM OS NÚMEROS DA PIOR SEMANA DA BOLSA DESDE A PANDEMIA?
De acordo com a Revista Oeste, a queda de 18,12% do Ibovespa na semana foi a quinta maior registrada desde a implantação do Plano Real, em 1994. O desempenho ficou próximo de episódios como outubro de 1997, na crise asiática, com baixa de 22,17%, outubro de 2008, na crise financeira internacional, com 20,01%, e março de 2020, no início da pandemia, com 18,88%.
A reação começou logo depois da confirmação da vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno, realizado em 25 de outubro. Na segunda-feira (26), o índice chegou a perder mais de 17% durante as negociações, acionou o mecanismo de interrupção temporária conhecido como circuit breaker e encerrou o dia com desvalorização de aproximadamente 13,9%, segundo a reportagem.
A perda de valor de mercado, de cerca de R$ 963 bilhões, superou o valor da Petrobras, estimado em R$ 734 bilhões. Na leitura da Revista Oeste, a desvalorização equivale ao desaparecimento de uma Petrobras inteira, acrescida de aproximadamente R$ 229 bilhões. É a conta que resume a semana em que o Ibovespa queima quase R$ 1 trilhão em uma semana.

COMO DÓLAR, JUROS FUTUROS E CAPITAL ESTRANGEIRO SE MOVERAM NA SEMANA?
O dólar avançou 9,15% nos cinco dias e fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,446, depois de subir 1,09% no último pregão. Segundo a reportagem, quem tinha R$ 1 mil comprava cerca de US$ 199 antes do segundo turno, com a moeda perto de R$ 5,00, e passou a comprar aproximadamente US$ 184, uma perda de poder de compra em dólares de cerca de 8,4%.
Nos juros futuros, a taxa dos contratos de DI com vencimento em janeiro de 2031 passou de aproximadamente 12,64% para 15,3% durante a semana. Juros mais altos elevam o custo de financiamento de empresas e do governo e reduzem o valor presente dos lucros futuros, pressionando os preços das ações, especialmente de companhias endividadas dos setores de varejo, construção, locação de veículos, tecnologia e serviços.
A saída de capital estrangeiro aprofundou o movimento: retirada líquida de aproximadamente R$ 7,6 bilhões nos três primeiros pregões, segundo dados da B3. A Revista Oeste atribui a virada à frustração de expectativas de parte dos investidores, que durante a campanha apostava em mudança de orientação econômica a partir de 2027. É o pano de fundo financeiro da semana em que o Ibovespa queima quase R$ 1 trilhão em uma semana.
POR QUE IBOVESPA QUEIMA QUASE R$ 1 TRILHÃO EM UMA SEMANA E QUAIS EMPRESAS MAIS CAÍRAM?
Entre as maiores quedas, Simpar e Movida perderam cerca de 70% na semana, a Vamos recuou aproximadamente 62,9%, o Magazine Luiza caiu cerca de 58,2%, a Cosan perdeu 55,2% e a C&A, 52,7%, segundo a reportagem. Hapvida, Cyrela e MRV também caíram mais de 50%, a Localiza recuou cerca de 46,9%, a B3 perdeu mais de 43% e o BTG Pactual, aproximadamente 35,6%. Na contramão, exportadoras como Suzano, com alta de cerca de 17%, WEG e Embraer escaparam, beneficiadas pelo dólar. É o retrato setorial da semana em que o Ibovespa queima quase R$ 1 trilhão em uma semana.
A preocupação central dos investidores, segundo analistas citados pela Revista Oeste, está nas contas públicas. Dados do Banco Central divulgados na quinta-feira (29) mostram juros nominais do setor público de R$ 1,205 trilhão em 12 meses até setembro, equivalentes a 8,99% do PIB, déficit nominal de R$ 1,275 trilhão, ou 9,51% do PIB, e dívida bruta de R$ 11,1 trilhões, correspondentes a 82,9% do PIB. As estatais do levantamento registraram déficit primário de R$ 3,4 bilhões em setembro.
O governo sustenta que mantém compromisso com a responsabilidade fiscal, mas, na leitura da reportagem, os investidores aguardam medidas concretas e previsibilidade sobre a política econômica do próximo mandato. O câmbio já vinha pressionado no país, como mostrou o portal ao registrar que o dólar sobe com incertezas da política fiscal. Os números e a interpretação do movimento são os apresentados pela Revista Oeste, com dados da Elos Ayta, da B3 e do Banco Central.
Para consumidores e empresas, os efeitos práticos passam por importados mais caros, crédito mais custoso e decisões de investimento adiadas, ainda que o repasse cambial aos preços dependa de estoques, contratos e políticas de preço, como observa a própria reportagem. O fato documentado pela Revista Oeste é um só: Ibovespa queima quase R$ 1 trilhão em uma semana.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, CC BY 2.0, e prédios da região da Berrini, em São Paulo, à noite, CC BY 2.0)FONTE: Revista Oeste, matéria original sobre a perda de quase R$ 1 trilhão em valor de mercado da B3 na semana seguinte à reeleição de Lula, com dados da consultoria Elos Ayta, da B3 e do Banco Central, consultada em 31 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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