RESUMO:
- Clive Staples Lewis nasceu em 29 de novembro de 1898, em Belfast, na Irlanda, e morreu em 22 de novembro de 1963, em Oxford, na Inglaterra.
- Ele foi professor de literatura em Oxford e em Cambridge e escreveu cerca de 40 livros, entre ensaios, ficção científica, literatura infantil e apologética cristã.
- Depois de anos de ateísmo, ele voltou ao cristianismo em 1931, em um processo que envolveu o amigo J. R. R. Tolkien.
- As obras mais conhecidas são Cristianismo Puro e Simples, de 1952, Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, de 1942, e a série As Crônicas de Nárnia, de 1950 a 1956.
quem foi C. S. Lewis é a pergunta de quem encontra o nome dele em dois lugares ao mesmo tempo: nas prateleiras de teologia e nas de literatura infantil. A resposta é um professor irlandês de Oxford que escreveu cerca de 40 livros, criou Nárnia e se tornou o apologista cristão mais lido do século 20.
QUEM FOI C. S. LEWIS E ONDE ELE NASCEU?
Na definição da Encyclopaedia Britannica, quem foi C. S. Lewis foi um estudioso, romancista e autor nascido na Irlanda, conhecido por livros de apologética cristã e pela série infantil As Crônicas de Nárnia. O nome completo é Clive Staples Lewis, e ele assinava também com pseudônimos em parte da obra poética inicial.
O nascimento ajuda a situar quem foi C. S. Lewis. Ele nasceu em 29 de novembro de 1898, em Belfast, então parte da Irlanda unida ao Reino Unido e hoje capital da Irlanda do Norte, segundo a Britannica. O pai era advogado, a mãe era filha de um pastor, e a casa da família tinha uma biblioteca que marcou a infância do menino.
A infância explica parte de quem foi C. S. Lewis como escritor. Lewis e o irmão mais velho, Warren, criaram ainda crianças um mundo imaginário de animais falantes, chamado Boxen. Histórias inventadas na infância, reunidas décadas depois em livro, mostram que o criador de Nárnia começou a construir mundos muito antes da fama.
A morte da mãe, quando ele tinha nove anos, é o primeiro grande abalo na biografia de quem foi C. S. Lewis. Enviado para escolas internas na Inglaterra, ele descreveu esses anos como duros na autobiografia Surpreendido pela Alegria, de 1955. A experiência escolar e a perda precoce aparecem, transformadas, em vários textos posteriores dele.
A juventude de quem foi C. S. Lewis foi interrompida pela Primeira Guerra Mundial. Ele entrou para a Universidade de Oxford, alistou-se no exército britânico, serviu na França, foi ferido em 1918 e perdeu amigos próximos no conflito. Terminada a guerra, ele retomou os estudos e se formou com distinções em línguas clássicas e literatura inglesa.
A carreira acadêmica define a vida adulta de quem foi C. S. Lewis. Em 1925, ele se tornou professor e tutor de língua e literatura inglesa no Magdalen College, de Oxford, posto que ocupou por quase três décadas. Em 1954, ele assumiu uma cátedra nova de literatura medieval e renascentista em Cambridge, onde ficou até a morte.
Em Oxford, quem foi C. S. Lewis fez parte de um círculo literário que mudou a fantasia moderna. O grupo informal conhecido como Inklings reunia escritores como J. R. R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis, para ler manuscritos uns dos outros em encontros semanais. As conversas do grupo influenciaram diretamente as obras dos dois autores.
A aparência pública de quem foi C. S. Lewis era a de um professor comum, de aulas lotadas e estilo direto. Estudantes e colegas descreviam palestras em que ele transformava literatura medieval em assunto vivo para plateias grandes. Essa capacidade de traduzir temas difíceis para o público geral é a mesma que apareceria nos livros de apologética.
