RESUMO:
- Segundo a Crux, um Bispo alemão contesta fala do papa sobre abusos descreve a declaração publicada pelo bispo Georg Bätzing, de Limburg, no site da própria diocese, contestando comentários do papa Leão XIV feitos no retorno da França, em setembro.
- No voo de volta, após se encontrar com sobreviventes franceses de abuso sexual clerical, Leão XIV disse que o abuso sexual é, antes de tudo, um problema humano, embora reconhecesse a responsabilidade da Igreja e a dimensão de fé ferida das vítimas.
- Bätzing afirmou que o reconhecimento das causas sistêmicas não é exclusividade do debate alemão, mas consequência de descobertas científicas e das experiências de quem sofreu muito dentro da Igreja, e que negar essas causas seria um retrocesso grave.
- O bispo chamou a descrição do papa de inadequada e altamente problemática em suas consequências potenciais. É o centro da declaração em que o Bispo alemão contesta fala do papa sobre abusos.
Um desentendimento público sobre como nomear o abuso na Igreja opôs um dos bispos mais influentes da Alemanha ao papa. De acordo com a Crux, o Bispo alemão contesta fala do papa sobre abusos em declaração publicada no site da diocese de Limburg, o embate registrado na declaração em que o Bispo alemão contesta fala do papa sobre abusos pede um reconhecimento que ainda falta.
COMO O BISPO ALEMÃO CONTESTA FALA DO PAPA SOBRE ABUSOS NA IGREJA?
Um bispo alemão publicou uma declaração desafiando os comentários do papa Leão XIV no retorno da França, em setembro, quando ele disse que o abuso sexual dentro da Igreja é, antes de tudo, um problema humano, relatou a Crux. O bispo Georg Bätzing, de Limburg, publicou a declaração no site da própria diocese nesta terça.
Bätzing escreveu: “The recognition of systemic causes is not unique to the Church’s debate in Germany”. Em tradução livre: “O reconhecimento das causas sistêmicas não é exclusividade do debate da Igreja na Alemanha”. Para ele, esse reconhecimento é consequência de descobertas científicas e das experiências de pessoas que sofreram muito dentro da Igreja.
Ele acrescentou: “Should the Church downplay or deny the systemic causes of sexualized violence, that would be a serious setback”. Em tradução livre: “Se a Igreja minimizar ou negar as causas sistêmicas da violência sexualizada, isso seria um retrocesso grave”. Isso feriria ainda mais as vítimas e colocaria em risco a credibilidade da investigação.
Bätzing reconheceu que Leão XIV enfatizou a responsabilidade da Igreja, mas avaliou que o papa não foi longe o bastante ao tratar do aspecto sistêmico do abuso. Nas palavras do bispo, ele gostaria de ver do papa um reconhecimento igualmente claro das causas sistêmicas da violência sexualizada. É o pedido feito na declaração em que o Bispo alemão contesta fala do papa sobre abusos.
O bispo é presidente da conferência episcopal alemã, posição que dá peso institucional à declaração em que o Bispo alemão contesta fala do papa sobre abusos.
O QUE O PAPA LEÃO XIV DISSE NO VOO DE VOLTA DA FRANÇA SOBRE O ABUSO?
Leão XIV falava no voo de volta da França, após um encontro com sobreviventes franceses de abuso sexual clerical, registrou a Crux. O jornalista Cyriac Zeller, da I-Media, perguntou se o papa considerava o abuso sexual na Igreja sistêmico, relatando que vítimas do encontro disseram que ele havia reconhecido a eles a natureza sistêmica do abuso.
Na resposta, Leão XIV disse que várias vítimas falaram de abuso sistêmico e que, sem querer contradizer ninguém, preferia expressar de um jeito diferente, embora tivesse falado de algumas organizações dentro da Igreja que, em certos momentos, foram abusivas.
A frase central do papa foi: “Sexual abuse is first and foremost a human problem”. Em tradução livre: “O abuso sexual é, antes de tudo, um problema humano”. Ele acrescentou que, quando acontece dentro da Igreja, ganha uma outra dimensão inteira, porque a vida de fé das pessoas é profundamente ferida e, às vezes, até destruída.
Leão XIV disse ainda que falou com as vítimas sobre como a Igreja, em certos aspectos, foi vista como responsável, mas também sobre como a Igreja é parte importante para ajudá-las a encontrar cura. É a fala completa que está na origem da reação em que o Bispo alemão contesta fala do papa sobre abusos.
As decisões do papa aparecem em outras frentes do portal, como na matéria sobre o papa que muda regras disciplinares para funcionários da Cúria.

O QUE BÄTZING COBRA DA IGREJA A PARTIR DO ESTUDO ALEMÃO DE 2018?
Bätzing afirmou que sentiu a descrição do papa sobre o abuso como inadequada e, em suas consequências potenciais, altamente problemática. Ele perguntou, na declaração: o papa reconhece que não só indivíduos e organizações, mas também estruturas específicas dentro da Igreja Católica facilitaram o abuso e o seu acobertamento?
O prelado alemão enfatizou que, pelo bem das vítimas, a Igreja não deve disfarçar nada, relativizar nada nem ignorar verdades desconfortáveis, e que a autoridade espiritual nunca dispensa ninguém de prestação de contas e supervisão.
Bätzing se apoiou fortemente em um estudo encomendado pela conferência episcopal alemã e publicado em 2018, segundo o qual o abuso na Igreja não pode ser entendido só como má conduta individual, mas reflete fatores estruturais que aumentaram o risco. É a base que ele cita na declaração em que o Bispo alemão contesta fala do papa sobre abusos.
Entre esses fatores, o bispo listou o clericalismo e as relações assimétricas de poder, a elevação sacral da autoridade sacerdotal, formas problemáticas de desenvolvimento de personalidade e de maturação psicossexual, além de um tabu em torno da sexualidade e da orientação sexual.
A cobrança prática dele fecha a declaração: mudar também as estruturas em que o poder é exercido, a responsabilidade é assumida e as decisões são tomadas, com prestação de contas vinculante da liderança, processos de decisão transparentes e mecanismos de controle eficazes, idealmente independentes. Segundo Bätzing, a Igreja deve ser medida por isso na Alemanha, em Roma e em todo o mundo. É o programa apresentado na declaração em que o Bispo alemão contesta fala do papa sobre abusos.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (o bispo Georg Bätzing na conferência episcopal alemã, em 2023, CC BY-SA 4.0, foto de arquivo) e Wikimedia Commons (vista aérea da Catedral de Limburg, na Alemanha, CC BY-SA 4.0, foto de arquivo)FONTE: Crux, matéria original sobre o bispo Georg Bätzing contestar comentários do papa sobre abuso na Igreja, consultada em 3 de novembro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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