RESUMO:
- Falando a apoiadores do Likud em Jerusalém, Netanyahu reivindica maioria decisiva em Israel entre eleitores judeus e sionistas e defendeu um governo nacional de direita forte.
- As pesquisas de boca de urna, porém, não deram maioria clara a nenhum bloco: o Canal 12 projetou 52 assentos ao bloco dele, os Canais 13 e Kan projetaram empate de 51 a 51, o Canal 14 projetou 60 e o i24 projetou 55.
- Para governar em Israel é preciso reunir 61 dos 120 assentos do Knesset, e todas as emissoras projetaram o Likud como o maior partido, com 27 cadeiras.
- Antes do discurso, líderes da oposição como Gadi Eisenkot e Naftali Bennett haviam declarado a derrota de Netanyahu, que rejeitou um governo apoiado por partidos árabes.
O primeiro ministro Benjamin Netanyahu afirmou, na madrugada desta quarta feira, 28, diante de apoiadores do Likud em Jerusalém, que a direita obteve uma maioria clara entre os eleitores judeus e sionistas de Israel. A declaração em que Netanyahu reivindica maioria decisiva em Israel foi feita depois de uma noite de projeções divididas, em que nenhuma pesquisa de boca de urna entregou a qualquer bloco os 61 assentos necessários para governar.
COMO NETANYAHU REIVINDICA MAIORIA DECISIVA EM ISRAEL NO DISCURSO?
Netanyahu disse aos apoiadores que o resultado demonstra amplo apoio a um governo comprometido com a preservação de Israel como Estado judeu. Na fala em que Netanyahu reivindica maioria decisiva em Israel, ele afirmou que é preciso estabelecer um governo nacional de direita forte e apresentou essa formação como o caminho necessário para o país depois da votação.
O premiê também atacou as emissoras de televisão israelenses, acusando os canais de terem subestimado de propósito o Likud nas pesquisas anteriores à eleição para desanimar os seus eleitores. Segundo ele, os levantamentos que apontavam apenas 18 ou 19 assentos para o partido eram uma mentira conhecida por quem os divulgava.
Netanyahu rejeitou ainda qualquer governo que dependa do apoio de partidos árabes, cuja representação conjunta foi projetada em cerca de 18 assentos após uma alta no comparecimento do eleitorado árabe. Para ele, formar um governo sustentado por essas legendas colocaria Israel em risco, acusação que a oposição contesta e que deve marcar as negociações dos próximos dias.

O QUE AS PROJEÇÕES MOSTRAM SOBRE A REIVINDICAÇÃO DE NETANYAHU?
Os números conhecidos até aqui não confirmam uma maioria parlamentar de nenhum dos lados. Na projeção revisada do Canal 12, o bloco de Netanyahu soma 52 assentos, contra 50 da oposição liderada por partidos judeus e 18 dos partidos árabes. Canais 13 e a emissora pública Kan projetaram empate de 51 a 51 entre os dois blocos principais.
As projeções mais favoráveis ao premiê vieram do Canal 14, que estimou 60 assentos para o bloco dele, e do i24, com 55. Mesmo no cenário mais otimista, o número fica abaixo dos 61 exigidos para uma maioria no Knesset, o Parlamento de 120 cadeiras. É por isso que a leitura predominante da noite é a de impasse, e não a de vitória definida.
Como o Hugo Gospel já havia mostrado, a eleição em Israel terminou sem vencedor definido e o futuro político do premiê segue em aberto por semanas. Nesse quadro, quando Netanyahu reivindica maioria decisiva em Israel, ele fala de uma maioria entre um recorte específico do eleitorado, o judeu e sionista, e não da maioria parlamentar que as projeções ainda não entregaram a ninguém.
A apuração dos votos especiais costuma demorar mais porque inclui militares em serviço, reservistas mobilizados e representantes do país no exterior. Em eleições apertadas como esta, esses votos podem mover assentos entre os blocos e mudar o desenho final do Knesset. Por isso, tanto o governo quanto a oposição evitam tratar as pesquisas de boca de urna como resultado, embora usem cada revisão dos números como munição na disputa pela narrativa da noite eleitoral.
O QUE ACONTECE AGORA DEPOIS QUE NETANYAHU REIVINDICA MAIORIA DECISIVA EM ISRAEL?
A contagem oficial continua, e centenas de milhares de votos especiais, incluindo os de soldados e reservistas, ainda serão apurados. Segundo o próprio premiê, o resultado final é esperado em até 48 horas. Só depois disso o presidente Isaac Herzog consultará as bancadas e entregará a tarefa de formar governo ao deputado que julgar mais capaz de montar uma coalizão, cenário em que o fato de Netanyahu reivindica maioria decisiva em Israel pesará como argumento político, mas não como número fechado.
Do outro lado, a oposição também ensaia caminhos. Pelos números do Canal 12, os 50 assentos do bloco oposicionista, somados aos 7 projetados para o partido islamista Raam, de Mansour Abbas, chegariam a apenas 57, quatro a menos que a maioria. Tanto Eisenkot quanto Netanyahu, portanto, precisariam atrair parceiros do campo rival ou aceitar um governo de unidade.
No discurso, Netanyahu ligou a disputa interna à questão do Irã e afirmou que Israel tem uma oportunidade histórica, ao lado do presidente Donald Trump, de remover a ameaça iraniana. Enquanto essa agenda não avança, o país aguarda a contagem final: até que um dos blocos some 61, a frase em que Netanyahu reivindica maioria decisiva em Israel seguirá sendo uma reivindicação do premiê diante de projeções divididas, e não um resultado confirmado.
O desenho projetado para o Parlamento ajuda a entender o impasse: o Likud aparece como o maior partido, com 27 assentos, seguido pela legenda do ex chefe militar Gadi Eisenkot, com 21 ou 22, enquanto a aliança de Naftali Bennett e Yair Lapid somaria cerca de 12. É contra esse pano de fundo fragmentado que Netanyahu reivindica maioria decisiva em Israel entre os eleitores judeus e sionistas: o premiê tenta transformar a liderança do seu partido em direito de formar o governo, ainda que a soma do bloco não feche a conta dos 61.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (Benjamin Netanyahu na Casa Branca e com o líder do Senado americano, domínio público)FONTE: Breitbart News, matéria original sobre o discurso de Netanyahu na noite eleitoral, consultada em 28 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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