Quem pergunta quem foi C. S. Lewis costuma se surpreender com a combinação rara do perfil. Ele era, ao mesmo tempo, um especialista respeitado em literatura medieval, um autor infantil de sucesso mundial, um escritor de ficção científica e o nome mais popular da defesa intelectual do cristianismo em língua inglesa no século passado.

COMO ELE DEIXOU O ATEÍSMO E VOLTOU AO CRISTIANISMO?
A virada religiosa é o episódio mais estudado da vida de quem foi C. S. Lewis. Batizado na Igreja da Irlanda, ele rejeitou o cristianismo ainda adolescente e viveu como ateu durante a juventude e o início da vida adulta, posição que ele próprio descreveu com franqueza na autobiografia publicada em 1955.
O caminho de volta de quem foi C. S. Lewis foi intelectual e gradual. Leituras de autores como George MacDonald e G. K. Chesterton, somadas a conversas com amigos cristãos, foram desgastando o ateísmo dele ao longo dos anos 1920. Ele costumava se descrever, com humor, como o convertido mais relutante de toda a Inglaterra.
Segundo a Britannica, quem foi C. S. Lewis chegou ao teísmo em 1930 e ao cristianismo em 1931. Um episódio decisivo foi uma longa conversa noturna com J. R. R. Tolkien e Hugo Dyson, em Oxford, sobre mito e cristianismo, em setembro de 1931, dias antes de uma viagem de motocicleta em que ele decidiu aceitar Cristo.
O argumento de Tolkien que destravou a conversão de quem foi C. S. Lewis tratava dos mitos. Lewis via os evangelhos como mais um mito entre outros, e Tolkien sustentou que, no caso cristão, o mito tinha se tornado fato na história. A formulação aparece nas cartas e nos estudos sobre os dois escritores e é repetida nas biografias de Lewis.
Depois da conversão, quem foi C. S. Lewis se tornou comunicante da Igreja da Inglaterra, a igreja anglicana. A escolha chamou atenção porque muitos esperavam que o apologista mais famoso do país se tornasse católico, como Tolkien. Lewis, porém, permaneceu anglicano e evitou disputas entre denominações na maior parte da obra.
A fé recuperada reorganizou a produção de quem foi C. S. Lewis sem interromper a carreira acadêmica. O primeiro livro de tema cristão, O Regresso do Peregrino, saiu em 1933, como uma alegoria da própria busca dele. A partir daí, ensaios, palestras e ficções de fundo teológico passaram a conviver com os estudos literários na bibliografia do autor.
O Problema do Sofrimento, de 1940, mostrou a ambição intelectual de quem foi C. S. Lewis como apologista. O livro enfrenta a pergunta clássica sobre como um Deus bom permite a dor do mundo, tema que ele conhecia de perto desde a infância e a guerra, e que voltaria, em tom pessoal e devastado, no fim da vida do escritor.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a voz de quem foi C. S. Lewis chegou a milhões de pessoas pelo rádio. A BBC o convidou para séries de palestras curtas sobre a fé cristã, transmitidas entre 1941 e 1944 para um país em guerra. Essas palestras, revisadas e ampliadas, viriam a formar o livro mais famoso dele.
A conversão de quem foi C. S. Lewis interessa aos estudiosos de teologia porque ela não foi apresentada como uma experiência mística, e sim como uma mudança de convicção descrita passo a passo. Para um panorama de outros pensadores da fé, a matéria do portal sobre Agostinho de Hipona mostra um caminho de conversão muito anterior, mas igualmente narrado pelo próprio convertido.

QUAIS SÃO OS LIVROS MAIS IMPORTANTES DELE?
O livro mais influente de quem foi C. S. Lewis no campo teológico é Cristianismo Puro e Simples, publicado em 1952 a partir das palestras de rádio da BBC. A obra apresenta os pontos centrais da fé cristã comum às denominações, com linguagem simples, exemplos do cotidiano e a famosa argumentação sobre quem foi Jesus.
