RESUMO:
- Segundo a Revista Oeste, a candidata à Prefeitura de Berlim admite medo de apoiadores do Hamas dentro do ambiente político do próprio partido: Elif Eralp, candidata do Die Linke ao governo de Berlim, admitiu em mensagens privadas temer pela segurança dela e da família por causa de apoiadores do Hamas nesse meio.
- A revelação foi publicada pela Der Spiegel na quinta-feira (29), segundo a Oeste. O documento de revisão da entrevista voltou aos jornalistas com comentários internos da equipe, nos quais a candidata temia identificar publicamente pessoas ligadas ao extremismo palestino e citava o militante Ibrahim Ibrahim.
- “Não posso colocar a mim mesma e minha família em perigo por causa da Der Spiegel”, escreveu Eralp, segundo a imprensa alemã citada pela Oeste. “Não quero citar nomes específicos, meu marido, e eu também não. Ele tem medo dessas pessoas, e eu também”, afirmou a política, que disse ainda já ter recebido orientações da polícia criminal de Berlim para evitar mencionar publicamente determinados indivíduos.
- A controvérsia se agravou com a informação de que Eralp precisará de proteção policial durante um congresso do próprio partido, marcado para este sábado (31). O episódio ocorre enquanto o Die Linke negocia uma coalizão com o SPD e os Verdes para governar a capital, no caso em que a candidata à Prefeitura de Berlim admite medo de apoiadores do Hamas.
Uma entrevista revista com pressa virou crise política na Alemanha. Segundo a Revista Oeste, a candidata à Prefeitura de Berlim admite medo de apoiadores do Hamas em mensagens que nunca deveriam ter chegado aos jornalistas, e agora precisará de proteção policial no congresso da própria legenda, marcado para este sábado (31) em Berlim.
COMO AS MENSAGENS PRIVADAS DA CANDIDATA FORAM PARAR NA IMPRENSA?
De acordo com a Revista Oeste, o escândalo começou em uma entrevista de Eralp à Der Spiegel, na qual os jornalistas a questionaram sobre episódios de antissemitismo no Die Linke e sobre as relações de integrantes do partido com ativistas pró-palestinos considerados extremistas pelas autoridades alemãs. Entre os nomes mencionados estava Ibrahim Ibrahim, militante palestino conhecido pela atuação em organizações radicais em Berlim.
Inicialmente, Eralp reconheceu que havia problemas envolvendo determinados militantes. Quando recebeu a transcrição da entrevista para revisão, porém, sua equipe tentou retirar uma pergunta que mencionava diretamente Ibrahim e a resposta afirmativa da candidata. O problema é que o documento devolvido aos jornalistas continha também os comentários internos, destinados apenas à equipe dela.
Nas mensagens, ela escreveu que nunca deveria ter dado a entrevista e perguntou se seria possível cancelá-la. A Der Spiegel publicou as informações por considerá-las de relevância política, segundo a Oeste. É a origem do caso em que a candidata à Prefeitura de Berlim admite medo de apoiadores do Hamas.

QUEM É IBRAHIM IBRAHIM, O MILITANTE CITADO NAS MENSAGENS?
Segundo a Revista Oeste, Ibrahim Ibrahim, de 69 anos, é apontado por organizações de monitoramento do extremismo como apoiador da Frente Popular para a Libertação da Palestina, a FPLP, classificada como terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Ele também atua no Comitê Nacional Palestino Unido, que, segundo a inteligência de Berlim, reúne apoiadores de organizações extremistas palestinas, incluindo o Hamas e a FPLP. É o ambiente descrito nas mensagens em que a candidata à Prefeitura de Berlim admite medo de apoiadores do Hamas.
Em 2025, durante uma manifestação na capital alemã, Ibrahim teria homenageado Yahya Sinwar, apontado como um dos principais responsáveis pelo planejamento dos ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, com aproximadamente 1.200 mortos e centenas de sequestrados. Segundo a reportagem, ele descreveu Sinwar como herói e mártir. Sinwar foi morto pelas forças israelenses em outubro de 2024, no contexto em que a candidata à Prefeitura de Berlim admite medo de apoiadores do Hamas de pessoas ligadas a esse meio.
Apesar dessas posições, Ibrahim foi visto em setembro deste ano em uma comemoração eleitoral do Die Linke no bairro de Neukölln, ao lado de integrantes do partido, entre eles Vanessa Emde, representante da legenda conhecida por críticas contundentes a Israel. A própria reportagem registra a ressalva: a presença de Ibrahim em eventos partidários não constitui, por si só, prova de vínculos institucionais do Die Linke com o Hamas.
POR QUE CANDIDATA À PREFEITURA DE BERLIM ADMITE MEDO DE APOIADORES DO HAMAS E RECEBERÁ PROTEÇÃO POLICIAL?
As autoridades alemãs decidiram colocar Eralp sob proteção policial durante o congresso regional do Die Linke, previsto para o Dong Xuan Center, no distrito de Lichtenberg. Segundo a Oeste, a medida veio após grupos radicais de esquerda e pró-palestinos convocarem protestos perto do evento, acusando a direção de campanha racista contra Ibrahim e a comunidade palestina de Berlim. É a consequência imediata do episódio em que a candidata à Prefeitura de Berlim admite medo de apoiadores do Hamas.
O episódio ocorre em momento delicado. Depois das eleições regionais de 20 de setembro, o Die Linke negocia a formação de uma coalizão com o Partido Social-Democrata, o SPD, e os Verdes. Eralp, advogada de direitos humanos e filha de refugiados turcos, virou figura central da esquerda radical alemã, a ponto de a imprensa italiana compará-la ao socialista americano Zohran Mamdani, o Mamdani de Berlim.
As revelações provocaram dúvidas entre os possíveis aliados. O ex-ministro federal da Saúde Karl Lauterbach, do SPD, recomendou que seu partido se afastasse de uma eventual aliança com o Die Linke e questionou a capacidade de governar de alguém que se sente ameaçado por determinados grupos. Dirigentes dos Verdes exigiram garantias de que uma eventual coalizão enfrentaria com firmeza o terrorismo, a criminalidade organizada e o antissemitismo. O tema de Israel é acompanhado pelo portal em frentes como a votação em que o partido de Netanyahu conquista 53 cadeiras, em contexto distinto.
Para os críticos do Die Linke, segundo a Oeste, o episódio revela tolerância de setores da esquerda radical com ativistas associados a organizações consideradas terroristas, em um país com responsabilidade histórica particular no combate ao antissemitismo por causa do Holocausto. A candidata terá agora de convencer eleitores e aliados de que enfrentará publicamente os mesmos grupos que, em privado, afirmou temer. O fato documentado pela Revista Oeste é um só: candidata à Prefeitura de Berlim admite medo de apoiadores do Hamas.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (fachada do Rotes Rathaus, a prefeitura de Berlim, com bandeiras da Ucrânia, CC BY-SA 4.0, capa, e vista do centro de Berlim, CC BY-SA 4.0, imagem de meio)FONTE: Revista Oeste, matéria original sobre as mensagens em que a candidata Elif Eralp admite medo de apoiadores do Hamas no ambiente do Die Linke, com revelação da revista Der Spiegel, consultada em 31 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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