RESUMO:
- Segundo o The Christian Post, o teólogo anglicano aposentado N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia: em sessão de perguntas e respostas em Dallas, nesta segunda-feira, 2, véspera do dia da eleição, ele chamou a crença de ideia totalmente antibíblica e difundida entre evangélicos americanos.
- Wright, de 77 anos, é o palestrante principal da conferência The Fresh Challenge of Romans, de quatro dias, na Park Cities Baptist Church, com mais de 600 participantes esperados, segundo os organizadores citados pela matéria.
- Para o teólogo, a crença é injustificada e resulta de correntes de ensino, particularmente, mas não só, do dispensacionalismo do século 19. Ele afirmou que antes via a ideia como apenas excêntrica e que hoje a considera muito perigosa.
- As prioridades de um país que se diz cristão deveriam ser medidas pelo Sermão do Monte e pelo Salmo 72. É o contexto da conferência em que N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia.
Na véspera do dia da eleição nos Estados Unidos, um dos teólogos mais conhecidos do mundo anglicano pediu aos cristãos que repensem como a fé molda o voto. De acordo com o The Christian Post, N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia, a declaração pública em que N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia em conferência sobre Romanos.
POR QUE N. T. WRIGHT DIZ QUE ISRAEL NÃO É CUMPRIMENTO DE PROFECIA?
O bispo anglicano aposentado N. T. Wright criticou, na sessão de perguntas e respostas do evento de segunda-feira, o que chamou de ideia totalmente antibíblica, muito difundida entre evangélicos americanos, relatou o The Christian Post. Wright é conhecido pelo trabalho sobre a teologia de Paulo, o Jesus histórico e a Ressurreição.
Na fala reproduzida pela matéria, ele afirmou: “There are several strands, particularly in America, which have contributed towards what I think is a totally unbiblical idea, namely that the present modern-day state of Israel is somehow a fulfillment of prophecy”. Em tradução livre: “Há várias correntes, particularmente na América, que contribuíram para o que considero uma ideia totalmente antibíblica, a saber, que o atual Estado moderno de Israel é, de alguma forma, um cumprimento de profecia”.
A conferência The Fresh Challenge of Romans dura quatro dias, até quarta-feira, na Park Cities Baptist Church, em Dallas, e reúne mais de 600 participantes, segundo os organizadores. O foco é ler a carta de Paulo aos Romanos no contexto original. É o palco da declaração em que N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia.
Wright afirmou que o apoio ao Israel moderno é apenas um de muitos temas que os eleitores precisam pesar, ao lado da economia e da imigração. Ele criticou a campanha em torno de um único assunto e o voto por simpatia ao candidato.
O pastor sênior da Park Cities Baptist Church, Jeff Warren, acrescentou, segundo a matéria: “Theology matters”. Em tradução livre: “A teologia importa”. É a síntese oferecida pelo anfitrião do evento em que N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia.
O QUE WRIGHT ATRIBUIU AO DISPENSACIONALISMO E POR QUE ELE MUDOU DE AVALIAÇÃO?
Wright afirmou que a crença é simplesmente injustificada e resulta de todo tipo de correntes estranhas de ensino, particularmente, mas não só, do dispensacionalismo do século 19, relatou o Christian Post. A fala atribui a origem da ideia a uma tradição de leitura profética surgida naquele período.
Ele também disse que antes enxergava a crença como apenas excêntrica, mas que a avaliação mudou. Na expressão reproduzida pela matéria, agora que as consequências estão aparecendo, trata-se de algo muito perigoso de se crer. É a mudança de tom registrada na declaração em que N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia.
A relação entre fé e voto aparece em outras frentes do portal, como na matéria sobre a Frente Parlamentar Evangélica, que defende a bandeira de Israel. Nos dois casos, a leitura de Israel está no centro do debate.
Wright afirmou ainda que se recusar a votar é abrir mão de responsabilidades, ao convocar os evangélicos americanos a fazer suas vozes serem ouvidas na véspera do dia da eleição.
A dificuldade da democracia, na avaliação dele, é que as campanhas se concentram em um tema específico e os eleitores decidem por impressão geral sobre os candidatos. Para Wright, essa forma de votar esconde um problema teológico mais profundo. É o diagnóstico apresentado na conferência em que N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia.

COMO WRIGHT MEDIU OS PAÍSES QUE SE DIZEM CRISTÃOS PELO SERMÃO DO MONTE E PELO SALMO 72?
Wright afirmou que, se um país quisesse dizer que tem uma herança cristã, um começo possível seria o Sermão do Monte, relatou o Christian Post. Ele percorreu o texto de Mateus 5 linha por linha e comparou as palavras de Cristo com as atitudes de nações de maioria cristã como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.
Entre os trechos citados estão os puros de coração, os pacificadores e os que têm fome de justiça. Sobre a justiça, ele observou que as pessoas a querem para si, mas não se preocupam tanto com ela para os outros, segundo a matéria.
Wright defendeu que países que reivindicam herança cristã meçam as prioridades por passagens como o Sermão do Monte e o Salmo 72, que enfatizam justiça para o pobre, a viúva e o órfão. É o critério bíblico proposto pelo teólogo no debate em que N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia.
Sobre o Salmo 72, ele afirmou que ali se celebra o Rei porque ele faz justiça para a viúva, o órfão, o pobre e o desamparado, e afasta do caminho os que são ricos, opressores e poderosos demais, de acordo com a matéria. Ele apresentou o salmo como um dos principais textos políticos da Bíblia.
Ele afirmou que Estados Unidos e Grã-Bretanha usam linguagem política para invocar uma identidade cristã. Se os dois países fossem de fato nações cristãs, as prioridades dos Salmos, de Isaías e do Sermão do Monte deveriam aparecer na prática, o que ele disse não estar vendo em nenhum dos dois no momento. É o fechamento da argumentação pública em que N. T. Wright diz que Israel não é cumprimento de profecia.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons (o teólogo N. T. Wright falando em púlpito, CC BY-SA 2.0, foto de arquivo) e Wikimedia Commons (muralhas da Cidade Velha de Jerusalém e Torre de Davi, CC BY-SA 4.0, foto de arquivo)FONTE: The Christian Post, matéria original sobre N. T. Wright dizer que Israel não é cumprimento de profecia, consultada em 3 de novembro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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