Na argumentação mais citada de quem foi C. S. Lewis, ele sustenta que Jesus não pode ser tratado apenas como um grande mestre moral. Diante das afirmações que os evangelhos atribuem a ele, Lewis propõe que restam três opções ao leitor: ele era um mentiroso, um lunático ou exatamente quem dizia ser. O raciocínio virou marca registrada dos debates de apologética.
Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, de 1942, é a obra de ficção teológica mais original de quem foi C. S. Lewis. O livro reúne 31 cartas em que um demônio experiente, chamado Screwtape nas edições em inglês, instrui um demônio aprendiz na arte de afastar um jovem cristão da fé, com ironia sobre hábitos comuns dos leitores.
A série que apresentou quem foi C. S. Lewis ao grande público infantil é As Crônicas de Nárnia, sete livros publicados entre 1950 e 1956. A história começa com O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de 1950, e apresenta o leão Aslan, figura que os leitores cristãos reconhecem como uma representação de Cristo em um mundo de fantasia.
Nárnia não é uma alegoria fechada, e o próprio quem foi C. S. Lewis resistia a esse rótulo. Ele preferia falar em suposição: imaginar como o Filho de Deus poderia aparecer em um mundo de animais falantes. A distinção, repetida em cartas do autor, é um dos pontos mais discutidos pelos estudiosos da série até hoje.
A produção de ficção de quem foi C. S. Lewis inclui ainda a Trilogia Espacial, iniciada com Além do Planeta Silencioso, de 1938. Os três romances misturam ficção científica e teologia, em uma época em que o gênero ainda não tratava de temas religiosos com esse peso, e influenciaram autores posteriores de fantasia e de ficção científica cristã.
Como estudioso, quem foi C. S. Lewis deixou obras de referência em literatura inglesa. A Alegoria do Amor, de 1936, estudo da poesia alegórica medieval, consolidou a reputação acadêmica dele em Oxford. Livros sobre literatura do século 16 e sobre o paraíso perdido de Milton seguem citados em cursos de letras em língua inglesa.
O livro mais doloroso de quem foi C. S. Lewis é A Anatomia de um Luto, publicado em 1961 com pseudônimo, depois da morte da esposa. Casado tardiamente com a escritora norte-americana Joy Davidman, ele viveu um luto breve e intenso, registrado em anotações cruas sobre fé, perda e ausência de respostas fáceis.
No conjunto, a bibliografia responde por que a pergunta quem foi C. S. Lewis continua atual. São cerca de 40 livros, segundo a Britannica, cobrindo apologética, ficção, crítica literária, poesia e autobiografia. Poucos autores do século 20 circularam por tantos gêneros mantendo o mesmo público leitor em todos eles.

QUAL É O LEGADO DELE PARA A TEOLOGIA E A LITERATURA?
O legado teológico de quem foi C. S. Lewis está na linguagem. Ele traduziu conceitos clássicos da fé cristã para o vocabulário do leitor comum, sem jargão de seminário, e criou imagens que entraram para o repertório de pregadores e professores de Escola Dominical de várias denominações, inclusive no Brasil, onde os livros dele circulam em traduções há décadas.
Editoras cristãs brasileiras mantêm as principais obras de quem foi C. S. Lewis em catálogo permanente. Cristianismo Puro e Simples e Cartas de um Diabo a seu Aprendiz aparecem com frequência em listas de leitura de igrejas, grupos de estudo e cursos de teologia, e o nome dele é citado em sermões com uma naturalidade rara para um autor estrangeiro do século passado.
Na literatura, o legado de quem foi C. S. Lewis passa por Nárnia e pela defesa da fantasia como gênero sério. Ao lado de Tolkien, ele ajudou a tirar a literatura fantástica do rótulo de escapismo infantil e a colocá-la no centro dos estudos literários. Escritores de fantasia das gerações seguintes reconhecem a dívida com os dois professores de Oxford.
