RESUMO:
- O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 4, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, na decisão em que o Banco Central mantém Selic em 13,75% e o ciclo de cortes é interrompido.
- A manutenção encerra uma sequência de cinco reduções consecutivas de 0,25 ponto porcentual, iniciada em março, e foi anunciada ao fim da sétima e penúltima reunião de 2026.
- Foi a primeira reunião do Copom depois das eleições gerais, realizadas em 4 e 25 de outubro, e depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
- A Selic segue no menor nível em um ano e oito meses, desde março de 2025. É o patamar confirmado na reunião em que o Banco Central mantém Selic em 13,75%.
O pé saiu do acelerador dos cortes. Na primeira reunião depois do encerramento do processo eleitoral, em que o Banco Central mantém Selic em 13,75%, o Comitê de Política Monetária avaliou que a inflação acelerada e as expectativas em alta pediam pausa. A decisão, em que o Banco Central mantém Selic em 13,75%, foi tomada pelos sete integrantes do comitê que participaram do encontro iniciado na terça-feira, 3.
COMO O BANCO CENTRAL MANTÉM SELIC EM 13,75% E ENCERRA OS CORTES?
A reunião desta quarta-feira, 4, foi a sétima e penúltima de 2026 e a primeira depois das eleições gerais no país. O primeiro turno ocorreu em 4 de outubro e o segundo, em 25 de outubro, quando Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e foi reeleito, contrariando a maioria das projeções do mercado e das pesquisas, segundo a Revista Oeste.
O ciclo de queda interrompido agora começou em março deste ano, sempre com cortes de 0,25 ponto porcentual a cada reunião. Naquela ocasião, o Copom promoveu o primeiro corte de juros desde 2024. Foi o início da sequência encerrada na reunião em que o Banco Central mantém Selic em 13,75%.
Depois da reeleição de Lula, houve uma reversão das expectativas dos analistas. Se antes a maioria esperava um novo corte de 0,25 ponto porcentual, cerca de 70% do mercado passou a trabalhar com a possibilidade de interrupção do ciclo, o que acabou se confirmando.
Mesmo com a pausa, a Selic segue no menor nível em um ano e oito meses, desde março de 2025. Ainda assim, o Brasil continua com a taxa de juro real, que desconta a inflação projetada para os próximos 12 meses, mais elevada do mundo, segundo levantamento da plataforma MoneYou citado pela Oeste, à frente de Rússia, Colômbia, Turquia, México, África do Sul e Argentina.
O acompanhamento do portal sobre o custo do dinheiro aparece em outras análises, como na matéria em que o mercado prevê alta de inflação, juros e dólar. Agora, a projeção virou decisão, na reunião em que o Banco Central mantém Selic em 13,75%.
O QUE A INFLAÇÃO E O COMUNICADO DO COPOM EXPLICAM?
A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Juros elevados encarecem o crédito e estimulam a poupança, o que tende a conter a demanda e os preços, mas também pode frear a atividade econômica.
De acordo com o IBGE, o IPCA, que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,82% em setembro, revertendo a deflação de 0,32% registrada no mês anterior. Na comparação anual, o indicador ficou em 4,58%, ante 4,22% em agosto, acima das expectativas do mercado.
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional para este ano é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Assim, a meta será cumprida se o índice ficar entre 1,5% e 4,5%, e o IPCA anualizado de 4,58% está acima desse intervalo, como destacou a Jovem Pan News.
No comunicado, o comitê explicou que manter a taxa inalterada é “compatível com a estratégia de convergência da inflação ao redor da meta” e afirmou que os riscos para a inflação, de alta ou de queda, estão “mais elevados que o usual”, com tendência de aumento dos preços. O Copom também destacou que as projeções do mercado para 2026 e 2027 subiram para 5,2% e 4,8%, afastando-se ainda mais da meta.
Segundo o Relatório Focus, a inflação deve terminar este ano em 5,22% e ficar em 4,76% em 2027, enquanto a Selic fecharia 2026 em 13,5% e 2027 em 12,5% nas projeções dos analistas. É o cenário por trás da decisão em que o Banco Central mantém Selic em 13,75%.

O QUE O COPOM VIU NO CENÁRIO EXTERNO E NA ATIVIDADE DO PAÍS?
No comunicado divulgado nesta quarta-feira, o Copom apontou um cenário internacional mais adverso, marcado pelo prolongamento dos conflitos no Oriente Médio, pela alta dos preços do petróleo e pela política monetária restritiva nas economias avançadas.
No Brasil, o Banco Central identificou uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica, embora o mercado de trabalho continue resiliente. A autoridade monetária também destacou os riscos associados à política fiscal e à persistência da inflação de serviços.
“O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, informou o Copom no comunicado reproduzido pela Revista Oeste.
A expectativa dos agentes, segundo a Oeste, era que uma vitória de Flávio Bolsonaro mudasse os rumos da economia a partir de 2027, com ajuste fiscal e reformas. Com a reeleição de Lula, esse roteiro saiu do cenário base.
O Banco Central não indicou quando poderá retomar os cortes de juros. A próxima reunião do Copom, a oitava e última do ano, está marcada para os dias 8 e 9 de dezembro. É o calendário depois da pausa em que o Banco Central mantém Selic em 13,75%.
Até lá, crédito, consumo e investimentos seguem precificados com a taxa no patamar atual. É o efeito prático imediato da decisão em que o Banco Central mantém Selic em 13,75%.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (Edifício Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, CC BY 2.0, foto de arquivo) e Wikimedia Commons (prédio do Banco Central do Brasil, domínio público, foto de arquivo de 1966)FONTE: Revista Oeste, matéria original sobre a decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano, e Jovem Pan News, com o comunicado do comitê sobre a decisão, consultada em 4 de novembro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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