RESUMO:
- Um homem foi preso por morte em banheira de motel na zona oeste de São Paulo, na manhã desta quarta feira (28), segundo a Polícia Civil.
- A vítima, um jovem de 21 anos, foi encontrada sem vida em uma banheira de hidromassagem na madrugada de 1º de outubro.
- Segundo a investigação, havia mais de três apólices de seguro no nome da vítima, somando cerca de R$ 15 milhões.
- O suspeito, casado com a vítima desde junho, era o único beneficiário de todas as apólices, de acordo com a polícia.
Um homem foi preso por morte em banheira de motel na manhã desta quarta feira (28), em São Paulo, por suspeita de envolvimento na morte de um jovem de 21 anos encontrado sem vida dentro de uma banheira de um motel. O crime ocorreu na madrugada de 1º de outubro, na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista, segundo as informações da investigação.
Segundo apontam as investigações da Polícia Civil, o suspeito, identificado como Fernando Curti Tavares, era casado com a vítima desde junho deste ano. A polícia apura a hipótese de que ele tenha matado o jovem para tentar receber os valores de seguros de vida contratados no nome do companheiro. O suspeito é tratado como investigado, e não como condenado. Foi a apuração financeira, segundo a corporação, que sustentou o pedido que resultou no homem preso por morte em banheira de motel nesta semana.

Na imagem, uma delegacia da Polícia Civil em São Paulo, em foto ilustrativa. É a corporação que conduz a investigação e que reuniu os contratos de seguro, os registros do motel e os depoimentos desde a madrugada do crime.
COMO O JOVEM FOI ENCONTRADO NA MADRUGADA DE 1º DE OUTUBRO?
De acordo com os registros policiais, a vítima foi encontrada morta pelo próprio Fernando Tavares dentro de uma banheira de hidromassagem do motel. O companheiro chegou a acionar o Samu, que constatou a morte do jovem ainda na madrugada do dia 1º de outubro. Inicialmente, a morte foi registrada como acidental, classificação comum nas primeiras horas de uma ocorrência sem sinais evidentes. Esse primeiro registro seria revisto quando surgiram os contratos de seguro, até o desfecho com o suspeito preso por morte em banheira de motel.
Durante o atendimento da ocorrência, a Polícia Militar verificou que Fernando era a única pessoa presente na suíte do motel com a vítima. Segundo os registros, o casal deu entrada no motel às 22h do dia 30 de setembro, e o suspeito efetuou o pagamento de uma pernoite no momento do check in. Esses detalhes passaram a ser cruzados pela investigação nas semanas seguintes.
Foi o aprofundamento desse cruzamento que mudou o rumo do caso. Ao levantar contratos da vítima, os policiais descobriram as apólices e o acionamento feito poucas horas depois da morte. A partir daí, o homem que nesta quarta foi preso por morte em banheira de motel passou a ser investigado como suspeito de homicídio, e não apenas como testemunha da morte do companheiro.
POR QUE O SUSPEITO FOI PRESO POR MORTE EM BANHEIRA DE MOTEL SEGUNDO A POLÍCIA?
Segundo a Polícia Civil, o jovem possuía mais de três apólices de seguro de vida, em valores que variavam de R$ 2 milhões a R$ 10 milhões em seu nome, com cláusulas especiais que dobravam a indenização em caso de morte acidental. Somados, os contratos chegavam a cerca de R$ 15 milhões, montante que chamou a atenção dos investigadores.
Ainda segundo a investigação, Fernando Tavares era o único beneficiário de todas as apólices e teria acionado os seguros poucas horas após a constatação da morte do companheiro. Para a Polícia Civil, a tentativa de receber os valores das apólices é a motivação apontada para o crime. Trata-se da linha de investigação divulgada pela corporação, que ainda depende de confirmação no inquérito e na Justiça. Sem esse elemento financeiro, apontam os investigadores, não haveria o pedido que levou o suspeito a ser preso por morte em banheira de motel.
O advogado Adriano Scattini, especialista em fraudes contra seguros, ouvido pela publicação, avalia que, “se os fatos forem confirmados, o suspeito deverá ser indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, ou seja, a intenção de benefício financeiro com as indenizações”. A avaliação do especialista reforça que, até aqui, o caso reúne suspeitas formais, e não uma condenação.
O QUE SE SABE SOBRE OS SEGUROS DE R$ 15 MILHÕES?
Os contratos no nome da vítima somavam cerca de R$ 15 milhões em coberturas, distribuídos em mais de três apólices diferentes. As cláusulas que dobravam a indenização em caso de morte acidental ajudam a explicar, segundo os investigadores, por que a morte chegou a ser registrada inicialmente como acidental na madrugada de 1º de outubro. Os valores ajudam a dimensionar o caso do homem preso por morte em banheira de motel na zona oeste da capital.
Em casos de seguro de vida, o beneficiário só recebe a indenização após a análise da seguradora, que costuma aguardar a conclusão policial quando há suspeita de crime. No caso da Barra Funda, o acionamento rápido dos contratos, poucas horas depois da morte, foi um dos elementos que levaram a polícia a aprofundar a apuração até chegar ao homem preso por morte em banheira de motel nesta quarta feira.
A investigação segue em andamento na Polícia Civil, que deve concluir o inquérito com os laudos, os contratos de seguro e os depoimentos reunidos desde outubro. O Hugo Gospel acompanha outros casos policiais apurados na capital, como a operação contra lavagem de dinheiro que bloqueou 374 milhões em São Paulo, e atualizará esta reportagem se houver decisão da Justiça sobre o suspeito. Até lá, o homem preso por morte em banheira de motel permanece respondendo ao caso na condição de suspeito.
A reportagem não publica imagens da vítima nem do suspeito e trata todas as acusações como suspeitas atribuídas à investigação policial. A defesa do investigado não foi ouvida na publicação original, e o espaço segue aberto para manifestação em casos ainda sem julgamento.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Wikimedia Commons, foto de fita de isolamento de cena de crime, licença CC BY-SA 4.0, e foto de delegacia da Polícia Civil em São Paulo, licença CC BY-SA 4.0. Imagens ilustrativas, sem foto da vítima ou do suspeito.FONTE: Metrópoles, publicação de 28 de outubro de 2026 sobre a prisão do suspeito de morte em motel da Barra Funda, consultada em 28 de outubro de 2026.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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