As adaptações de Nárnia para o cinema, a partir de 2005, renovaram o público de quem foi C. S. Lewis no século 21. Os filmes apresentaram Aslan e os irmãos Pevensie a uma geração que não conhecia os livros, e as vendas da série voltaram a subir em vários países, em um ciclo que se repete a cada nova adaptação anunciada.
A cidade de Belfast transformou o legado em espaço público. A praça C. S. Lewis Square, inaugurada no leste da cidade, reúne esculturas de bronze de personagens de Nárnia, como Aslan e a Feiticeira Branca, e virou ponto de visitação de leitores do mundo inteiro na cidade em que o escritor nasceu e passou a infância.
A morte de quem foi C. S. Lewis tem uma curiosidade histórica conhecida. Ele morreu em 22 de novembro de 1963, em Oxford, uma semana antes de completar 65 anos. Foi o mesmo dia do assassinato do presidente norte-americano John F. Kennedy, razão pela qual a morte de um dos escritores mais famosos do mundo rendeu poucas manchetes na época.
Entre os teólogos e reformadores estudados pelo portal, quem foi C. S. Lewis ocupa um lugar próprio: ele não fundou igreja, não liderou movimento e não ocupou púlpito. A matéria sobre John Wesley mostra o contraste com um evangelista de multidões. O púlpito de Lewis era a página impressa, a aula e o microfone da BBC.
Estudiosos seguem debatendo os limites da apologética dele. Críticos apontam simplificações em alguns argumentos, e admiradores respondem que a função dos livros nunca foi substituir a teologia acadêmica, e sim abrir a porta dela para o leitor comum. O debate, mais de sessenta anos depois da morte, mantém a obra em circulação constante.
Para quem chegou perguntando quem foi C. S. Lewis, a resposta final é a de um irlandês de Belfast que perdeu a fé, a reencontrou em Oxford aos 32 anos e passou o resto da vida escrevendo. Ele morreu em 1963, mas os livros que deixou seguem apresentando o cristianismo a leitores que talvez nunca entrassem em uma igreja.
PERGUNTAS FREQUENTES
Quando ele nasceu e quando morreu?
Ele nasceu em 29 de novembro de 1898, em Belfast, na Irlanda, e morreu em 22 de novembro de 1963, em Oxford, na Inglaterra, segundo a Encyclopaedia Britannica. O nome completo dele era Clive Staples Lewis.
Qual é o livro mais famoso dele?
Entre os leitores cristãos, o livro mais citado de quem foi C. S. Lewis é Cristianismo Puro e Simples, de 1952. Para o público geral, a fama maior vem de As Crônicas de Nárnia, a série de sete livros infantis publicada entre 1950 e 1956.
Ele era amigo de Tolkien?
Sim. Lewis e J. R. R. Tolkien foram colegas em Oxford, participaram do grupo literário Inklings e leram os manuscritos um do outro por anos. Tolkien teve papel decisivo na conversão de Lewis ao cristianismo, em 1931.
Ele foi ateu antes de ser cristão?
Sim. Ele rejeitou o cristianismo na adolescência e viveu como ateu durante a juventude. A volta à fé foi gradual: ele aceitou o teísmo em 1930 e o cristianismo em 1931, processo narrado por ele na autobiografia Surpreendido pela Alegria.
CRÉDITOSIMAGEM E VÍDEO: Foto de capa de Simon Burchell, C. S. Lewis Square em Belfast, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons. Foto do corpo 1 de Simon Burchell, escultura da trilha de Nárnia em Belfast, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons. Foto do corpo 2 de Simon Burchell, trilha de esculturas de Nárnia em Belfast, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons. Foto do corpo 3 de Simon Burchell, esculturas da praça C. S. Lewis em Belfast, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.FONTE: Encyclopaedia Britannica, C. S. Lewis e Wikipédia em inglês, C. S. Lewis.NOTA: Este conteúdo pode ter contado com o auxílio de inteligência artificial e passou por revisão humana antes da publicação. Para mais detalhes, consulte nossa política de uso de inteligência artificial.
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