RESUMO:
- Em encontro nos Estados Unidos, o ex-prisioneiro armênio relata sofrimento no Azerbaijão durante os cinco anos em que ficou detido, depois de capturado ao entregar ajuda humanitária.
- Capturado em 11 de novembro de 2020, dias depois do cessar-fogo, ele foi mantido em uma cela de 8 metros quadrados e sofreu espancamentos severos.
- Condenado a 15 anos por um tribunal azeri, Sujyan foi libertado em janeiro de 2026, em uma troca de prisioneiros entre os dois países.
- Ele fundou a ONG New Armenia Homeland-Diaspora e pede que o mundo não esqueça os 19 armênios que continuam detidos no Azerbaijão.
Cinco anos de cativeiro, uma cela de 8 metros quadrados e uma condenação de 15 anos resumem a história ouvida nesta semana nos Estados Unidos. Em encontro promovido pela organização Save Armenia, o ex-prisioneiro armênio relata sofrimento no Azerbaijão com detalhes que chocaram os presentes: capturado em 11 de novembro de 2020, quando entregava ajuda humanitária em Nagorno-Karabakh, Gevorg Sujyan afirma que foi espancado, dado como desaparecido e libertado apenas em janeiro de 2026, em troca de prisioneiros.
O QUE REVELOU O EX-PRISIONEIRO ARMÊNIO RELATA SOFRIMENTO NO AZERBAIJÃO SOBRE OS ANOS DE CATIVEIRO?
A captura aconteceu em 11 de novembro de 2020, um dia depois do acordo de cessar-fogo entre Armênia, Azerbaijão e Rússia, que encerrou semanas de guerra por Nagorno-Karabakh. Sujyan distribuía ajuda humanitária a civis da região quando foi detido por forças azeris. É a trajetória desse homem que o mundo conhece agora, quando o ex-prisioneiro armênio relata sofrimento no Azerbaijão em encontros internacionais.
No cativeiro, segundo o testemunho, ele foi mantido em uma cela de apenas 8 metros quadrados, sem contato regular com a família e sem saber se sairia vivo. Nos primeiros meses, os captores o tratavam como desaparecido e, segundo ele, ameaçavam manter essa condição se ele recusasse gravar uma mensagem confirmando a captura. É esse período que o ex-prisioneiro armênio relata sofrimento no Azerbaijão descreve como o mais duro: um tribunal azeri o condenou a 15 anos de prisão.
O sofrimento dos cristãos armênios se soma a um cenário mais amplo de pressão religiosa. Como o Hugo Gospel mostrou, um relatório apontou o extremismo expulsando cristãos de casa e a piora da perseguição na maioria dos países avaliados, contexto em que histórias como a de Sujyan compõem um retrato global de fiéis sob ameaça constante.

POR QUE ELE DIZ QUE NÃO GUARDA RESENTIMENTO DOS CAPTORES?
Mesmo depois de tudo, Sujyan afastou qualquer leitura de ódio no depoimento. “Eu estou aqui não para falar sobre política, nem para espalhar fobia ao Azerbaijão, porque não tenho ressentimentos contra aqueles que me capturaram e me submeteram a espancamentos pesados”, afirmou ele, segundo a reportagem original. A frase surpreendeu parte do público, porque partiu de um homem que passou cinco anos preso.
Em outro momento, ele resumiu o estado de espírito dos anos de detenção: “Eu não tinha esperança de sobreviver, então nem pensava na minha sobrevivência”. Quando o ex-prisioneiro armênio relata sofrimento no Azerbaijão com essa franqueza, o testemunho ganha peso por não vir carregado de vingança. Ao lado dele estavam dois refugiados de Artsakh, nome armênio para Nagorno-Karabakh, que também relataram perdas e deslocamentos.
O encontro foi organizado pela Save Armenia, organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que defende os cristãos armênios e divulga a situação dos prisioneiros. A proposta era colocar diante de delegados e apoiadores as vozes de quem viveu o conflito por dentro. Foi em um palco assim que o ex-prisioneiro armênio relata sofrimento no Azerbaijão diante de uma plateia americana, longe dos tribunais de Baku.
QUEM SÃO OS 19 ARMÊNIOS AINDA DETIDOS E O QUE ELE PEDE AO MUNDO?
Sujyan voltou para casa em janeiro de 2026, libertado em uma troca de prisioneiros entre Armênia e Azerbaijão. De volta ao país, fundou a organização não governamental New Armenia Homeland-Diaspora, para manter o trabalho humanitário e pressionar pela libertação dos que ficaram. Para ele, a liberdade segue incompleta, e é por isso que o ex-prisioneiro armênio relata sofrimento no Azerbaijão sempre que tem um microfone diante de si.
O número que ele repete em todas as falas é 19. São 19 armênios que, segundo Sujyan e as organizações que acompanham o caso, permanecem detidos no Azerbaijão mesmo depois das trocas realizadas. No encontro, o ex-prisioneiro armênio relata sofrimento no Azerbaijão e fez um apelo direto aos delegados: que compartilhassem as histórias ouvidas ali e transformassem o caso em pauta permanente de direitos humanos, e não em nota de rodapé de uma guerra distante.
O pano de fundo do caso é a disputa histórica por Nagorno-Karabakh, região de maioria armênia que ficou no centro de guerras entre os dois países vizinhos e de deslocamentos em massa de civis. Organizações humanitárias estimam que milhares de famílias deixaram Artsakh nos últimos anos, muitas delas com apoio de igrejas e de entidades da diáspora armênia espalhada pelo mundo. Foi para atender civis atingidos por esse conflito que Sujyan viajou em novembro de 2020, em uma missão de distribuição de ajuda que acabou interrompida pela captura, a poucos quilômetros do destino final da carga humanitária.
O apelo final mira uma frustração conhecida de quem defende prisioneiros esquecidos. Sujyan afirmou que muitos falam sobre direitos humanos, mas que palavras, sozinhas, não impedem o sofrimento nem evitam que vidas sejam usadas como ferramenta de barganha entre governos. Enquanto os 19 não voltarem, o caso que o ex-prisioneiro armênio relata sofrimento no Azerbaijão seguirá como lembrete de que o cessar-fogo encerrou os combates, mas não o cativeiro de todos.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (Yerevan e Monte Ararat, CC BY-SA 3.0, e Mosteiro de Gandzasar, em Nagorno-Karabakh, CC BY-SA 4.0)FONTE: Gospel Mais, matéria original sobre o testemunho de Gevorg Sujyan, a partir de reportagem do Christian Post, consultada em 28 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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