RESUMO:
- Novo relatório aponta extremismo expulsando cristãos de suas casas e mostra piora da perseguição em 10 dos 18 países examinados, sem melhora em nenhum deles.
- O documento é o Perseguidos e Esquecidos?, da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), lançado nesta terça feira, 27, com dados de 2024 a 2026.
- Cerca de 413 milhões de cristãos vivem em países com violações graves da liberdade religiosa, e 220 milhões estão diretamente expostos à perseguição.
- Só na Nigéria, pelo menos 1 milhão de cristãos foram forçados a deixar suas casas, e na Síria a população cristã caiu 80% desde 2011.
O relatório aponta extremismo expulsando cristãos foi publicado pela ACN, instituição católica que apoia cristãos perseguidos no mundo, e ganhou cobertura da Crux e da Aleteia nesta terça feira, 27. O relatório examina o período de agosto de 2024 a junho de 2026 e reúne os países onde as violações contra cristãos são consideradas mais preocupantes.
A conclusão geral é dura: as condições pioraram em quase 56% dos países avaliados e nenhum registrou melhora geral. Violência extremista, governos autoritários e nacionalismo religioso aparecem como as três grandes pressões sobre as comunidades cristãs, com deslocamentos em massa em partes da África e da Ásia.
QUANTOS CRISTÃOS VIVEM SOB PERSEGUIÇÃO NO MUNDO?
Segundo os números mais recentes da ACN citados no relatório, 413 milhões de cristãos vivem em países onde ocorrem violações graves da liberdade religiosa. Desse total, cerca de 220 milhões estão diretamente expostos à perseguição, em regiões onde ser cristão pode significar perder a casa, o trabalho, a liberdade ou a vida.
O deslocamento é tratado como uma das maiores preocupações do documento. Cristãos fazem parte de um êxodo mais amplo de pessoas expulsas de casa por conflitos, parte dele com motivação religiosa, e o relatório afirma que regiões inteiras da África e da Ásia viraram zonas de perigo para as comunidades de fé.

POR QUE O RELATÓRIO APONTA EXTREMISMO EXPULSANDO CRISTÃOS COMO MOTOR DE ÊXODO?
Porque, nos países mais afetados, a violência de grupos extremistas deixou de ser episódica e virou mecanismo de esvaziamento de comunidades inteiras. Na Nigéria, pelo menos 1 milhão de cristãos foram forçados a sair de casa. Em Burkina Faso, grupos militantes tomaram 40% do território, e em uma única diocese 2.000 pessoas partiram em um ano.
“Persecution has become a huge, yet often hidden, factor driving entire communities from their homes, changing the religious demography of entire regions, especially in Africa. What will it take for the world to act?” Em tradução livre: A perseguição se tornou um fator enorme, embora muitas vezes oculto, que expulsa comunidades inteiras de suas casas e muda a demografia religiosa de regiões inteiras, especialmente na África. O que será preciso para o mundo agir? A frase é de John Pontifex, chefe de imprensa e assuntos públicos da ACN no Reino Unido.
O relatório classifica a África subsaariana como uma das áreas mais perigosas do mundo para ser cristão: 6 dos 10 países mais bem colocados no Índice Global de Terrorismo são africanos, e cristãos do norte da Nigéria, do Sahel e de Moçambique têm sido alvo de grupos extremistas. Na Síria, líderes da Igreja alertam que o declínio demográfico virou ameaça existencial, com a população cristã reduzida em 80% desde 2011.
COMO OS GOVERNOS TAMBÉM APARECEM NO RELATÓRIO?
Nem toda a pressão vem de grupos armados. O documento registra a repressão estatal na China, onde igrejas subterrâneas ficaram mais restritas pelo controle do governo, e na Nicarágua, onde líderes cristãos foram exilados e presos. No Irã, as prisões de cristãos dobraram, segundo o relatório.
Na Índia, a combinação de leis anticonversão e nacionalismo hindu contribuiu para ataques contra cristãos. No Paquistão, as leis de blasfêmia e a conversão e o casamento forçados de meninas cristãs criam um ambiente de medo permanente, descrito ao Crux por Peter Bhatti, irmão do político católico Shahbaz Bhatti, assassinado por extremistas em 2011.
O quadro é o mesmo que aparece, em escala local, em casos que o portal acompanha de perto, como o do cristão copta detido no Egito após criticar no Facebook a educação islâmica forçada e o do ataque a uma igreja na Jordânia que matou 9 pessoas durante um funeral.
Vinte anos depois do lançamento da primeira edição do Perseguidos e Esquecidos?, a ACN resume o momento como uma catástrofe de direitos humanos que o mundo se recusa a reconhecer. O relatório aponta extremismo expulsando cristãos e documenta, com números, que milhões de pessoas continuam sendo obrigadas a negar a fé, discriminadas na escola e no trabalho, privadas de justiça e, nos casos extremos, mortas por ela.
A ACN mantém uma campanha anual para dar visibilidade a esse cenário: a Semana Vermelha, em que igrejas e prédios públicos do mundo são iluminados de vermelho em memória dos cristãos perseguidos, marcada para novembro. A iniciativa ajuda a entender a estratégia por trás de um relatório aponta extremismo expulsando cristãos: transformar estatísticas de deslocamento em pressão pública sobre governos e organismos internacionais.
Para as igrejas do Brasil, o documento também funciona como um mapa de oração e de ajuda humanitária, porque nomeia os países onde a situação mais se agravou e onde a ajuda costuma chegar com mais dificuldade. Quando um relatório aponta extremismo expulsando cristãos com dados de dois anos, a leitura que fica é a de que a perseguição deixou de ser uma soma de casos isolados e passou a funcionar como um sistema de expulsão de comunidades inteiras, diante do qual a reação do mundo, na avaliação da própria ACN, continua insuficiente.
Em resumo, o relatório aponta extremismo expulsando cristãos é o documento mais amplo já publicado pela ACN sobre o tema neste ciclo de dois anos, e a sua conclusão central não é um episódio, é uma tendência. Que um relatório aponta extremismo expulsando cristãos seja lançado com piora em 10 países e melhora em nenhum diz, por si só, em que direção o vento está soprando para as comunidades cristãs das regiões examinadas.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Reprodução | Wikimedia Commons (campo de deslocados em Borno e igreja nacional da Nigéria, CC BY-SA 4.0, licenças livres)FONTE: Crux, com Aleteia, sobre o relatório Perseguidos e Esquecidos? 2024-2026 da ACN, consultadas em 27 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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