DEPOIS DE 6 ANOS AFASTADO DO LOUVOR, CORY ASBURY VOLTA COM ÁLBUM NOVO E REVELA: “A FAMA DE RECKLESS LOVE QUASE ME QUEBROU”
O cantor americano Cory Asbury lançou em 18 de setembro o álbum “Outsing the Angels”, seu primeiro disco de adoração em seis anos. Autor de “Reckless Love”, uma das canções gospel mais cantadas do mundo nos últimos anos, ele conta em entrevista publicada nesta semana que a fama quase o destruiu e explica por que se afastou da indústria cristã sem abandonar Jesus.
RESUMO:
- Cory Asbury, 40 anos, lançou em 18 de setembro “Outsing the Angels”, pela BEC Recordings, seu primeiro álbum de adoração em seis anos.
- Ele é o autor de “Reckless Love” (2017), uma das canções de louvor mais cantadas do mundo, com versões em português nas igrejas brasileiras.
- O cantor revela que a fama quase o quebrou: recebeu críticas dentro da indústria gospel americana e decidiu se afastar da máquina, sem abandonar a fé.
- Neste ano, ele lotou arenas nos Estados Unidos ao lado de Forrest Frank, na maior turnê cristã do ano.
- Asbury diz que o que o trouxe de volta foi redescobrir Deus como Pai, após anos projetando na fé o medo que sentia do próprio pai.
Em entrevista longa à revista RELEVANT, publicada nesta segunda-feira (28), Asbury abre o coração sobre uma década de altos e baixos. Depois do fenômeno “Reckless Love”, ele escreveu em 2022 sobre o vício em pornografia, mudou-se para Nashville em 2023 para gravar um disco country e só agora voltou ao louvor, com a bagagem de quem diz ter aprendido a separar a fé da indústria que a cerca.
Por que Cory Asbury se afastou do louvor?
A música que o projetou foi também a que o feriu. Segundo ele, gente da indústria gospel americana disse que “Reckless Love” soava “efeminada”, uma canção do tipo “Jesus is my boyfriend”. A exposição bateu de frente com algo que ele não esperava: uma indústria que ele havia idealizado a vida inteira se revelou, nas palavras dele, bem menos limpa do que imaginava.
O ponto de ruptura veio quando seu agente apresentou a conta: aproveitar o auge da música, lotar arenas, vender ingressos, pegar o dinheiro. Algo dentro dele se rebelou. “Não foi para isso que eu me inscrevi”, disse ele. Assim, ele se afastou, não de Jesus, faz questão de frisar, mas da engrenagem ao redor. Criticou uma cultura de igreja que funciona como empresa, em que crescimento significa ofertas maiores e ofertas maiores significam salário maior para quem está no topo.
O cantor também citou o escândalo envolvendo a banda Newsboys, cujo ex-vocalista Michael Tait foi alvo de denúncias, como exemplo de uma indústria que preferiu proteger o movimento a parar o show. “O trem do dinheiro seguia rápido e ninguém queria abandoná-lo”, resumiu.
O que trouxe o cantor de volta?
Por trás da crítica à indústria há uma história mais antiga. Salvo aos 5 anos, Asbury cresceu com uma mãe de fé discreta e um pai de temperamento duro, marcado por gritos e pela sensação constante de não ser suficiente. O medo do pai vazou para a imagem que ele tinha de Deus: “Eu achava que Ele estava sempre bravo comigo”, contou.
A virada veio da paternidade. Ao ver a si mesmo amando o próprio filho de forma incondicional, sem que nada que a criança fizesse mudasse o seu amor, algo se abriu. “Se é assim que eu me sinto por esse garoto, então Deus deve se sentir assim por mim”, disse ele. Nenhum pastor, nenhuma intervenção o tirou do deserto, conta Asbury: foi Deus indo ao encontro dele no meio do caminho, como fez com Agar no Gênesis, dizendo apenas “volte”.
A mensagem dele agora é para quem saiu das igrejas sem sair de Jesus: “Ele não é aquelas pessoas. Ele é Jesus. Ele é completamente diferente”. E para quem guarda mágoas de líderes que falharam, o recado é direto: ficar ofendido e colecionar escândalos na internet “é veneno para o coração”.
Como é o novo álbum “Outsing the Angels”?
O disco, lançado pela BEC Recordings, mistura grandes hinos de adoração feitos para serem cantados por multidões com canções mais íntimas, quase diários musicais que nem foram escritas para o culto de domingo. O que ele mais queria recuperar, diz, era a empolgação de adorar como adolescente, antes de a rotina apagar o fogo.
Perguntado sobre o que diria a si mesmo dez anos atrás, prestes a se afastar, ele não hesita: “Nenhum momento foi desperdiçado. Tudo é redentor”. E deixa o conselho para quem atravessa o próprio deserto: “Atravesse com alegria. Você vai sair do outro lado animado, sabendo que não é perfeito, e tudo bem”.
CRÉDITOS DE IMAGENS E VÍDEO: Reprodução | Redes Sociais | Internet – As imagens podem conter tratamento ou composição por Inteligência Artificial. (Edição – Hugo Gospel).
FONTES DA MATÉRIA: RELEVANT (28/09/2026). Apuração do Portal Hugo Gospel.
Encontrou algum erro nesta matéria? Sua mensagem ajuda nossa redação a manter tudo correto.
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo gospel e do entretenimento, siga @hugogospell no Instagram.
Seguir HUGO GOSPEL no Google

